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Volcel: o que é e por que algumas pessoas escolhem isso?

Volcel é um termo que tem aparecido cada vez mais nas redes sociais, e até famosas como Rosalía, Júlia Foz e Grazi Massafera falaram publicamente sobre o assunto . Nos últimos anos, esse conceito se popularizou, principalmente entre mulheres que decidiram repensar suas relações afetivas e sexuais. Está longe de ser uma simples “moda”, o volcel representa um movimento de escolha e empoderamento.

Vivemos uma era de excesso de estímulos, pressões sociais e expectativas em torno do sexo e do romance. E, justamente por isso, muitas pessoas têm optado por desacelerar, se afastar de certas dinâmicas e voltar o olhar para si mesmas. Esse movimento tem crescido de forma silenciosa, mas poderosa, especialmente entre as mais jovens, que questionam o que realmente desejam viver.

Mais do que negar o prazer, esse caminho pode ser sobre redescobri-lo de outras formas. Seja para se proteger, se curar, ou apenas para viver com mais autonomia, o volcel levanta reflexões importantes sobre escolha, liberdade e desejo. Mas afinal… o que significa realmente ser volcel?

O que significa ser volcel?

Volcel é a abreviação de “voluntary celibate”, do inglês “celibato voluntário”. É uma palavra que vem ganhando força porque muita gente começou a questionar uma ideia antiga: a de que estar disponível emocionalmente e sexualmente o tempo todo é “normal”, e que quem não está, tem algum problema. Só que não. O volcel aparece justamente como uma escolha moderna, silenciosa e bem consciente, em que a pessoa decide ficar fora da vida sexual ou romântica por um tempo (ou por mais tempo) por motivos pessoais, emocionais ou até ideológicos. Podendo até ser um sinônimo para o “boy sober“, mas com mais consciência política.

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E sim: isso tem sido cada vez mais associado a um movimento crescente entre mulheres. Não é coincidência. Em vários países, mulheres têm optado por reduzir ou cortar relações afetivas e sexuais com homens como forma de autoproteção, autonomia e até resistência. Um exemplo disso é o aumento do interesse global pelo movimento 4B, que ganhou ainda mais visibilidade no Ocidente após eventos políticos recentes, especialmente nos EUA, e reacendeu discussões sobre direitos reprodutivos, insegurança e o custo emocional de se relacionar.

Na prática, ser volcel não tem uma regra fixa ou um “manual”. Para algumas pessoas, é uma fase de descanso e foco em si. Para outras, é uma postura firme diante de experiências repetitivas, frustrações, medo, exaustão emocional ou desilusão com o cenário atual de relacionamentos. O ponto central é: não é falta de desejo, é direção. É quando você escolhe parar de se doar para fora e começar a se priorizar de verdade.

O que é o movimento 4B da Coreia e por que ele se relaciona com o volcel?

O movimento 4B surgiu na Coreia do Sul e virou símbolo de uma escolha radical feita por mulheres: sem namoro, sem sexo, sem casamento e sem filhos. Ele nasceu como resposta direta a experiências de misoginia, violência e medo que muitas mulheres sentem ao se relacionar. A lógica é simples e forte: se o ambiente é inseguro e desigual, algumas preferem não participar dele. E mesmo que volcel e 4B não sejam a mesma coisa, eles se conectam porque os dois colocam a mesma mensagem no centro: “eu escolho o que faço com o meu corpo e com a minha vida“.

Volcel x Incel: Entenda a diferença

Apesar de parecerem semelhantes à primeira vista, volcel e incel representam ideias completamente opostas. Ambos os termos vêm do inglês: voluntary celibate (celibatário por vontade própria) e involuntary celibate (celibatário involuntário). Ou seja, enquanto o volcel escolhe não ter relações sexuais ou afetivas por decisão própria, o incel deseja esses relacionamentos, mas se sente rejeitado ou excluído, geralmente culpando os outros por isso.

O movimento incel ganhou notoriedade com a disseminação de discursos misóginos em fóruns online, onde muitos homens expressam frustração por não conseguirem transar ou se relacionar, responsabilizando as mulheres e a sociedade ao invés das consequências as próprias ações. Já quem se identifica como volcel toma essa decisão de forma consciente, geralmente com base em experiências pessoais, autoconhecimento, ideologia ou simplesmente porque entende que, naquele momento, não deseja se envolver com ninguém.

Enquanto o incel age a partir da frustração e da revolta, o volcel parte do autocuidado, da autonomia e da liberdade de escolha. E esse é um ponto essencial: ser volcel não é uma reação ao outro, mas um movimento em direção a si mesma. Muitas mulheres que se reconhecem nesse estilo de vida usam esse tempo para se reconectar com o próprio corpo, explorar o prazer de forma solo (inclusive com o apoio de vibradores femininos) e criar relações mais saudáveis com seus desejos e emoções.

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Escolha consciente: a decisão deve se abster por vontade própria

Diferente do celibato involuntário, notoriamente visto no movimento Incel, o Volcel cresce com o propósito de trazer para as mulheres mais segurança e poder sobre o próprio corpo. Vale ressaltar que o celibato voluntário, volcel, não significa acabar com a masturbação, apenas vem como uma resposta para o crescente movimento misógino.

Portanto, ser volcel é, antes de tudo, uma escolha ativa. Não tem nada a ver com repressão sexual, falta de oportunidades ou desinteresse pela vida íntima, e sim com o poder de decidir o que, quando, como e com quem se envolver. É uma forma de autonomia que rompe com a ideia de que estar sexual ou romanticamente disponível é uma obrigação. E essa decisão pode vir de diferentes lugares: do desejo de focar em si mesma, de experiências negativas, ou até da vontade de explorar o prazer de forma mais livre e sem pressões externas.

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Para muitas mulheres, essa escolha vem como um respiro. É uma pausa necessária para curar feridas, se entender melhor e resgatar o próprio prazer longe das expectativas dos outros. E isso não significa que o desejo desaparece, ele só muda de direção. Ao invés de buscar o prazer no outro, muitas passam a investir em si mesmas: com momentos de autocuidado, com práticas de masturbação consciente e com a descoberta de novas formas de prazer, como os brinquedos eróticos femininos.

Essa abstenção voluntária também pode ser temporária. Existem fases da vida em que tudo o que a gente mais precisa é de silêncio, reconexão e solitude. O importante é entender que não fazer sexo também é uma forma válida e empoderada de viver a própria sexualidade. Afinal, ser dona do próprio corpo é poder dizer “sim” — mas também é poder dizer “não” com total liberdade.

Por quê a crescente adoção do volcel?

Nos últimos anos, o conceito de volcel, deixou de ser um termo de nicho e passou a ser assunto em podcasts, entrevistas e redes sociais. Celebridades como Rosalía têm reforçado essa prática ao afirmarem publicamente que estão solteiras e fechadas para relacionamentos por decisão própria.

Essa tendência surge em um cenário onde o cansaço emocional, as decepções amorosas, a sobrecarga de expectativas e o desgaste nas relações são cada vez mais comuns. Para muitas mulheres, dizer “não” ao sexo ou ao romance não é um ato de negação do prazer, mas de preservação da própria energia e de fortalecimento do amor-próprio. Rosalía, por exemplo, declarou que está em uma fase onde não quer viver “ilusões românticas” e está mais interessada em paixões reais, por ela mesma e por seus projetos.

Além disso, o volcel também é visto como uma forma de autocuidado e até de empoderamento. Em vez de entrar em relações por carência ou por pressão social, muitas preferem viver um tempo de reconexão consigo mesmas, longe de cobranças. E sim, isso inclui cuidar da sexualidade de forma individual, com práticas de autoconhecimento e o uso de acessórios sensuais, como os disponíveis na linha de vibradores femininos da Miess.

Geração Z têm adotado o volcel?

Sim, e com força. A Geração Z, nascida entre o fim dos anos 1990 e os anos 2010, tem sido uma das que mais questiona padrões tradicionais de relacionamento. Para essa geração, fazer sexo, namorar ou casar não é mais o caminho esperado, e nem obrigatório. Muitos estão priorizando saúde mental, liberdade e realização pessoal, e isso inclui repensar a forma como se conectam afetiva e sexualmente com os outros.

Esse comportamento tem sido impulsionado por vários fatores: a exposição desde cedo à hiperconectividade e ao desgaste emocional de aplicativos de paquera, o aumento da ansiedade e da depressão em jovens, e o desejo de relações mais autênticas. Para muita gente, o sexo casual perdeu o brilho, e os encontros se tornaram mais uma tarefa do que um prazer. Nesse contexto, o volcel aparece como uma escolha consciente para evitar frustrações e focar no que realmente importa para cada um.

Mais do que evitar o sexo, os jovens volcels estão resgatando o prazer de estar só e vivendo suas próprias descobertas sexuais, muitas vezes, com mais liberdade e criatividade do que nos relacionamentos tradicionais.

Celibato feminino é maior do que masculino?

Embora o celibato voluntário também seja adotado por homens, o movimento tem ganhado muito mais força entre mulheres, principalmente por questões relacionadas à segurança, à sobrecarga emocional e à autonomia. Em muitas culturas (inclusive na nossa), mulheres ainda são as que mais sofrem com relações desequilibradas, violência, cobranças e invisibilização dos próprios desejos. Não à toa, elas têm sido maioria entre as que escolhem dizer “não” ao sexo e aos relacionamentos tradicionais.

Além disso, para muitas mulheres, o prazer não está ausente nessa escolha, ele apenas se transforma. A masturbação, o uso de vibradores, o consumo de conteúdos sensuais e o autocuidado ganham destaque nesse novo olhar sobre o desejo. O que antes parecia impensável — viver sem sexo — hoje pode significar viver com mais prazer do que nunca, só que em outro formato, mais íntimo, livre e sem cobranças.

Volcel e castidade são a mesma coisa?

Não, e essa é uma dúvida bem comum. Embora tanto o volcel quanto a castidade envolvam a abstenção de sexo, os dois conceitos têm motivações bem diferentes. A castidade geralmente está associada a valores religiosos, morais ou espirituais , é uma prática mais rígida, muitas vezes imposta por crenças externas ou por votos, como no caso de religiosos. Já o volcel é uma escolha pessoal e consciente, feita com base em experiências de vida, autocuidado ou simplesmente vontade de focar em outras áreas da vida.

Outra diferença importante é que o volcel não exclui o desejo ou o prazer. Pelo contrário: muitas pessoas volcels continuam explorando sua sexualidade de forma solo, com masturbação, fantasias e até com o uso de brinquedos eróticos. A escolha não está no apagamento do desejo, mas sim em não compartilhá-lo com outras pessoas naquele momento, por decisão própria.

Ou seja, enquanto a castidade pode carregar uma conotação de renúncia ou pureza, o volcel é sobre liberdade e direção. Não é um “não posso”, e sim um “não quero agora”, o que muda completamente a forma como essa escolha é vivida. É uma forma de assumir o controle da própria sexualidade, sem se prender a normas sociais ou expectativas alheias.

Explore sua sexualidade sozinha!

Cada vez mais mulheres jovens estão escolhendo viver fora das expectativas tradicionais de namoro ou sexo com outras pessoas, mas seguem ativamente conectadas à própria sexualidade, explorando seu corpo com liberdade e curiosidade. Vibradores, próteses e dildos são aliados incríveis nesse processo, ajudando a transformar o autoconhecimento em fonte de prazer real, sem depender de ninguém. Afinal, ser volcel é sobre escolha, e isso inclui escolher como, quando e com quem (ou com o quê) você quer se dar prazer.

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