Ilustração para conto erótico de uma mulher pegando uma sacola da Miess no armário do quarto, em um ambiente intimista com iluminação quente e atmosfera sensual.

A noite em que eu finalmente entrei nele

Eu olhei pra cinta pendurada atrás da porta do armário e senti o estômago virar do avesso. Não de nojo. De antecipação.

Faz três meses que a gente comprou. Ficou numa sacola dentro do armário enquanto a gente não falava sobre isso com todas as letras. A gente sabia que estava lá. Ele sabia que eu sabia. Eu sabia que ele pensava nisso quando a gente transava e ele fechava os olhos daquele jeito específico.

Você sabe qual jeito eu tô falando. O jeito de quem está em outro lugar, mas esse outro lugar é bom.

Começa assim: um comentário de madrugada, depois de uns drinques, daqueles que a gente faz quando está segura o suficiente pra não fingir. Ele disse “eu fico pensando em como seria eu do outro lado”. Eu botei o copo na mesa devagar e perguntei “do outro lado como?”. Ele riu, aquela risada envergonhada que eu aprendi a amar em doze anos de casamento, e disse “você sabe”. E eu sabia.

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O que eu não sabia era que eu ia querer tanto.

Levou mais três semanas até eu entrar no site, colocar no carrinho, ficar olhando por uns vinte minutos, fechar a aba, abrir de novo, e finalizar a compra com o coração na boca como se eu tivesse fazendo algo ilícito. Não era. Era só a gente. Era só desejo que a gente ainda tinha depois de tanto tempo, tomando uma forma nova.

Eu fiquei pensando nisso enquanto esperava o pacote chegar. Ficava me pegando parada na cozinha, com o café esfriando na xícara, imaginando como ia ser. Imaginando eu de pé, ele à minha frente. A inversão completa. E cada vez que o pensamento chegava, eu sentia um calor entre as pernas que eu não sentia com tanta intensidade fazia um tempão.

Isso é uma coisa que não te contam: o fetiche do outro às vezes acorda o seu.

A sacola chegou numa quinta-feira de manhã. Eu fiquei olhando pra ela na cozinha por um tempão, tomando café, fingindo trabalhar. Abri com cuidado, como se o conteúdo fosse frágil, passei os dedos no material, no ajuste das alças, no vibro embutido que ficava estrategicamente posicionado. Alguém pensou muito bem nesse design. Agradeci mentalmente.

Aquela noite eu disse pra ele: “quinta que vem”.

Ele ficou me olhando com uma expressão que eu não consigo descrever direito. Não era medo. Era aquela coisa de quando alguém te diz exatamente o que você queria ouvir e você não sabe bem o que fazer com o próprio corpo. Os ombros dele relaxaram um milímetro. Ele assentiu com a cabeça como se não quisesse fazer escândalo, como se a gente estivesse combinando almoço de domingo.

Passou uma semana.

E chegou a noite.

A gente jantou normal, assistiu um episódio de uma série que nenhum dos dois estava realmente vendo. Eu via os olhos dele perderem o foco na tela às vezes. Voltarem pra mim. Desviarem de novo. Ele estava nervoso do jeito bonito, aquele nervoso que parece mais excitação do que ansiedade. Quando ele começou a se levantar pra escovar os dentes eu disse “não ainda”. Baixinho. Do jeito que eu sei que funciona com ele.

Ele ficou parado.

Eu fui até o armário, peguei a sacola, e levei pro quarto sem olhar pra trás. Ouvi os passos dele me seguindo.

A cinta era preta, ajustável, com um vibro embutido que ficava encostado no meu clitóris quando eu colocasse. Eu tinha pesquisado, lido avaliação, assistido tutorial sem vergonha nenhuma, porque se a gente vai fazer, vai fazer direito. Coloquei sentada na beira da cama, ajustei as alças com calma, troquei a roupa por uma camisola que me deixava com a cinta aparente e o resto da pele de fora. E quando levantei e me olhei no espelho do quarto eu senti uma coisa estranhíssima e deliciosa ao mesmo tempo.

Poder.

Não poder sobre ele. Poder sobre mim mesma.

Eu não sou uma mulher que se sente insegura, mas existe uma diferença entre se sentir segura e se sentir assim, nesse jeito específico. Era como se eu tivesse chegado numa versão de mim que tinha estado esperando, com paciência, a senha certa.

Ele estava parado perto da janela me olhando. Respiração um pouco mais curta. Os olhos não saíam do vibro preso na minha cintura.

“Vem cá”, eu disse.

Ele veio. Nos beijamos de um jeito que fazia muito tempo que não fazíamos, aquele beijo quente que faz a calcinha esquentar.

casal se beijando

Comecei devagar, como a gente faz quando quer que dure. Beijo longo, mão no pescoço dele, a outra na cintura. Senti o vibro se mover quando eu me aproximei e o barulhinho involuntário que escapou da minha garganta foi a primeira confirmação de que isso ia ser bom de um jeito diferente do que eu esperava.

Eu tirei a camiseta dele. Passei a boca no ombro, no pescoço, descendo devagar. Senti os músculos dele travarem um pouco quando eu joelhei na frente e comecei a abrir o botão da calça. Era o mesmo movimento que ele fazia comigo em tantas noites. Agora era eu olhando pra cima pra ele. Agora era ele que precisava manter a respiração constante.

Tirei a calça, a cueca, passei a língua na neca dele que já estava dura e ouvei ele morder o lábio pra não fazer barulho. Fiquei assim um tempo, no controle, com ele nas mãos, no ritmo que eu escolhi, sentindo o vibro roçar levemente no meu glitinho de diamante cada vez que eu me movia. Isso era diferente. Sempre tinha sido assim comigo recebendo, minha cabeça guiada por ele. Agora era eu quem segurava, eu quem ditava.

Eu me levantei, o empurrei de leve pra cama, e ele foi. Deitou de costas primeiro, mas eu balancei a cabeça.

“De barriga pra baixo.”

Ele revirou no colchão e eu ouvi a respiração mudar de novo. Mais funda. Mais rápida.

Peguei o lubrificante na mesinha de cabeceira, que eu tinha deixado ali de propósito, e ajoelhei atrás dele. Passei a mão na bunda dele com calma, senti os músculos tensos, e disse: “relaxa”. Não como ordem. Como cuidado. Porque era o que eu sentia de verdade. Doze anos ensinaram que o controle não é sobre forçar. É sobre fazer a outra pessoa querer ir junto com você.

Ele relaxou.

Trabalhei devagar. Com os dedos primeiro, gel suficiente, prestando atenção em cada respiração dele como se fosse um mapa. Quando ele começou a se mover no colchão, quando os quadris dele começaram a procurar minha mão em vez de fugir dela, eu soube que estava na hora.

Me posicionei, segurei o vibro com cuidado, e entrei nele com uma delicadeza que me surpreendeu vir de mim mesma. Fui centímetro por centímetro, parei quando ele prendeu a respiração, continuei quando ela voltou.

Ele gemeu. Um som que eu nunca tinha ouvido antes, mais grave e mais aberto do que qualquer coisa que a gente tinha feito nos últimos doze anos. Um som de entrega completa. Do tipo que só acontece quando a pessoa decide, de verdade, não guardar nada.

E aí o vibro encostou no meu clitóris do jeito certo.

Eu fechei os olhos.

A gente ficou parado um segundo, os dois nos ajustando ao que estava acontecendo. Então eu comecei a me mover, devagar, encontrando um ritmo que funcionasse pra nós dois. Cada movimento meu produzia uma pressão dupla: nao culo dele e no meu clitóris ao mesmo tempo. Eu entendi em dois minutos por que os homens ficam tão loucos com isso. Eu entendi o desejo de ficar cada vez mais fundo, de não parar, de aumentar o ritmo sem pedir licença.

“Mais”, ele disse. A voz saindo de dentro do travesseiro, abafada e honesta.

Eu aprofundei.

A minha mão foi pra cintura dele, segurando de leve, e eu inclinei o ângulo até ele arquear as costas. Uma macetada calculada, aquela que a gente só aprende quando passa anos prestando atenção no corpo de alguém. Ele puxou o lençol com os dois punhos fechados. Os quadris dele começaram a ir ao meu encontro.

Eu nunca me senti tão presente num momento de sexo na vida.

Não é que eu tivesse no controle de um jeito mecânico ou frio. Era o oposto. Eu estava em cada detalhe dele. No jeito que a musculatura das costas contraía, no barulho da respiração acelerando, nas palavras soltas que escapavam sem querer. Enquanto cuidava dele, o vibro não parava de trabalhar em mim, insistente e preciso.

Quando ele começou a pedir mais alto, quando o ritmo dele foi junto com o meu sem que eu pedisse, eu passei a mão pra frente e envolvi a neca dele enquanto não parava de me mover. Ele disse meu nome uma vez. Só uma. Com aquela voz.

E veio primeiro que eu.

Eu senti na mão, no espasmo das costas, no gemido longo que ele não tentou segurar. Dois movimentos a mais e o vibro me empurrou pro meu próprio orgasmo, aquele tipo que começa mais fundo e demora mais pra passar, que faz a gente querer ficar quieta e sentir cada onda até a última.

Me deitei ao lado dele no colchão.

Ficamos assim por um tempo, olhando pro teto. O quarto estava escuro menos por uma fenda de luz da rua que caía no lençol. Eu estava com a cinta ainda presa na cintura e não me importei de tirar ainda.

Então ele virou pra mim, passou o dedo no meu rosto, e disse: “obrigado”.

Não por gratidão educada. Aquele “obrigado” de quem foi visto de um jeito que nunca esperava ser visto. De quem dividiu alguma coisa que carregava sozinho por tempo demais e finalmente colocou no chão.

Eu sorri no escuro.

Doze anos de casamento e a gente ainda consegue se surpreender.

Não foi só o sexo. Foi o que o sexo significou: que a gente ainda tem curiosidade um pelo outro. Que a confiança que a gente construiu em tanto tempo serve também pra isso, pra abrir essas portas que a maioria das pessoas nem chega a bater.

Se você está solteira e está lendo isso, guarda no seu coração: o parceiro certo não é o que nunca te surpreende. É o que deixa a surpresa acontecer. Dos dois lados do quarto. Das duas formas de poder. Das duas direções do desejo.

E quando você encontrar isso, não deixa a sacola ficar três meses no fundo do armário.

Confia em mim.

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