Março amarelo

Endometriose e Março Amarelo: Por Que Precisamos Falar Sobre Isso?

Março Amarelo é o mês de conscientização sobre a endometriose, uma condição que afeta milhões de mulheres em todo o mundo, mas ainda é cercada por desconhecimento e diagnósticos tardios.

Dor intensa, ciclos menstruais desregulados e dificuldades para engravidar são apenas alguns dos desafios enfrentados por quem vive com essa doença. Falar sobre a endometriose é essencial para quebrar tabus, incentivar o diagnóstico precoce e garantir qualidade de vida para tantas mulheres. Vamos entender melhor por que esse assunto merece atenção!

Qual o significado por trás do Março Amarelo?

O Março Amarelo é uma campanha dedicada à conscientização sobre a endometriose, uma condição crônica que afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva. A iniciativa surgiu para alertar sobre a importância do diagnóstico precoce e do acesso a tratamentos adequados. Isso porque muitas mulheres passam anos sofrendo com dores intensas sem saber que têm a doença.

O mês de março foi escolhido porque, no dia 8, celebra-se o Dia Internacional da Mulher, reforçando a necessidade de cuidar da saúde feminina. A cor amarela simboliza atenção e alerta, destacando a urgência de falar sobre essa condição muitas vezes negligenciada.

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Organizações médicas e grupos de apoio a mulheres com endometriose impulsionaram a campanha globalmente, tornando o Março Amarelo uma referência na conscientização sobre a doença. No Brasil, a iniciativa ganha cada vez mais força, promovendo debates, eventos e até projetos de lei para ampliar as políticas públicas voltadas à saúde feminina.

O que é endometriose?

A endometriose é uma condição em que o tecido semelhante ao endométrio, que reveste o útero, cresce fora dele, atingindo órgãos como ovários, trompas, bexiga e intestino. Esse tecido responde aos hormônios do ciclo menstrual, inflamando e sangrando a cada menstruação, mas sem ter para onde ser eliminado.

Como resultado, a mulher pode sentir dores intensas, especialmente durante a menstruação, além de desconforto nas relações sexuais, alterações intestinais e urinárias, fadiga e até dificuldades para engravidar.

desenho de útero

Apesar de ser uma doença crônica, a endometriose tem tratamento. O controle dos sintomas pode ser feito com medicamentos, terapia hormonal e, em alguns casos, cirurgia para remover os focos da doença.

No entanto, o diagnóstico ainda demora, pois muitas mulheres acreditam que a dor intensa é normal. Por isso, falar sobre a endometriose e buscar atendimento médico ao notar sintomas é fundamental para garantir qualidade de vida e bem-estar.

Como identificar a endometriose?

Essa condição pode se manifestar de diferentes formas, e muitas mulheres convivem com os sintomas por anos sem saber que o que têm. O diagnóstico costuma demorar porque a dor menstrual intensa ainda é tratada como algo “normal”. Mas não é! Se você sente desconfortos frequentes, é importante observar os sinais do seu corpo e procurar um ginecologista. Veja alguns dos principais sintomas da endometriose:

Dores menstruais intensas

Cólicas muito fortes, que atrapalham suas atividades diárias, podem ser um sinal de alerta. É comum sentir algum desconforto durante a menstruação, mas a dor causada pela endometriose costuma ser incapacitante. Muitas mulheres relatam que precisam faltar ao trabalho, à escola ou até mesmo evitar sair de casa nesses dias.

Além disso, os analgésicos comuns nem sempre resolvem, e a dor pode piorar com o tempo. Se você se identifica com esse quadro, vale a pena buscar ajuda médica.

Dor durante ou após a relação sexual

A endometriose pode provocar dor profunda na relação sexual, especialmente durante a penetração. Isso acontece porque os focos da doença podem estar localizados atrás do útero, próximos ao fundo da vagina, tornando o contato doloroso. Essa dor pode persistir mesmo depois do sexo e até atrapalhar a vida íntima e emocional do casal.

Muitas mulheres passam anos sem saber que a dor durante o sexo não é normal e acabam evitando o prazer por medo do desconforto.

Alterações intestinais e urinárias

Os focos de endometriose podem atingir o intestino e a bexiga, causando sintomas semelhantes aos de problemas gastrointestinais e urinários. Mulheres com endometriose podem sentir dor ao evacuar, diarreia ou prisão de ventre, além de um inchaço abdominal persistente, conhecido como “barriga de endo”.

Algumas também relatam dor ao urinar ou um desejo frequente de ir ao banheiro, principalmente durante o período menstrual. Por isso, se você percebe mudanças no funcionamento do seu intestino ou da sua bexiga sem motivo aparente, é importante investigar.

Dificuldade para engravidar

A endometriose pode afetar a fertilidade, dificultando a fixação do embrião ou causando alterações nas trompas de Falópio. Muitas mulheres só descobrem que têm a doença ao tentar engravidar sem sucesso. Isso acontece porque a inflamação crônica pode criar aderências e cicatrizes nos órgãos reprodutivos, impedindo a passagem do óvulo.

Se você está tentando engravidar há algum tempo sem sucesso, conversar com um especialista pode ajudar a identificar possíveis causas.

Fadiga e cansaço extremo

Sentir-se constantemente cansada, mesmo depois de uma boa noite de sono, pode ser um sintoma da endometriose. O processo inflamatório crônico que acompanha a doença pode causar fadiga, exaustão e até sintomas de depressão e ansiedade.

Muitas mulheres com endometriose relatam uma sensação de esgotamento físico e mental, que interfere na rotina e no bem-estar geral. Se você sente um cansaço excessivo sem uma explicação aparente, é importante considerar a endometriose como uma possível causa.

Quais são os tratamentos indicados?

O tratamento da endometriose pode variar de acordo com a gravidade dos sintomas, a localização dos focos da doença e os planos da paciente, como desejo de engravidar. O objetivo principal é reduzir a dor, controlar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida da mulher. Veja as principais opções de tratamento:

Uso de anticoncepcionais hormonais

Os anticoncepcionais hormonais são uma das primeiras opções para o tratamento da endometriose. Eles ajudam a controlar os níveis de estrogênio no corpo, impedindo o crescimento do tecido endometrial fora do útero.

Pílulas combinadas, adesivos, injeções e o DIU hormonal (como o Mirena) podem reduzir os sintomas, especialmente as cólicas menstruais e o fluxo intenso. Esse método é indicado principalmente para mulheres que não desejam engravidar no momento.

Terapia com progesterona

Além dos anticoncepcionais combinados, alguns médicos indicam tratamentos à base de progesterona isolada, como comprimidos, injeções ou o próprio DIU hormonal. A progesterona impede o crescimento do endométrio e pode aliviar a dor associada à endometriose. Esse tratamento pode ser uma alternativa para mulheres que não podem ou não querem usar estrogênio.

Mulher conversando com doutora

Análogos do GnRH

Os análogos do GnRH são medicamentos que induzem uma menopausa temporária ao reduzir drasticamente os níveis hormonais. Com isso, os sintomas da endometriose tendem a diminuir. No entanto, esse tratamento pode causar efeitos colaterais como ondas de calor, ressecamento vaginal e perda de massa óssea, sendo geralmente indicado por períodos curtos e combinado com reposição hormonal.

Analgésicos e anti-inflamatórios

Os anti-inflamatórios, como o ibuprofeno e o naproxeno, podem ser usados para aliviar a dor e reduzir a inflamação causada pela endometriose. Embora esses medicamentos não tratem a causa da doença, eles ajudam a controlar os sintomas no dia a dia.

Cirurgia para remoção dos focos da endometriose

Em casos mais graves, quando os tratamentos hormonais não são eficazes ou a doença compromete órgãos como intestino e bexiga, a cirurgia pode ser necessária. O procedimento mais comum é a laparoscopia, uma técnica minimamente invasiva que remove os focos de endometriose. Para mulheres que desejam engravidar e enfrentam dificuldades, essa cirurgia pode aumentar as chances de concepção.

Histerectomia (remoção do útero)

Quando os sintomas se tornam incapacitantes e outros tratamentos não funcionam, os médicos podem recomendar a histerectomia (remoção do útero). Como essa cirurgia é definitiva, a decisão exige uma avaliação cuidadosa e costuma ser indicada apenas para mulheres que não desejam mais engravidar.

Cada caso de endometriose é único, e o tratamento deve ser personalizado conforme as necessidades da mulher. O mais importante é buscar acompanhamento médico e encontrar a melhor abordagem para garantir qualidade de vida e bem-estar!

O Março Amarelo nos lembra da importância de falar sobre a endometriose e garantir que mais mulheres tenham acesso ao diagnóstico e tratamento adequados. Sentir dor intensa não é normal, e quanto antes a doença for identificada, melhores serão as chances de controle e qualidade de vida. Se você se identificou com algum sintoma, procure um ginecologista e cuide da sua saúde!

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