Minha melhor amiga na nossa cama
Eu sempre soube que a Camila tinha alguma coisa. Não é que ela seja bonita demais ou sedutora de um jeito óbvio. É uma coisa mais sutil que isso. A maneira como ela sorri quando está prestes a dizer algo ousado, como os olhos brilham quando percebe que está te incomodando do jeito certo. Somos amigas há doze anos. Eu sei como ela pensa. Sei quando ela está provocando alguém.
Eu só não sabia que um dia ela ia me provocar a mim.
O vinho tinha chegado no terceiro copo quando o assunto virou fantasia. A gente estava na sala, os três, Rodrigo encostado no sofá com a taça no joelho, eu sentada de pernas cruzadas no chão em cima de uma almofada, e a Camila espalhada na poltrona como se aquilo fosse a sala dela. Ela sempre foi assim. Entra em qualquer ambiente e ocupa.
“Qual foi a coisa mais estranha que você já fez?” ela perguntou de repente, olhando para o teto com aquele sorriso de quem já tem a própria resposta na ponta da língua.
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Rodrigo riu. “Define estranha.”
“Estranha. Fora do roteiro. Aquilo que você não contaria pra maioria das pessoas.”
Ele virou pra mim. Eu virei pra ele. A gente tem doze anos de casamento e às vezes a comunicação entre nós acontece inteira num olhar.
“Você primeiro,” eu disse pra ela.
Ela abaixou o rosto, me encarou, e sorriu de um jeito diferente. De um jeito que eu conhecia, mas que não esperava naquele contexto.
“Eu já fiquei com um casal.”
O silêncio durou menos do que deveria.
“Como foi?” eu perguntei, e minha voz saiu mais calma do que eu me sentia por dentro.
“Foi exatamente o que você está imaginando.” Ela bebeu um gole de vinho sem tirar os olhos de mim. “E provavelmente um pouco mais.”
Rodrigo estava quieto. Eu senti o corpo dele do outro lado da sala mesmo sem olhar. Sei como ele fica quando presta atenção de verdade. A respiração muda. A postura muda. Ele vira pedra.
O clima mudou a partir dali. Não de um jeito dramático. Foi gradual, como quando a temperatura cai e você só percebe que estava com frio quando fica com calor de novo. A gente continuou conversando, mas o assunto foi escorregando naquela direção com uma inevitabilidade que nenhum dos três tentou parar. As histórias foram ficando mais próximas, mais pessoais. A Camila estava de chinelo, com as pernas dobradas na poltrona, e num momento ela se levantou pra pegar mais vinho e passou por mim, roçou meu ombro sem querer, ou talvez querendo.
Eu senti.
Não deveria ter sentido do jeito que senti. Mas senti.
Quando ela voltou pra poltrona, olhou pra mim primeiro, depois pra Rodrigo, e disse, com aquela calma que me irrita e me fascina ao mesmo tempo: “Vocês já conversaram sobre isso?”
“Sobre o quê?” meu marido perguntou.
“Sobre ampliar o repertório.”
Eu devia ter mudado de assunto. Em vez disso, ouvi minha própria voz dizer: “Uma ou duas vezes.”
A Camila não comemorou. Não fez nada performático. Só inclinou a cabeça levemente e disse: “E?”
“E é uma conversa que a gente tem e ninguém toma a iniciativa de terminar,” eu disse, honesta do jeito que o vinho deixa a gente honesta.
Rodrigo colocou a taça na mesa de centro com um cuidado desnecessário. Aquele tipo de cuidado que as pessoas têm quando estão tentando parecer relaxadas e não estão.
“A Camila seria uma opção que você consideraria?” ele perguntou.
Ele estava me perguntando. Não a ela. A mim.
Eu olhei pra minha amiga. Doze anos de amizade. Eu a conhecia no mau humor, no choro, na ressaca, na conquista. Conhecia o jeito que ela torcia o cabelo quando estava entediada e o jeito que ficava quieta quando estava com raiva de verdade. E naquele momento, olhando pra ela sentada na minha poltrona com o copo de vinho na mão e aquele olhar que dizia que ela sabia exatamente o que estava fazendo, eu entendi que a pergunta não era absurda.
Era inevitável.
“Sim,” eu disse.
A Camila largou o copo na mesinha lateral com uma calma que era quase cruel. Se levantou. Veio até onde eu estava sentada no chão, agachou na minha frente, e pôs a mão no meu rosto.
“Eu precisava ouvir isso de você,” ela disse baixinho. “Não dele. De você.”
Eu a beijei primeiro.
Não esperava isso de mim. Mas também não fui eu quem surpreendeu a mim mesma. Foi ela que puxou o melhor de mim pra superfície. Nosso beijo foi diferente de tudo que eu sabia que um beijo podia ser. Não porque fosse mais intenso. Porque era estranho e familiar ao mesmo tempo. Como encontrar um cômodo novo numa casa que você mora há anos.

Rodrigo ficou parado no sofá por um tempo que eu não sei medir. Quando ele se levantou e veio na nossa direção, a Camila e eu já estávamos de joelhos no tapete, e eu tinha a mão no cabelo dela e ela tinha as mãos no meu quadril, e a sala estava quente de um jeito que não tinha nada a ver com a temperatura.
Ele ficou atrás de mim. Sentiu meu pescoço com a boca, desceu pelo ombro. Eu estava entre os dois, e o mundo tinha encolhido para aquele espaço de um metro quadrado.
“Vamos,” eu disse.
O quarto era meu e do Rodrigo, mas naquela noite pertenceu aos três.
A Camila deitou na cama com aquela postura de quem não tem pressa porque sabe que o melhor ainda está vindo. Rodrigo me puxou pra cima dele primeiro, me beijou fundo, as mãos percorrendo meu corpo com a intimidade de doze anos e a urgência de algo completamente novo. Eu sentia o ponto de bala dele contra minha coxa e aquilo me deixou com vontade de tudo de uma vez.
A Camila se aproximou por trás, passou a língua pelo meu pescoço, e eu perdi o fio de raciocínio.
O que veio depois foi uma bagunça linda e coordenada. Ela sabia o que estava fazendo. Rodrigo sabia o que estava fazendo. E eu, que em geral sei o que estou fazendo, me deixei não saber por um tempo. Me deixei ser conduzida.
A Camila desceu pelo meu corpo com uma paciência que me deixou impaciente. Ela foi devagar na barriga, no quadril, na parte interna da coxa, e quando a boca dela finalmente chegou na minha lá embaixo eu já estava com as mãos agarradas no lençol. Pedi para ela passar um produtinho especial, um gel excitante que tem a capacidade de deixar qualquer transa inesquecível.
Ela conhecia o ritmo de outro jeito. Mais lento no começo, com uma atenção milimétrica que me deixou sem conseguir segurar a respiração. A língua dela no meu grelo tinha uma dedicação que eu só consigo descrever como generosa. Ela não estava com pressa de chegar em nenhum lugar. Estava inteiramente ali, inteiramente focada em mim, e isso por si só já era uma forma de prazer que eu não sabia nomear.
Rodrigo ficou ao meu lado primeiro, observando. Eu sentia o olhar dele percorrendo meu corpo com aquela expressão que eu conheço bem e que naquela noite tinha uma intensidade diferente. Tinha algo novo no jeito que ele me via. Como se eu fosse familiar e surpreendente ao mesmo tempo.
Ele deslizou pra dentro de mim enquanto a Camila ainda estava com a boca no meu clitóris.
A combinação foi quase injusta. A macetada dele e a língua dela ao mesmo tempo me deixaram num estado que não é bem prazer, é urgência. A necessidade de alguma coisa que já está acontecendo mas ainda não chegou. Eu não me reconhecia no som que estava fazendo. Era o tipo de grito que a gente guarda nos dentes e às vezes deixa escapar, e naquela noite eu deixei escapar sem me arrepender.
Quando gozei, gozei com tudo. Camila sorriu com aquele sorriso de quem sabe exatamente o que fez.
Depois foi a vez dela.
Eu descobri coisas sobre mim assistindo o Rodrigo com a Camila que eu não saberia como descobrir de outro jeito. Eu gosto de ver. Não sabia disso de um jeito consciente. Fiquei do lado deles, às vezes me aproximando, às vezes só olhando, e o fato de ela ser minha amiga, de eu conhecer aquele rosto em tantos contextos diferentes, tornava tudo mais intenso, não menos.
Eu sabia quais expressões eram dela e quais eram novas. Conseguia distinguir o gemido de encenação do gemido verdadeiro, e quando ela chegou, chegou de verdade, os dedos dela apertando meu braço sem querer, os olhos fechados, a boca aberta.
Num determinado momento ela olhou pra mim enquanto o Rodrigo estava dentro dela e disse: “Fica perto.”
Eu fiquei.
Passei a mão pelo cabelo dela, beijei a boca dela enquanto ele a preenchia, e sentir o gemido dela dentro do meu beijo foi uma das coisas mais intensas que eu já vivi. Foi quando entendi que o que estava acontecendo ali não era traição de nada. Era expansão.
Quando tudo terminou, os três ficamos deitados na mesma cama. O teto do quarto estava familiar e estranhamente neutro acima da gente. A Camila estava no meio. Rodrigo tinha o braço sobre nós dois.
Eu não sabia o que falar, então não falei nada por um tempo.
Foi a Camila que quebrou o silêncio, do jeito que ela sempre faz: sem drama.
“A gente podia ter feito isso antes,” ela disse pro teto.
Rodrigo fez aquele som que é metade risada, metade concordância.
Eu pensei em todos os jantares, nas tardes de domingo, nos aniversários, nas conversas na cozinha depois da meia-noite. Pensei que às vezes uma amizade tem uma camada que você só descobre quando para de fingir que ela não existe.
“Podia,” eu disse.
Mas uma parte de mim achava que o timing tinha sido exato. Que tinha que ser depois dos doze anos de casamento, depois de aprender a ser segura o suficiente pra dividir sem medo de perder. Que a Camila na minha cama só podia existir porque a Camila na minha vida já era sólida o bastante pra sobreviver a isso.
Ela ficou aquela noite.
Na manhã seguinte, a gente tomou café. Ela estava com a minha camiseta velha da faculdade, o Rodrigo fez ovos mexidos, e a gente conversou sobre uma série que ninguém tinha terminado de assistir.
Normal. Quase.
Só que de vez em quando ela e eu nos olhávamos sobre a mesa e eu via nos olhos dela o mesmo que eu sentia: que aquilo tinha acontecido, que tinha sido real, que nenhuma das duas se arrependia.
E que o próximo capítulo dessa história ainda estava em aberto.
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