O segredo na gaveta: como o plug mudou nosso prazer
O calor naquela tarde de sábado estava de matar, daqueles que fazem a roupa grudar no corpo só de pensar em ir até a cozinha pegar um copo d’água. Eu estava jogada no sofá, vestindo apenas uma camiseta larga do meu namorado e uma calcinha de algodão qualquer, tentando me distrair no celular. O Leo, meu namorado há dois anos, tinha saído para resolver umas coisas no mercado e prometeu não demorar.
A gente sempre teve uma vida sexual incrível, super aberta. Zero tabus, zero julgamentos. A gente conversava de tudo: o que gostava, o que queria testar, o que dava vergonha de admitir. E tinha uma coisinha em particular que já estava rondando a minha cabeça há semanas, mas que eu ainda não tinha tido a coragem de colocar em prática de verdade.
Eu queria experimentar um plug anal.
Não era por pressão, longe disso. Era curiosidade pura, aquela vontade de sentir uma sensação nova, um preenchimento diferente, algo que atiçasse os meus sentidos antes mesmo do sexo começar.
Alguns dias antes, escolhi um modelo que na descrição dizia que era perfeito para iniciantes, a base era larga em formato de coração. Não era grande, devia ter uns três ou quatro dedos de comprimento e uma ponta afinada para facilitar a entrada. Junto, claro, comprei um bom lubrificante.
A encomenda tinha chegado no dia anterior. Ficou escondidinha na minha mesa de cabeceira como um segredinho esperando a hora certa. E, olhando para o relógio e vendo que eu tinha pelo menos uma meia hora sozinha em casa, pensei: por que não agora? Por que não me preparar com calma, no meu tempo, para dar um presente surpresa pro Leo quando ele chegasse?

Levantei do sofá com o coração já dando umas aceleradas, aquele frio gostoso na barriga de quem está prestes a fazer uma travessura.
Tirei a camiseta e a calcinha, ficando completamente nua diante do espelho. Liguei o som do celular, colocando uma playlist suave, só pra criar um clima agradável e me ajudar a relaxar. O toque do silicone era incrivelmente macio, gostoso de segurar. Peguei também o tubo de lubrificante.
A chave para qualquer experiência anal, especialmente a primeira, é o relaxamento e muita, mas muita lubrificação. Eu sabia disso. Não adianta ter pressa. O corpo precisa entender que aquilo é prazer, não invasão.
Sentei na borda da cama e dobrei os joelhos, afastando bem as pernas. Passei a mão entre as coxas… Minha buceta já estava pedindo atenção, mas o foco hoje era outro.
Peguei o lubrificante e coloquei uma quantidade generosa na ponta dos dedos. Era um gel fresco, que deu um arrepio delicioso ao tocar a pele sensível do meu ânus. Comecei fazendo movimentos circulares suaves por fora, apenas acostumando a região com o toque, massageando a entrada. Respirei fundo, soltando o ar devagar pela boca, deixando os ombros caírem e o quadril relaxar completamente.
Com um dos dedos bem lubrificados, comecei a pressionar levemente a abertura. Senti o músculo ceder um pouquinho, dando espaço. Deslizei a ponta do indicador para dentro, devagarzinho. A sensação era morna, apertada, incrivelmente íntima. Fiz pequenos movimentos de vai e vem, expandindo aos poucos, enquanto com a outra mão eu massageava meu clitóris suavemente, criando uma ponte de prazer entre as duas sensações.
Quando me senti completamente pronta e relaxada, peguei o plug. Caprichiei na lubrificação: passei bastante gel na peça inteira, deixando ela brilhante e escorregadia, e passei mais um pouco na minha entrada.
Posicionei a pontinha cônica do plug logo na entrada. Respirei bem fundo, inflei o abdômen e, ao soltar o ar devagar, comecei a empurrar.
A ponta entrou fácil, escorregando na lubrificação. Conforme a parte mais larga da peça começava a passar, senti uma pressão intensa, deliciosa. Parei por uns segundos, mantendo a pressão, deixando meu corpo se acostumar. Respirei de novo.
Empurrei mais um pouquinho. O silicone flexível cedeu, e de repente, pop, a parte mais larga passou e se assentou perfeitamente. A base de coração ficou encostada do lado de fora, bem entre as minhas nádegas, enquanto o corpo da peça preenchia meu interior de forma firme e constante.
A sensação era incrivelmente gostosa. Uma mistura de plenitude, um peso quente e um calor que parecia se espalhar direto para a minha buceta, fazendo ela pulsar de tesão. Eu me mexi um pouco na cama, mudando de posição, e cada pequeno movimento fazia o plug pressionar internamente…
Passei a mão pelo meu corpo, descendo pelos seios, endurecendo os mamilos com as pontas dos dedos, até chegar ao meu clitóris. Estava super sensível. Comecei a me masturbar ali mesmo, sentindo a diferença absurda que aquele plug fazia na minha excitação. Cada toque na frente parecia multiplicar a sensação atrás, e vice-versa.
Foi exatamente nesse momento que ouvi o barulho da porta da frente se abrindo.
Meu coração deu um salto, não de susto, mas de pura adrenalina. Eu estava na cama, nua, com um plug anal perfeitamente encaixado, me masturbando.
Ouvi os passos dele no corredor. A porta do quarto não estava trancada, apenas encostada. Leo empurrou a porta devagar e congelou.
Ele me viu deitada, com as pernas levemente abertas, a respiração acelerada, os seios subindo e descendo. Ele olhou para o meu rosto corado, depois desceu o olhar e me viu lambuzada de lubrificante. E então, quando eu me virei ligeiramente de lado e dobrei uma das pernas para cima, ele viu a base brilhante em formato de coração reluzindo no meu cu.
Os olhos dele arregalaram na hora. O pacote de compras que ele segurava foi direto pro chão.
— Puta merda…
— Gostou da surpresa?
Leo não disse mais nada. A reação dele foi pura ação. Ele se aproximou da cama como um predador, tirando a camisa por cima da cabeça num movimento rápido e chutando os tênis. Ele se ajoelhou na cama, entre as minhas pernas, e segurou minhas coxas com firmeza.
— Você tá perfeita… Meu Deus, você tá gostosa demais assim.
Ele tocou o coração com a ponta dos dedos, girando levemente. O movimento me fez soltar um gemido alto.
— Ahhh… Leo… mexe devagar…
— Tá gostoso, vida? Tá doendo?
— Não dói nada… tá perfeito… tá me deixando louca
Leo se inclinou e me deu um beijo profundo, daqueles de tirar o fôlego, com a língua explorando minha boca com fome. Enquanto me beijava, uma de suas mãos foi para o meu grelo, deslizando no excesso de lubrificante que tinha escorrido, enquanto a outra mão brincava com a base do plug.

A combinação daquela dupla estimulação me fez perder a cabeça. Eu gemia na boca dele, me contorcendo na cama.
Ele tirou a calça jeans e a cueca de uma vez só. O pau dele estava completamente ereto, duro como pedra, apontado para mim. Ele pegou o tubo de lubrificante que estava na cabeceira e passou bastante no próprio pau e na minha buceta.
— Eu vou te comer assim… com isso dentro de você. Pode ser?
— Por favor… entra em mim agora.
Leo posicionou a cabeça do pau dele na minha buceta. Quando ele entrou completamente, o gemido foi duplo. Ele fechou os olhos, soltando um palavrão baixinho.
— Nossa… você tá muito apertada, amor… que sensação incrível.
Ele começou a ditar o ritmo. Primeiro com estocadas lentas e profundas. Cada vez que ele ia até o fundo, parecia que ele massageava o plug por dentro.
Aos poucos, o ritmo foi aumentando. Leo começou a estocar mais forte, mais rápido. As nossas peles se chocavam com um som estalado e molhado que só aumentava a nossa excitação. Ele segurava minhas pernas para cima, apoiadas nos ombros dele, me abrindo inteira para ele.
A forma como ele me olhava, a sensação do plug me preenchendo por trás e do pau dele me preenchendo pela frente, a música de fundo e o calor daquela tarde se fundiram num turbilhão sensorial. Eu sentia uma onda imensa de orgasmo se aproximando, varrendo meu corpo da cabeça aos pés.
— Leo… eu vou gozar..
Ele não diminuiu o ritmo; pelo contrário, acelerou ainda mais, cravando as estocadas bem fundo. Com o polegar, ele começou a friccionar meu clitóris no ritmo das metidas.
Foi o gatilho.
Meu corpo travou por um segundo e depois explodiu num orgasmo absurdamente intenso, muito mais forte do que qualquer um que eu já tinha tido antes. Ele deu mais três estocadas profundas, soltou um urro grave e se derramou inteiro dentro de mim.
Ele caiu por cima de mim, cansado, apoiando o peso nos cotovelos para não me machucar, com a respiração tão descompensada quanto a minha.
— Gostou do meu brinquedo novo?
— Se eu gostei? Eu amei! ele riu, passando a mão pelas minhas costas e descendo até a minha bunda, onde a pontinha do coração ainda se destacava. Acho que a gente vai ter que usar isso mais vezes… muitas mais vezes.
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