Não-monogamia: descubra o que significa e se é para você
Com diálogos cada vez mais abertos sobre relacionamentos e sexualidade, novas formas de expressar as atrações humanas passam a ganhar espaço. Entre elas, temos a não-monogamia, um termo que ainda causa muitas dúvidas, preconceitos e tabus.
Quer entender mais sobre como funciona esse tipo de relação e analisar se ela funcionaria para você? Então, continue lendo este guia que preparamos sobre o assunto!
Contudo, é sempre bom lembrar: não desejamos convencer ninguém a vivenciar esse ou aquele tipo de relacionamento. Acreditamos que cada um pode viver da forma que bem entender, mas que é sempre bom conhecer outras maneiras para nos tornarmos mais tolerantes e mente aberta.
O que é a não-monogamia
Um relacionamento monogâmico é o padronizado na nossa sociedade. Ou seja, refere-se a uma relação exclusiva entre duas pessoas, na qual elas só se envolvem afetiva e sexualmente uma com a outra.
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Portanto, em consequência, um relacionamento não-monogâmico é o oposto disso, permitindo que alguém se relacione com mais de uma pessoa. No entanto, a não-monogamia não é algo fechado em uma caixa, no sentido de que pode ser vivenciada de diversas formas.
Desse modo, a existência de mais de um vínculo amoroso, por exemplo, vai depender do tipo de relação pré-estabelecida. Afinal, a não-monogamia é um termo “guarda-chuva”, que abarca diversas formas de se relacionar – que ainda listaremos neste post.
Por fim, o mais importante em um relacionamento não-monogâmico é existir diálogo e consentimento. Assim, é essencial que ambas as partes estejam de acordo em vivenciar uma relação desse tipo, e discutam quais são seus termos e condições para isso.
A não-monogamia é algo recente?
Na verdade, não. Esse tipo de relação era comum na antiguidade e continuou sendo durante um grande período da história humana. Contudo, quando, no Ocidente, o casamento passou a ser entendido como uma questão de propriedade, além de ser baseado em valores do Cristianismo, a monogamia virou o padrão aceito.
Além disso, esse ideal se perpetuou ainda mais no final do século 18, quando o amor e a conjugalidade passaram a pautar as relações humanas. Ou seja, é nesse momento em que os casamentos começam a deixar de ser massivamente arranjados e passam a se basear no sentimento do casal um pelo outro.
A não-monogamia é uma orientação sexual?
Também não. Dessa forma, a não-monogamia não indica por quem você se sente atraído, como uma orientação sexual, mas, sim, como você prefere ter um relacionamento. Portanto, pessoas de diferentes gêneros e sexualidades podem viver relações não-monogâmicas, sejam elas do tipo que forem.

Tipos de relações não-monogâmicas
Como já mencionamos, existem diferentes formas de se viver relacionamentos não-monogâmicos. Por isso, vamos listar as principais e esclarecer como essas relações funcionam.
Entretanto, é possível ainda ter relacionamentos de formas muito diversas, então não feche a não-monogamia a essas categorias.
- Relações livres: Uma pessoa pode se relacionar livremente com diversas pessoas sem que haja obrigatoriamente a formação de vínculos que tornem o relacionamento restrito a apenas um casal;
- Relacionamento aberto: Existe um relacionamento primário entre duas pessoas, mas que permite que elas se relacionem fora dele, geralmente sem a criação de vínculos;
- Poliamor: Trata-se de um relacionamento romântico com mais de uma pessoa, em que, normalmente, todos se relacionam em conjunto. É o caso, por exemplo, de um trisal, ou o relacionamento simultâneo de 3 pessoas;
- Swing: É quando casais praticam atividades sexuais em conjunto ou realizam uma troca de parceiros sexuais entre si. Assim como muitos dos outros tipos, é comum que não exista a criação de vínculos.
Existe ciúme e traição na não-monogamia?
Apesar de quebrar com as ideias pré-concebidas e heteronormativas de um relacionamento tradicional, não significa que não exista ciúme ou traição na não-monogamia. Contudo, essas questões existem de forma diferente.
Uma vez que saber que seu parceiro se relaciona com outra pessoa faz parte da não-monogamia, o ciúme é uma questão que precisa ser trabalhada. Estamos falando de um sentimento humano, então ninguém está livre dele pela forma como decide se relacionar. Porém, se o ciúme impede que esse tipo de relação exista plenamente, algo está errado.
Por exemplo, se uma das partes impede a outra de se relacionar com alguém por ciúme, então estamos falando de uma atitude tóxica, que deve ser questionada. Portanto, é preciso ter maturidade para lidar com ele e entender que faz parte da relação. A base de tudo é sempre o diálogo.

Além disso, partindo da visão tradicional, muita gente pode achar que um relacionamento assim é pura traição. No entanto, se os termos estão acordados e ambas as partes expressam seus termos, então não cabe a quem está fora julgar se existe uma traição ou não. Afinal, se o casal decide viver sua relação dessa forma, ele não a compreende como uma traição.
Mas, ainda assim, é possível existir uma traição na não-monogamia? Sim, porém depende dos termos do casal. Se eles decidem que devem sempre contar um ao outro com quem saem, ou que não podem se relacionar com um ex, por exemplo, e esses acordos são rompidos, então eles podem entender que houve uma traição. Portanto, a traição é muito mais pelo descumprimento do acordo do que de fato pelo envolvimento em si.
Como saber se devo tentar uma relação não-monogâmica?
Nem a monogamia, nem a não-monogamia devem ser impostas a ninguém. Ambos os tipos de relacionamento são escolhas e, portanto, devem estar acordadas entre as partes que vivem essa relação.
Portanto, faça um exercício de autoconhecimento e busque entender se você gostaria de experimentar essa vivência. Além disso, se você já está em um relacionamento, precisa ser compreensivo com os desejos de seu parceiro e dialogar abertamente sobre o funcionamento de uma relação assim.
É sempre importante dizer: você não precisa fazer algo que não te deixe confortável. Não ache que abrir o relacionamento vai salvar um namoro ou casamento que perdeu a chama. E, se seu parceiro insistir com um modelo de relação com a qual você não se sente confortável, seja monogâmico ou não, fique atento.
Saiba que em qualquer tipo de relacionamento existem conflitos e diálogos necessários, e é perigoso romantizá-los. Nenhum é melhor ou pior que o outro, são simplesmente diferentes. Por isso, é sempre essencial haver consentimento e clareza, para que todas as partes estejam confortáveis com qualquer que seja a relação.
Para saber mais
Se você ainda está em dúvida ou pretende se aprofundar no tema, uma boa sugestão é buscar informações em livros, podcasts ou grupos de discussão.
Nesse sentido, indicamos o livro “Novas Formas de Amar”, de Regina Navarro, que aborda profundamente a questão da não-monogamia.
A autora desafia os conceitos tradicionais de relacionamentos amorosos e explora alternativas à monogamia. Ela discute como diferentes formas de relacionamentos podem ser saudáveis e satisfatórias, oferecendo uma perspectiva moderna sobre amor, sexo e intimidade. Este livro é uma leitura essencial para quem está interessado em entender as diversas possibilidades de relacionamentos além da monogamia tradicional.

Gosta de podcast? Então, você vai curtir o “Resenhas Não Mono”, uma excelente fonte de informação e reflexão sobre não-monogamia.
Disponível no Spotify, Deezer e Apple Podcasts, ele oferece um espaço para discussões aprofundadas e variadas sobre não-monogamia, abordando temas como relacionamentos, desafios, e experiências pessoais. Com um tom acessível e envolvente, este podcast é ideal para quem deseja explorar e compreender melhor as complexidades e a beleza de relacionamentos deste tipo.
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