Conto erótico: primeira vez entre amigas
Camila sempre achou que gostava só de homens. Ou pelo menos era o que ela se dizia. Vinte e oito anos, solteira, um emprego chato de escritório e um apartamento pequeno no centro. As amigas falavam de sexo o tempo todo, mas ela ouvia mais do que contava. Não que faltasse oportunidade. Faltava vontade de verdade. Até que a Amanda apareceu de novo na vida dela.
Amanda era da faculdade. Aquela menina de cabelo curto, sorriso fácil e jeito de quem não pedia licença pra nada. Elas se reencontraram num bar qualquer, três meses antes. Conversaram até o bar fechar. Depois veio o café. Depois o cinema. Depois as noites em que Camila ia embora mais tarde do que deveria e dormia pensando no cheiro do perfume da amiga.
Naquela sexta, Amanda mandou mensagem:
“Vem aqui. Trouxe umas coisas da loja. Quero te mostrar.”
Camila chegou por volta das nove. O apartamento da Amanda era pequeno, cheio de plantas e luz baixa. Havia uma caixa de papelão em cima da mesa da sala.
— Abre — disse Amanda, sorrindo. Estava de short e camiseta larga, cabelo ainda úmido do banho.
Dentro da caixa tinha um vibrador de silicone, daqueles com duas pontas, um lubrificante e um conjunto de lingerie preta de renda fina. Nada demais. Só o suficiente pra deixar o ar pesado.

— Você não precisa usar nada se não quiser. — Só achei que seria legal a gente… explorar.
Camila sentiu o rosto esquentar. Mas não saiu. Sentou no sofá e abriu a embalagem do vibrador. O silicone era macio, quase quente na mão.
— Nunca usei um desses com outra pessoa.
— Eu também não com você. Mas já pensei bastante nisso.

Elas ficaram em silêncio por uns segundos. Depois Amanda se aproximou e beijou a boca dela. Não foi um beijo de amiga. Foi lento, com a língua entrando devagar, o gosto de hortelã ainda no hálito. Camila respondeu. As mãos dela subiram pelas costas da Amanda, sentindo a pele quente por baixo da camiseta.
O beijo ficou mais fundo. Amanda puxou Camila pro colo, as pernas abertas em volta dela. As mãos da Amanda desceram até a cintura de Camila e subiram por baixo da blusa, tocando a barriga, as costelas, até chegar nos seios. Os dedos apertaram os mamilos por cima do sutiã.
— Tira isso.
Camila tirou a blusa. Depois o sutiã. Os seios ficaram livres, os mamilos já duros. Amanda baixou a cabeça e chupou um deles, devagar, a língua girando em volta, os dentes roçando de leve. Camila soltou um gemido baixo. Nunca tinha sentido algo tão direto. Homens geralmente iam mais rápido. Amanda demorava.
A mão da Amanda desceu pela barriga de Camila e abriu o botão da calça. Os dedos entraram por baixo da calcinha e tocaram a buceta já molhada. Dois dedos deslizaram entre os lábios, sentindo o calor, o líquido. Amanda subiu até o clitóris e fez círculos lentos.
— Porra, sussurrou Camila. — Continua.
Amanda tirou a calça e a calcinha de Camila de uma vez. Depois tirou a própria roupa. Ficaram peladas no sofá. Amanda pegou o lubrificante da caixa, abriu e pingou um pouco nos dedos. Voltou a tocar Camila, agora mais fácil, os dedos escorregando pra dentro. Um, depois dois. Os movimentos eram precisos, curvados pra cima, buscando aquele ponto que fazia Camila abrir a boca sem som.
Camila agarrou o cabelo da Amanda e puxou. Amanda desceu o corpo, ajoelhou no chão e abriu as pernas de Camila. A língua tocou a buceta de uma vez, larga, molhada. Chupou o clitóris com pressão constante, os dedos ainda dentro, fudendo devagar. Camila empurrava o quadril pra frente, gemendo mais alto agora. O som molhado da boca da Amanda enchendo a sala.
— Assim… caralho, assim — falou Camila, a voz embargada.
Amanda não parou. Mudou o ritmo, mais rápido, a língua batendo de leve no clitóris enquanto os dedos entravam e saíam. Camila sentiu o orgasmo subindo pelas pernas, apertando a buceta nos dedos da amiga. Gozo forte, as coxas tremendo, a mão apertando o sofá. Amanda continuou lambendo até Camila pedir pra parar, o corpo ainda pulsando.
Quando Camila recuperou o fôlego, Amanda se levantou e beijou a boca dela. O gosto dela mesma na língua da amiga. Estranho. Bom pra caralho.
— Quero te chupar também, disse Camila.
Amanda sentou no sofá e abriu as pernas. Camila ajoelhou. A buceta da Amanda era lisa, os lábios inchados, o clitóris aparente. Camila passou a língua devagar, experimentando. O gosto era levemente salgado, o cheiro quente. Chupou o clitóris com mais confiança, os dedos entrando. Amanda gemia baixo, uma mão no cabelo de Camila, guiando.
— Mais fundo, pediu.
Camila colocou três dedos. Apertou. A língua batia no clitóris no mesmo ritmo. Amanda gozou com o corpo todo, as pernas fechando em volta da cabeça de Camila, um gemido longo e rouco. Camila continuou até Amanda puxar ela pra cima.
Elas se beijaram de novo, agora mais bagunçadas, saliva e gosto misturado. Amanda pegou o vibrador rosa. Ligou no modo médio. O zumbido baixo preencheu o silêncio.
— Quer experimentar?
Camila assentiu. Amanda passou o lubrificante no brinquedo e encostou a ponta na entrada de Camila. Empurrando devagar, o silicone entrando centímetro por centímetro. Camila arquejou. O vibrador enchia mais que os dedos. Amanda ligou a vibração e começou a mover, curto e firme. A outra ponta do brinquedo ficava do lado de fora, pressionando o clitóris de Camila a cada movimento.
Camila se agarrou nos ombros da Amanda. O prazer vinha em ondas. Amanda beijava o pescoço dela, chupava os mamilos, enquanto o vibrador ia e vinha. Em algum momento Amanda tirou o brinquedo e colocou a própria buceta em cima da de Camila, esfregando. Os clitóris se tocando, molhados, deslizando. O atrito era direto, quente. Camila segurou o quadril da Amanda e puxou pra baixo, aumentando a pressão.

Elas se esfregaram assim por vários minutos, gemendo uma na boca da outra. Amanda gozou de novo, o corpo todo tremendo em cima de Camila. Depois tirou o vibrador e colocou na própria buceta, deitando de lado. Camila se posicionou atrás, abraçou a amiga por trás e passou a mão entre as pernas dela, controlando o brinquedo. Empurrava devagar, sentindo o corpo da Amanda reagir. Com a outra mão, apertava um seio, brincava com o mamilo.
— Mais rápido, pediu Amanda.
Camila obedeceu. O vibrador sumia e voltava, o zumbido abafado pela carne. Amanda gozou mais uma vez, o corpo se contraindo, um fluxo quente escorrendo pela mão de Camila. Quando acabou, as duas ficaram quietas, respirando pesado.
Camila ainda não tinha gozado de novo. Amanda percebeu. Virou, empurrou Camila de costas e abriu as pernas dela. Dessa vez usou a boca e o vibrador juntos. A língua no clitóris, o brinquedo dentro, no modo mais forte. Camila sentiu o segundo orgasmo vir com força. Gritou baixo, o corpo inteiro se arqueando. Amanda não parou até Camila empurrar a cabeça dela pra longe, sensível demais.
Depois ficaram deitadas no sofá, suadas, as pernas entrelaçadas. Amanda passou o dedo pela coxa de Camila, desenhando círculos.
— Foi bom?
— Foi… intenso — respondeu Camila. Nunca tinha sentido tanto.
Amanda sorriu. Levantou, pegou a caixa e tirou o conjunto de lingerie preta.
— Tinha pensado em te dar isso. Mas acho que fica melhor em você depois.
Camila riu. Pegou a peça e passou os dedos na renda. Depois olhou pra Amanda.
— Tem mais alguma coisa naquela loja que você quer me mostrar?
Amanda se aproximou e beijou a boca dela de novo, mais devagar agora.
— Várias. Mas a gente tem a noite inteira.
Elas foram pro quarto. Amanda acendeu só um abajur. A cama era grande, desarrumada. Camila deitou de bruços. Amanda passou a mão pelas costas dela, desceu até a bunda, abriu os glúteos e passou a língua ali, devagar, lambendo a entrada. Camila se contraiu de surpresa, depois relaxou. A língua da Amanda era insistente, molhada, penetrando um pouco. Os dedos voltaram pra buceta, entrando e saindo enquanto a língua trabalhava.
Camila gemía no travesseiro. Nunca tinha deixado ninguém fazer aquilo. Com Amanda parecia natural. Quando a língua saiu, Amanda colocou o vibrador de novo, dessa vez na entrada da bunda, só a ponta, com bastante lubrificante. Camila respirou fundo. O silicone entrou devagar, a vibração baixa. Amanda usou a outra mão pra tocar o clitóris de Camila, dois dedos firmes. O ritmo era constante. Camila gozou mais uma vez, o corpo todo se contraindo, o vibrador ainda dentro.
Quando Amanda tirou o brinquedo, Camila virou e puxou ela pra cima. Dessa vez foi Camila quem chupou a buceta da Amanda com mais vontade, os dedos entrando fundo, a língua no clitóris sem parar. Amanda gozou com as mãos no cabelo de Camila, o quadril se mexendo contra a boca dela.
Elas ficaram um tempo assim, se tocando, se beijando, explorando. Amanda pegou o lubrificante de novo e passou nos dedos. Enfiou três na buceta de Camila e curvou, massajando aquele ponto com pressão constante. Com a outra mão, esfregava o clitóris. Camila gozou molhada, o líquido escorrendo pela mão da Amanda. As duas riram, um pouco sem fôlego.
— Isso nunca tinha acontecido comigo, falou Camila.
— Comigo também não dessa forma. — Você é molhada pra caralho.
Camila puxou Amanda pra um beijo. As línguas se encontraram de novo. As mãos voltaram a explorar. Amanda deitou de costas e puxou Camila pra cima, as bucetas se tocando outra vez. Elas se esfregaram até as duas gozarem quase juntas, os corpos colados, o suor misturado.
Depois disso, o ritmo ficou mais lento. Toques mais longos. Amanda chupou os seios de Camila por vários minutos, só isso, a língua e os dentes brincando. Camila fez o mesmo. Depois voltaram pras bocas e pros dedos. Em algum momento Amanda tirou da gaveta um outro brinquedo, menor, só pra clitóris, com vibração forte. Colocou entre as duas e elas se esfregaram nele até gozarem mais uma vez.
Quando finalmente pararam, era tarde. As duas estavam cansadas, a pele marcada de chupões e arranhões leves. Amanda puxou o edredom por cima delas.
— Então… — falou, a voz baixa. — Foi a sua primeira vez com uma mulher.
Camila assentiu, a cabeça no peito da Amanda.
— E não vai ser a última.
Amanda sorriu no escuro. A mão dela desceu de novo, devagar, entre as pernas de Camila, só tocando, sem pressa. Camila abriu as pernas um pouco.
— Ainda quer mais? — perguntou Amanda.
— Quero.
Amanda desceu o corpo mais uma vez. A língua encontrou a buceta inchada e sensível. Chupou devagar, com carinho, os dedos entrando com cuidado. Camila gozou mais uma vez, mais fraco, mas profundo, o corpo todo relaxando depois.
Elas dormiram assim, entrelaçadas. Pela manhã, quando Camila acordou, Amanda ainda estava dormindo, uma perna por cima dela. Na mesa de cabeceira, o vibrador e o lubrificante ainda estavam ali, lembrando tudo.
Camila passou a mão pelo cabelo da Amanda e sorriu sozinha. A primeira vez tinha sido exatamente como ela nem sabia que queria. E a caixa na sala ainda tinha espaço pra mais algumas coisas da loja.
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