ilustração para conto erótico com chicote em cima da cama

Conto erótico: sob o comando dele

Marina chegou no apartamento às nove em ponto. Tinha pedido isso. Tinha combinado os limites, a safeword e o que queria sentir naquela noite. Quando a porta se abriu, o Caio já estava esperando no meio da sala, sério, calmo, com uma venda preta de tecido grosso numa mão e um chicote de couro fino na outra. O olhar dele já pesava.

— Ajoelha.

A ordem saiu baixa, quase preguiçosa. Marina ajoelhou no chão frio sem hesitar. O coração batia forte no peito, mas não era medo. Era vontade. Vontade de entregar. Vontade de não decidir nada por algumas horas.

Caio se aproximou, passou a venda nos olhos dela e apertou firme atrás da cabeça. A escuridão veio de uma vez. Só restou o som da respiração dele e o cheiro conhecido de pele e couro.

homem com venda e mulher beijando o pescoço dele

— Hoje você não vai ver nada. Só vai sentir. Entendeu?
— Entendi, senhor.

Ele puxou o cabelo dela pra trás com força moderada e passou o chicote de leve no ombro nu, só pra ela sentir o peso do objeto.

— Safeword continua sendo vermelho. Se eu perguntar como você tá, você responde. Fora isso, só fala quando eu mandar. Combinado?
— Combinado, senhor.

O primeiro estalo veio sem aviso. O chicote cantou no ar e atingiu a parte de trás da coxa dela, por cima da saia. O ardor subiu rápido, quente, seco. Marina tremeu, mas não se mexeu. Veio o segundo na outra coxa. O terceiro na bunda. Cada estalo fazia o corpo dela reagir, a buceta já começando a latejar de antecipação.

— Levanta. Tira tudo. Devagar.

Ela se levantou às cegas, as mãos tremendo um pouco enquanto desabotoava a blusa, tirava o sutiã, a saia e a calcinha. Ficou nua no meio da sala, a venda cobrindo os olhos, o peito subindo e descendo rápido. Caio andou em volta dela. Ela escutava os passos, sentia o olhar mesmo sem ver.

A mão dele pousou na nuca, desceu pelas costas e apertou a bunda com força. Depois veio outro estalo do chicote, agora na pele nua. O som foi mais alto. Marina soltou um gemido baixo. O quarto estalo veio logo em seguida, no mesmo lugar. A pele queimava.

— Anda. Quarto. De quatro na cama.

Ela foi guiada pela voz e pela mão dele no braço. Subiu na cama, ajoelhou e abaixou o tronco, a bunda pro alto, a testa encostada no colchão. Caio amarrou os pulsos dela na cabeceira com uma gravata preta, apertado o suficiente pra ela sentir que não ia escapar fácil. A venda continuava firme. A escuridão era total.

Ele demorou alguns segundos só pra fazer ela esperar. Marina escutava a respiração dele, o barulho do chicote sendo passado de uma mão pra outra. Quando o primeiro estalo bateu de verdade na bunda nua, ela gritou. O segundo veio logo depois. O terceiro. O quarto. Cada um deixava a pele mais quente, mais sensível. Ela mordia o lençol, as lágrimas escorrendo por baixo da venda.

— Conta.
— Cinco… senhor.
— Foram sete. Você perde a conta quando a buceta começa a pingar, né?

Ele riu baixo e voltou a bater. Agora mais espaçado, mais forte. O chicote cantava e a bunda dela ardia. Marina sentia o calor subir pelas costas, o clitóris latejando sem ninguém tocar. Quando ele parou, a mão fria passou em cima da pele quente, acariciando o vermelho que ela não podia ver.

— Tá molhada pra caralho já. Eu nem te toquei direito.

Dois dedos dele entraram de uma vez na buceta encharcada. Marina gemeu alto, o corpo inteiro tensionando. Os dedos fodiam rápido, curvados, batendo naquele ponto que fazia a visão embaçar mesmo com os olhos vendados. O polegar esfregava o clitóris com pressão firme. Ela gozou em pouco tempo, tremendo, os pulsos puxando a gravata, um gemido longo e quebrado saindo da garganta.

Caio não deu tempo dela se recuperar. Tirou os dedos, posicionou a cabeça do pau na entrada molhada e enfiou tudo de uma vez. O gemido dela foi quase um grito. Ele era grosso, e a posição de quatro fazia ele chegar fundo demais. As mãos dele seguraram a cintura com força e ele começou a meter pesado, sem ritmar devagar. Cada estocada fazia a bunda ardida bater contra o corpo dele. O som era molhado, obsceno.

— Isso. Aguenta. Aguenta o pau todo, puta.

Ele puxou o cabelo dela pra trás, arqueando o corpo, e meteu ainda mais fundo. A outra mão pegou o chicote de novo e deu dois estalos leves nas coxas enquanto fodia. Marina estava perdida. A dor da bunda, a pressão no cabelo, o pau abrindo ela, a escuridão total… tudo se misturava num tesão pesado que fazia ela babar no lençol.

mão com chicote

— Fala o que você é.
— Sua… sou sua, senhor.
— Mais alto.
— Sou sua! Pode usar como quiser!

Caio tirou o pau de repente. Marina soltou um gemido frustrado. Ele desamarrou os pulsos só o suficiente pra virá-la de barriga pra cima, amarrou de novo na cabeceira e abriu as pernas dela com os joelhos. A venda continuava no lugar. Ela não via nada, só sentia o peso dele se posicionando e o pau entrando de novo, agora mais fundo ainda por causa do ângulo.

Ele meteu devagar no começo, quase saindo inteiro e entrando até o fundo. Depois acelerou. A mão foi pro pescoço dela, apertando de leve, o suficiente pra deixar a respiração mais curta e o tesão mais intenso. A outra mão desceu e esfregou o clitóris com força, no mesmo ritmo das estocadas.

— Olha só pra você. Vendada, amarrada, meia arrebentada e ainda assim escorrendo. Você nasceu pra isso.
— Nasci… senhor…
— Nasceu pra quê?
— Pra ser fodida… e comandada… por você.

Ele gozou assim, fundo, o pau latejando dentro dela, enchendo tudo. Marina sentiu cada jato quente. Quando ele tirou, o gozo escorreu pela bunda e molhou o lençol. Mas ele não tirou a venda. Não desamarrou. Só saiu da cama por um momento.

Marina escutou passos, a torneira do banheiro, depois o barulho de algo sendo pego. Quando ele voltou, passou um pano úmido e quente entre as pernas dela, limpando com cuidado. Depois passou a mão fria na bunda ainda quente do chicote.

— Ainda não acabou. Você vai me chupar até eu ficar duro de novo. E depois eu vou te foder no cu. Devagar. Você vai pedir.

Ele subiu na cama, ajoelhou perto do rosto dela e tirou a venda só o suficiente pra ela abrir a boca. O pau ainda semi-duro, cheio do gosto dos dois, entrou entre os lábios dela. Marina chupou com vontade, a língua trabalhando, a garganta abrindo quando ele empurrava mais fundo. Em poucos minutos ele estava duro de novo. Caio puxou a cabeça dela pra trás, colocou a venda de volta e desceu o corpo.

Passou a cabeça do pau no cu dela, já escorregadio com o gozo que descia. Empurrou devagar. Marina gemeu alto, a testa pressionada no colchão. Ele entrou centímetro por centímetro, parado cada vez que ela tensionava demais.

— Respira. Abre pra mim.
Ela respirou fundo.
— Isso. Agora eu vou meter. Você segura.

Quando estava todo dentro, ele começou a se mexer. Estocadas longas, profundas, o pau abrindo o cu dela com firmeza. Uma mão no cabelo, a outra esfregando a buceta inchada. Marina gozou de novo, mais fraco, o corpo inteiro mole e tremendo. Caio meteu mais algumas vezes e gozou dentro do cu, rosnando baixo, o corpo colado nas costas dela.

Só então veio o silêncio de verdade.

Ele tirou a venda com cuidado, desamarrou os pulsos e os tornozelos e puxou Marina pra cima do peito. O corpo dela ainda tremia. A bunda queimava. O cu doía de um jeito gostoso. Caio passou a mão no cabelo suado, beijou a testa, a têmpora, o ombro. A voz agora era outra. Mais baixa. Mais perto.

— Como você tá?
— Arde… — ela murmurou, a voz rouca. — Mas tá bom. Tá muito bom.
— Dói de verdade ou dói gostoso?
— Dói gostoso. A venda… o chicote… tudo.
Ele ficou em silêncio um segundo, só acariciando as costas dela.
— Você foi bem pra caralho hoje. Aguentou tudo que pediu.
Marina sorriu contra o peito dele, os olhos ainda fechados.
— Eu gosto quando você me tira o controle.
— Eu sei. Por isso a gente faz.

Ficaram abraçados um bom tempo. O suor foi esfriando. A respiração acalmou. De vez em quando Caio passava a mão na bunda vermelha, sentindo o calor que ainda restava, ou beijava a cabeça dela. Não tinha pressa. O aftercare era parte do jogo, tão importante quanto o chicote e a venda.

Mais tarde ele a levou pro banho. A água quente escorreu pelos corpos. Ele lavou o cabelo dela, passou sabão nas costas, na bunda ainda sensível, entre as pernas. Marina ficou encostada nele, os olhos fechados, deixando ser cuidada. Quando saíram, ele passou um creme calmante na pele marcada e a deitou de novo na cama, agora sem amarras, sem venda, só os dois.

— Se quiser parar por aqui, a gente para — ele falou, deitado de lado, olhando pra ela. — Se quiser mais, é só pedir.
Marina abriu os olhos, ainda meio longe.
— Quero ficar assim um pouco. Depois… talvez eu peça de novo.
Caio sorriu, aquele sorriso baixo que ela conhecia bem.
— Tô aqui.

Ela se aconchegou mais, a perna jogada por cima da dele, a cabeça no peito. Lá fora a cidade seguia barulhenta. Dentro do quarto só restava o cansaço gostoso de quem tinha entregado tudo… e recebido de volta no colo, inteira, marcada e satisfeita.

Naquela noite Marina dormiu fundo. E já sabia que, na próxima vez que pedisse, a venda e o chicote estariam esperando de novo. Porque ela queria. Porque podia. Porque doía do jeito certo… e porque, no final, ele sempre puxava ela pra perto e perguntava se estava tudo bem.

E estava.

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