Conto Erótico – Poltrona 14B
Viagem de trabalho, voo de duas horas e meia, apresentação na manhã seguinte sobre expansão de mercado pra uma sala cheia de executivo com cara de poucos amigos. O tipo de rotina que não pede aventura, pede só que o avião chegue no horário, que o café esteja quente e que o assento do lado fique vazio.
O assento do lado não ficou vazio.
Eu tinha um plano simples: fone, janela, não falar com ninguém.
Ele apareceu quando o embarque já estava quase fechado, mochila preta no ombro, ar de quem correu pro portão e chegou a tempo por pouco. Olhou o número da poltrona no cartão, olhou pra mim, e sorriu com a metade direita do rosto só, daquele jeito que parece involuntário mas nunca é. O tipo de sorriso que você nota sem querer e depois fica levemente irritada por ter notado.
Você é uma mulher que quer ganhar dinheiro extra ou está pensando em começar seu próprio negócio? Então, este guia é para você. “Começando a Revender: O Guia Completo para Iniciantes no Mundo do Empreendedorismo” é um caminho simples e claro para quem quer entrar no mundo das vendas.
— Troca de janela comigo?
— Não.
Ele riu baixo, guardou a mochila no compartimento acima, acomodou os ombros largos no espaço apertado da poltrona 14B e não disse mais nada.
Ótimo, pensei, enfiando o fone no ouvido. Sem papo.
Durou oito minutos.
Começou com o meu nome aparecendo na tela do notebook, eu estava revisando os slides, ajustando um gráfico de projeção que teimava em ficar feio, quando ele leu em voz alta sem nenhum constrangimento:
— “Estratégia de expansão para o terceiro trimestre.” Soa sério.
Fechei o notebook com uma calma que era, na verdade, a forma mais educada de raiva.
— Você sempre lê a tela dos outros?
— Só quando a pessoa tá do meu lado e eu não tem o que fazer.
— Você tem um celular.
— Bateria morta. — Ele mostrou a tela preta como prova. — Carregador na mala despachada. Clássico.
Fiquei na minha por mais uns dois minutos antes de perceber que não estava mais com vontade de abrir o notebook.
— Qual o seu ramo?
Ele virou pra mim com um ar de quem acabou de ganhar alguma coisa.
— Logística. Você?
— Marketing.
— Faz sentido. Você tem cara de pessoa que convence gente.
— Isso é elogio?
— Depende de como você usa.
E aí foi. Conversa que começa em trabalho, desce pra cidade, sobe pra viagem mais absurda que cada um já fez, e de repente eu estava contando coisa que não conto nem pra quem conheço há anos. Ele tinha um jeito de ouvir que me incomodava de um jeito específico — presente demais, olho no olho de verdade, como se o que eu dissesse fosse a coisa mais interessante do mundo naquele momento.
Quando percebi, o avião estava descendo e a apresentação continuava intocada.
No desembarque ele perguntou qual hotel. Eu disse o nome. Ele sorriu com a metade direita de novo.
No táxi ficamos em silêncio, mas era aquele silêncio denso que você sente no peito. A cidade passava pela janela molhada de garoa fina. A mão dele estava perto da minha no banco, não tocando, só perto, dois centímetros de distância que eu estava completamente ciente o tempo todo.
No check-in os quartos eram em andares diferentes.
— Oitavo — eu disse pro recepcionista.
— Décimo segundo — ele disse.
No elevador apertei o 8. Ele não apertou nada. Quando as portas abriram no oitavo, saí, andei três passos no corredor e parei.
Virei.
Ele estava com o ombro encostado na porta do elevador aberta, segurando pra não fechar, olhando pra mim com aquela expressão que não pedia nada nem prometia nada, só deixava a decisão onde ela sempre tinha estado.
— Você não apertou o doze — eu disse.
— Não.
Pensei a apresentação do dia seguinte, o notebook na mochila.
— Vem.
O quarto era pequeno do jeito certo — cama grande com lençol branco, luz amarela e baixa, janela com vista pra um cruzamento molhado. Joguei a mochila na cadeira. Ele fechou a porta.
Quando virei, ele já estava perto. Não em cima, perto. Dez centímetros que tiravam o ar antes de qualquer coisa acontecer. A mão dele subiu devagar pelo meu lado, passou pela cintura, encontrou o meu rosto, polegar no maxilar, dedos abrindo na minha nuca com uma firmeza leve que fez alguma coisa ceder por dentro.
— Posso?
— Pode.
O beijo começou lento, do tipo que não tem pressa porque não está indo a lugar nenhum, está chegando. Fui junto sem pensar, as mãos na camiseta dele, puxando pra mais perto.
Caímos na cama com aquela desajeitagem honesta de roupa ainda pela metade e riso no meio do caminho. Quando a roupa foi embora de vez, o riso foi junto.
Ele tomou o tempo que eu não esperava, a boca descendo pelo meu pescoço, mordendo leve, seguindo pela clavícula, pelos seios. Ficou nos meus mamilos com uma atenção que me fez arquear as costas sem querer. Língua e dente no ritmo certo, do jeito que você não ensina, ou a pessoa sabe ou não sabe. Ele sabia.
A mão dele desceu devagar pela minha barriga, passou pelo quadril, pela coxa, e quando chegou na minha buceta eu já estava encharcada. Ele percebeu, olhou pra mim com aquele sorriso torto e disse baixinho:
— Você tava querendo isso desde o táxi.
Não respondi. Não precisava.
Ele me abriu com os dedos e começou a trabalhar no meu grelo com a língua firme, paciente, no ritmo exato que eu precisava antes de pedir. Não pulou etapa, não teve pressa.
Gemi alto. Sem filtro, sem vergonha. Enrolei os dedos no cabelo dele e pressionei mais, porque quando algo tá bom de verdade o corpo fala antes da cabeça.
Quando achei que ia vir, ele parou.
Subi pra cima dele sem esperar convite. Segurei a neca dele, grossa, dura, quente na minha mão, e desci devagar, sentindo cada centímetro abrindo caminho, preenchendo. Fiz isso de propósito, no meu ritmo, nos meus termos. Ele jogou a cabeça pra trás com um gemido baixo que eu guardei no fundo da memória.
Comecei a cavalgar com vontade, rebolando, achando o ângulo certo, aquele que bate no ponto e faz as pernas tremerem. De vez em quando ele alcançava o meu grelo com o polegar e todo o meu corpo tremia de tesão.
— Não para — eu disse. E não foi pedido. Foi ordem.
Ele não parou.
Gozei com força, com barulho, com o corpo inteiro tremendo sobre o dele. Um orgasmo longo, construído, daquele tipo que começa na barriga e sobe até a cabeça e te deixa sem saber onde você tá por uns segundos bons.
Ele veio logo depois, me virando de costas, as mãos abertas no meu quadril, o corpo fundo no meu, gemendo no meu pescoço com uma honestidade que me arrepiou inteira.
Depois ficamos quietos por um tempo bom. Minha cabeça no peito dele sem ter planejado isso. A garoa batendo na janela.
De manhã acordei primeiro, fiz café pra sem perguntar. O cheiro acordou ele. Tomamos café sentados na beira da cama, eu com a blusa, ele com o cabelo do jeito errado, sem precisar de muito papo.
Na porta, com a mochila no ombro:
— Nome? — perguntei.
— Você não perguntou no avião.
— Não perguntei.
Ele falou o nome. Eu falei o meu.
— Boa apresentação.
— Boa reunião.
No lobby não olhei pra trás. Mas estava sorrindo, daquele jeito que aparece antes de você decidir sorrir.
A apresentação foi muito bem. E no bolso da minha jaqueta, que só fui vasculhar no aeroporto de volta, tinha um papel dobrado com um número e uma linha embaixo: tinto ou branco, qualquer dia.
Às vezes a melhor viagem começa na poltrona 14B.
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