ilustração de dois homens se beijando para um conto erótico

A noite em que a amizade virou putaria

O clima daquela balada na Lapa, no Rio de Janeiro, estava no ponto certo. A música misturava uma batida envolvente com o falatório do público, as luzes coloridas cortavam a fumaça da pista e o calor da noite pedia mais uma bebida gelada. Eu estava no balcão do bar, esperando meu drink, quando virei o rosto de lado meio sem querer. No meio daquela aglomeração, um par de olhos castanhos bem marcantes e expressivos cruzou com o meu. O reconhecimento foi imediato, e o sorriso que se abriu naquele rosto me fez paralisar por dois segundos.

Era o Thiago. Meu companheiro de travessuras da época de colégio, o cara com quem eu passava as tardes jogando videogame e conversando bobagem no interior de Minas Gerais. Eu não fazia a menor ideia de que ele estava morando no Rio, muito menos que frequentava os mesmos lugares que eu. A surpresa deu lugar a uma alegria genuína e, em menos de um minuto, a gente já estava colado no balcão, engatando uma conversa animada.

Falamos sobre os novos empregos, a mudança para a cidade grande, os amigos que ficaram para trás e os planos malucos para o futuro. Só que, conforme os minutos passavam e os drinks iam esvaziando, a conversa foi ganhando um tom diferente. Não era mais apenas o papo de dois velhos amigos de infância. Tinha uma eletricidade solta no ar, um magnetismo que parecia empurrar a gente para mais perto a cada frase.

O cheiro deThiago começou a invadir o meu espaço, me chamando para perto de um jeito hipnotizante. O pescoço dele, exposto pela gola aberta da camisa social preta, dava uma vontade absurda de morder. Olhei para a boca dele enquanto ele falava e percebi que a última coisa que eu queria ali era continuar conversando. Eu queria calar a boca dele com um beijo. Sem que eu esperasse, o reencontro tinha se transformado em um tesão avassalador que eu mal conseguia disfarçar.

Ficar com um amigo de infância nunca esteve nos meus planos de vida, mas o álcool e aquela atmosfera deixaram claro que não tinha nenhum mal em quebrar as regras de vez em quando. Resolvi deixar o tempo passar um pouco e prestar atenção se ele também estava na mesma sintonia.

O Thiago sugeriu que a gente fosse para o meio da pista de dança, onde o som estava mais alto e o público estava mais animado. Não demorou quase nada para o espaço entre nós dois sumir por completo. No meio do ritmo da música, ele deu um passo à frente, envolveu a minha cintura com uma das mãos e me puxou para um beijo de verdade.

Aquele beijo apagou o resto da balada ao redor. Foi uma mistura de urgência com uma vontade acumulada que a gente nem sabia que existia. Minhas mãos foram direto para os ombros fortes dele, enquanto os dedos dele apertavam as minhas costas por baixo da camiseta, me colando ainda mais no seu corpo. Era um beijo profundo, molhado, daqueles que começam e parecem não ter hora para acabar.

A música continuou tocando e a gente seguiu dançando juntos, totalmente sintonizados. Em um momento da batida, eu virei de costas para ele, joguei as mãos para o alto e comecei a rebolar o quadril devagar. O Thiago não perdeu tempo: deu um passo para frente, grudou o peito dele nas minhas costas e segurou a minha cintura com as duas mãos. No mesmo segundo, senti o volume dele, completamente rígido, pressionando direto contra a minha bunda por trás da calça jeans.

Que sensação deliciosa. O tesão subiu tanto que minha perna deu uma tremida leve, e a única coisa que eu conseguia pensar era em como seria bom sentir aquela grossura toda dentro de mim. O Thiago sabia exatamente o efeito que estava causando, ele deu um sorriso de canto e começou a deslizar as mãos grandes pelo meu peito, descendo devagar até a minha barriga, puxando o meu quadril para trás para marcar ainda mais o contato do pau dele.

Eu já estava no meu limite, completamente encharcado de desejo. Virei o rosto para trás, olhei bem nos olhos dele e joguei a real, sem nenhuma vergonha:

— Quero muito dar para você agora.

O Thiago deu aquele sorrisinho safado que eu conhecia bem, mas que agora tinha um significado totalmente diferente.

— Vem cá, ele disse, esticando a mão.

Passei os dedos pelos dele e ele saiu me guiando com passos firmes pelo meio do público, indo em direção a um corredor mais escuro nos fundos da balada.

Caminhamos até o final do corredor e ele empurrou uma porta de madeira pesada, que dava para uma espécie de depósito antigo que a balada usava para guardar caixas de som e bebidas que não estavam em uso. O lugar era privativo, mal iluminado e quase não recebia movimento durante a noite.

— Rapaz, você já deve ter trazido muita gente aqui para saber o caminho tão fácil, brinquei, encostando na parede enquanto ele fechava a porta e trancava por dentro.

O Thiago deu uma risada baixa, desabotoando os primeiros botões da camisa.

— Que nada, eu já fiz uns bicos de barman aqui quando mudei para o Rio. Sei bem quais são os cantos onde ninguém pisa durante a noite.

Eu sorri e puxei ele pela gola para mais um beijo quente. O clima estava tão elétrico que o Thiago nem esperou muito tempo: desceu as mãos até o botão da minha calça, abriu o zíper e colocou a mão para dentro, puxando o meu pau para fora. Ele começou a bater uma para mim com movimentos rápidos e firmes, usando aquela pegada forte que me fez jogar a cabeça para trás na parede.

Eu retribui o carinho na mesma hora, abrindo a calça dele e segurando o pau dele, que era grosso, cabeçudo e já estava com a ponta brilhando de lubrificação natural. A gente continuou se beijando com fôlego, cada vez mais excitados com o perigo do lugar e o tesão do reencontro.

Não consegui segurar a vontade. Me ajoelhei ali mesmo no chão do depósito, na frente dele. O Thiago pegou uma camisinha no bolso, colocou com agilidade e eu abri a boca, engolindo o pau dele de uma vez só. Comecei a chupar com vontade, fazendo um movimento de vaivém rápido, ansioso para sentir ele me possuir logo. Olhei para cima e vi a cena perfeita: o Thiago estava com a camisa totalmente aberta, revelando o peitoral definido e o abdômen trincado, mordendo o lábio inferior com os olhos fechados, entregue ao prazer da minha boca.

Parei de chupar quando senti que ele estava ficando muito perto do limite. Fiquei de pé e o Thiago me virou de costas para ele, me apoiando contra a parede de alvenaria do depósito. Coloquei as duas mãos espalmadas na parede para dar firmeza, empinei a bunda bem alta e rebolei de leve, chamando o toque.

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Ele segurou firme nas minhas duas nádegas, abrindo espaço, e começou a empurrar o pau devagar para dentro de mim. Soltei um gemido, sentindo aquela grossura entrar inteira e esticar as minhas paredes internas. O preenchimento era perfeito. O Thiago começou a meter com um ritmo gostoso, uma batida firme que fazia o meu corpo balançar contra a parede.

A cada estocada profunda que ele dava, eu sentia o impacto das bolas dele batendo com força contra a minha bunda, o que me deixava com ainda mais tesão. Para me levar à loucura completa, enquanto ele metia com uma mão na minha cintura, ele usava a outra mão para bater uma para mim na frente, acompanhando o mesmo compasso.

O depósito estava quente, o som da música da pista vinha bem abafado através das paredes e a nossa respiração ruidosa tomava conta do espaço. Eu estava me arrepiando inteiro com aquela sensação dupla de prazer. O Thiago começou a acelerar as metidas, o ritmo ficando frenético, a pele colando com o suor.

Ele puxou o meu rosto de lado, me deu uma mordida leve na orelha e sussurrou com a voz bem rouca e grossa:

— Vai, goza para mim, gostoso… Olha como você aperta o meu pau por dentro.

Aquela frase foi o gatilho final. Prendi o ar, apertei as mãos na parede e desabei em um orgasmo maravilhoso, sentindo o meu pau jorrar com força contra a parede do depósito, enquanto o meu cu contraía de forma violenta ao redor do pau dele. O Thiago deu mais três estocadas rápidas e profundas, soltou um gemido grosso no meu ouvido e descarregou tudo o que tinha dentro da camisinha, tremendo por completo encostado no meu corpo.

Ele passou a mão pelo meu rosto, limpando uma gota de suor da minha testa, e deu um sorriso leve.

— Eu sabia que tinha alguma coisa guardada entre nós dois desde a época do colégio que eu não conseguia decifrar direito, ele comentou, com um tom carinhoso.

Eu dei um abraço apertado no pescoço dele, sentindo o calor do corpo do meu amigo, e respondi com malícia:

— Pois é… Uma delícia ter descoberto isso hoje. Mas ó, o jargão diz que vale bis, e eu já estou querendo mais para a próxima rodada.

Ele riu alto, me deu um selinho gostoso e a gente abriu a porta para voltar para a festa, sabendo que a nossa amizade nunca mais seria a mesma, e que tinha ficado muito melhor.

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