O que aconteceu no cinema fica no cinema
Eu sei que vocês já me viram contar história de quarto, de carro, de banheiro de festa com cheiro de cerveja e tudo mais. Mas hoje eu vim falar de cinema. Não do filme, porque sinceramente eu não lembro nem o nome do filme. Eu me lembro de outras coisas. Coisas bem mais interessantes.
Ele era o meu peguete de três semanas. Sabe aquele tipo que ainda não é namorado, ainda não é só amigo, está naquele limbo gostoso onde tudo tem um friozinho diferente? Esse. A gente se via quando dava, trocava mensagem o dia todo, e cada vez que ele aparecia na minha porta eu tinha que controlar a expressão do rosto pra não parecer a idiota apaixonada que eu claramente estava virando. Spoiler: eu não controlei nada.
Nessa noite específica, a proposta foi dele. “Cinema?” Simples assim. Eu disse que sim, claro, porque nenhuma parte de mim queria ficar em casa quando tinha a opção de passar duas horas sentada do lado dele no escuro.
A gente chegou no cinema, pegou ingresso pra um filme que nenhum dos dois tinha interesse real em ver, um daqueles de ação com explosão a cada dez minutos, o tipo perfeito pra não exigir atenção. Ele perguntou se eu queria pipoca. Eu disse que sim. Ele voltou com uma pipoca enorme, uma garrafa de refrigerante e aquele sorriso de lado que já me deixava com calor nas bochechas.
Você é uma mulher que quer ganhar dinheiro extra ou está pensando em começar seu próprio negócio? Então, este guia é para você. “Começando a Revender: O Guia Completo para Iniciantes no Mundo do Empreendedorismo” é um caminho simples e claro para quem quer entrar no mundo das vendas.
A gente escolheu os assentos no fundo da sala. Ideia dele. Eu fingi que não entendi o recado.
A sala não estava vazia, mas estava longe de cheia. Umas doze, quinze pessoas espalhadas pelas primeiras fileiras. A fileira de trás, onde a gente estava, era nossa.
Os primeiros vinte minutos foram normais. Ele apoiou o braço no apoio de braço entre a gente, e nossos cotovelos ficaram encostados. Aquele tipo de toque que tecnicamente não é toque, mas você sente no corpo inteiro. Eu fingi que estava prestando atenção no filme. Ele fingiu a mesma coisa.
Aí chegou o momento que eu não consigo datar exatamente, mas que mudou o tom da noite toda.
Ele pegou na minha mão.
Só isso. Pegou na minha mão, entrelaçou os dedos com os meus e ficou quieto, olhando pra tela. Eu também fiquei quieta. Mas o coração foi lá em cima.
Uns cinco minutos depois, sem dizer nada, ele começou a desenhar circulos lentos com o polegar nas costas da minha mão. Tão devagar que eu quase achei que tinha imaginado. Mas não tinha imaginado. Eu senti cada movimento daquele polegar como se ele estivesse traçando fogo na minha pele.
Eu virei o rosto pra ele. Ele continuou olhando pro filme, mas o canto da boca subiu.
Ah, esse safado sabia exatamente o que estava fazendo.
Eu resolvi que não ia ficar pra trás. Peguei a pipoca do colo dele e coloquei no meu. Ele olhou pra mim então, com aquela cara de “é assim que a gente vai jogar?”. Eu peguei uma pipoca, mastiguei com toda a calma do mundo, e olhei de volta pro filme como se nada tivesse acontecido.
Levou menos de dois minutos pra mão dele pousar na minha coxa.
Muito levemente. Só descansada ali, em cima da calça jeans, sem pressão nenhuma. Mas a gente sabe que não tem nada de inocente numa mão de homem na coxa da mulher no escuro de um cinema. Não tem. Aquilo foi uma declaração de intenção.
Eu não tirei a mão. Continuei olhando pro filme. O coração disparado, a respiração um pouco mais curta que o normal, aquela sensação gostosa de antecipação descendo pela barriga.
Ele foi subindo devagar. Tão devagar que eu poderia interromper a qualquer momento e ele teria espaço pra fingir que foi sem querer. Mas a gente já tinha passado do ponto do “sem querer”. Isso aqui era muito querer.
Quando a mão dele chegou perto do que importava, eu fechei os olhos por um segundo. A tela do cinema explodia em alguma cena de ação, música alta, ninguém nos prestava atenção.
Ele pressionou levemente por cima da calça. Só uma vez. Pra testar.
Eu movi o quadril um milímetro na direção da mão dele. Resposta suficiente.
O botão da calça foi, o zíper foi, e quando os dedos dele encontraram o caminho por dentro da calcinha eu tive que morder o lábio pra não fazer barulho. Ele deslizou devagar pelo meio da minha boceta, sentiu que eu estava molhada do jeito que te deixa sem argumento nenhum, e eu o senti sorrir mesmo sem estar olhando pra ele.
“Cinema mesmo”, ele sussurrou perto da minha orelha.
Eu ia responder alguma coisa espirituosa. Mas aí ele encontrou o meu grelo e a resposta foi embora junto com minha capacidade de raciocinar.
Ele sabia o que estava fazendo, isso eu já tinha dito, mas aí eu descobri o quanto. Os movimentos eram precisos, no ritmo certo, nem rápido demais nem devagar demais, daquele jeito que parece que a mão conhece o caminho. Eu fiquei olhando pra tela sem ver absolutamente nada. Os atores podiam estar dançando sapateado que eu não iria notar.
Eu segurei o apoio de braço com uma mão. Com a outra, apertei levemente o joelho dele, que foi o único sinal que eu consegui dar de que ele deveria continuar fazendo exatamente aquilo que estava fazendo.
Ele continuou.
Dois dedos entraram devagar. Eu puxei ar pelo nariz em silêncio, na medida do possível. A sensação de estar num espaço público, com pessoas na sala, a qualquer momento alguém podia se virar, podia precisar passar pela fileira, podia acender a luz do celular na hora errada, isso tudo misturado com o prazer dele dentro de mim era uma combinação que eu não esperava ser tão boa. Mas era. Era muito boa.
A adrenalina de poder ser pego é uma droga, meus amores. Eu digo isso com conhecimento de causa, agora.
Eu estava tão excitada que levou menos tempo do que eu imaginava. Quando eu gozei, foi em silêncio absoluto, corpo tenso, queixo baixo, os dedos dele ainda se movendo devagar enquanto eu descia. Foi um dos orgasmos mais intensos da minha vida, e eu estava vestida, sentada numa cadeira de cinema, com o trailer do próximo blockbuster passando na tela.
Quando eu voltei ao mundo, ele tirou a mão com cuidado, me ajudou a fechar a calça e ficou quieto, com aquela expressão de satisfação contida que me irritou e me excitou ao mesmo tempo.
Peguei a pipoca de volta pra mim.
Peguei uma e mastiguei.
Passei uns trinta segundos assim, como se nada tivesse acontecido, enquanto ele esperava.
Então coloquei a pipoca de volta no colo dele, mas não tirei a mão. Deixei ela ali, e devagar, muito devagar, fui deslizando pra onde o jeans dele estava tenso do jeito que não deixa dúvida nenhuma.
Ele ficou imóvel.
“Tá bom pro seu lado?”, eu sussurrei.
Ele não respondeu. Só abriu levemente mais as pernas.
Abri o botão. O zíper.

Coloquei a mão lá dentro, por cima do boxer, e senti a neca dele já ponto de bala, pulsando levemente, esperando. Tirei por cima do tecido e fechei a mão devagar ao redor.
Ele respirou fundo pelo nariz. Um som quase imperceptível, controlado, do jeito de quem está se esforçando muito pra não fazer barulho.
Eu comecei devagar. O mesmo jogo que ele tinha jogado comigo, eu devolvi. Sem pressa, com pressão certa, observando cada reação mínima do corpo dele do canto do olho. Quando o ritmo acelerou um pouco, ele deslizou mais no assento.
O filme continuava. Explosões, gritos, música de ação. O melhor cenário possível.
Quando ele chegou perto, eu senti no pulso. O ritmo da neca muda, o corpo dele ficou um pouco mais rígido, a respiração dele quase falhou uma vez, duas vezes. Ele virou o rosto um pouco na minha direção, como se precisasse de algo em que se ancorar, e eu continuei o movimento sem parar.
Ele gozou dentro da caixa de pipoca.
Eu sei como isso soa. Mas na hora foi a coisa mais natural do mundo, porque era o único lugar disponível, e porque a gente estava no automático do “resolve o problema agora, pensa depois”. Ele ficou quieto, absolutamente quieto, os ombros levemente curvados pra frente, e eu segurei o movimento até o fim.
A caixa foi pro lixo no caminho pra saída. A gente não falou nada por uns dois minutos, andando pelo corredor do cinema depois que as luzes acenderam, e então ele olhou pra mim com uma expressão que eu não sei descrever direito, entre surpreso e completamente realizado.
“Que filme era esse?”, ele perguntou.
“Não faço a menor ideia”, eu respondi.
E a gente saiu rindo feito dois adolescentes que acabaram de aprontar. Porque era mais ou menos isso.
Eu não sei o nome do filme, não sei nem o elenco, não sei se terminou bem ou mal. Mas aquela sessão de cinema ficou na minha memória de um jeito que nenhuma tela vai superar tão cedo.
Produtos de Sex Shop em Promoção
Se você busca produtos de sex shop para uso pessoal ou revenda, chegou ao lugar certo! Aqui você encontra tudo para montar sua loja ou aproveitar momentos especiais: vibradores, cosméticos eróticos, fantasias eróticas, plugs, produtos para pompoarismo e muito mais.
A Miess Sex Shop é a maior distribuidora do Brasil, com um catálogo completo, preços competitivos e parcelamento em até 10X sem juros. Explore nossas opções e transforme seu desejo ou negócio em sucesso!







