A tarde em que me entreguei ao pai da minha amiga
Tenho vinte e quatro anos, me formei em Arquitetura há pouco tempo e sempre fui do tipo racional, que pensa muito antes de fazer qualquer besteira. Mas a verdade é que tem atração que não dá para controlar. Ela só fica ali, acumulando energia, até que um detalhe bobo faz tudo explodir. E o meu problema tinha nome, sobrenome e quarenta e nove anos: Eduardo, o pai da minha melhor amiga.
Conheci a Bia no primeiro ano da faculdade e a gente grudou de cara. Por causa disso, eu vivia na casa dela. O apartamento do Eduardo era enorme, lindo, cheio de maquete, livros e com um clima super aconchegante. Mas o que me chamava atenção mesmo nunca foi a decoração. Era ele.
O cara é arquiteto dos bons, daquele tipo que nem precisa falar alto para chamar atenção. Alto, com aquele cabelo grisalho corte alinhado e um olhar que parecia sacar tudo o que se passava na minha cabeça. Divorciado, ele se cuidava muito, tinha um corpo gostoso e uma voz grave que me deixava arrepiada só de me dar um “Oi, Clara”.
Passei a faculdade inteira guardando esse fogo só para mim. Era a minha fantasia secreta de quando eu ficava sem sono. Afinal, ele era o pai da minha amiga e um cara respeitado na minha área. Só que desejo é um negócio teimoso: quanto mais você tenta abafar, mais forte ele fica.
A chave virou num sábado. A Bia e eu fomos para a casa de praia dele no litoral. A ideia era passar o fim de semana jogadas no sol. O Eduardo já estava lá desde sexta, trabalhando num projeto, e a gente chegou no sábado de manhã.
Só que deu meio-dia e a empresa da Bia ligou de emergência. Deu um problema gigante com um cliente e ela teve que voltar correndo.
— Amiga, não acredito! ela reclamou, pondo a mão na cabeça e pegando a chave do carro. Vou mofar o sábado inteiro no escritório. Tem certeza que não quer ir comigo?
Olhei para a piscina, para o mar e para o Eduardo vindo da varanda, de camisa meio aberta, shorts e uma xícara de café na mão, totalmente relaxado.
— Imagina, amiga, falei, tentando fingir costume. Fico por aqui curtindo a praia. Pode ir suave.
— O pai cuida dela, disse o Eduardo, soltando um sorrisinho de canto que me fez perder o rumo. Vai lá resolver seu corre, filha.
A Bia deu um tchau rápido e foi embora. O barulho do carro foi sumindo na estrada e só sobrou o barulho do mar e um silêncio pesado entre eu e o pai dela.
Fui para a beira da piscina tentar fingir plenitude. Deitei na espreguiçadeira, arrumei o biquíni e passei protetor. Quando abri o olho, o Eduardo estava encostado na pilastra da varanda, tomando café e me encarando sem disfarçar nada. Não era um olhar chato, era um olhar de quem estava a fim e sabia disso.

Em vez de disfarçar quando viu que eu percebi, ele sorriu devagar e veio na minha direção.
— O sol tá forte hoje, falou, parando do meu lado.
— Tá sim, sentei e tirei os óculos. Pena que a Bia teve que ir.
— É o começo da carreira, ele disse, dando um passo para mais perto. Mas te falar que a casa fica bem mais calma assim…
Olhei para ele de baixo para cima. Sentir o cheiro dele de perto, perfume amadeirado misturado com maresia, deu um nó na minha garganta.
— Ficou calma até demais, Eduardo, soltei, olhando bem nos olhos dele. Às vezes um pouco de bagunça faz bem.
Ele deu um sorriso de canto, meio surpreso com a minha audácia. Ali o clima mudou de vez. A postura de “pai da amiga” caiu por terra.
— Quer ajuda para passar protetor nas costas? perguntou, com a voz bem mais baixa e grossa.
Arrepiei inteira.
— Quero.
Sentei de costas e joguei o cabelo para o lado. Ele ajoelhou atrás de mim. As mãos dele eram grandes, quentes e meio ásperas. Ele começou a espalhar o creme devagar, descendo pelas minhas costas, apertando minha cintura e subindo até meu pescoço. Cada toque parecia um teste de resistência.
Soltei um suspiro sem querer.
— Faz tempo que eu fico imaginando isso, Clara, ele sussurrou bem perto da minha orelha, com o bafo quente me queimando.
Virei de frente, ficando cara a cara com ele.
— E por que demorou tanto? perguntei.
— Respeito. A Bia. O juízo, ele riu fraco. Mas hoje você tá aqui. E cansei de fingir que não vejo o jeito que você me olha.
— Então para de fingir, respondi.
O Eduardo nem pensou duas vezes. Segurou firme na minha nuca e me puxou para um beijo de verdade.
Passei a mão pelos ombros dele, sentindo os músculos sob o tecido fino da camisa, enquanto ele me puxava para mais perto.
Gemi baixinho quando as mãos dele foram para a minha bunda e ele me levantou da espreguiçadeira como se eu não pesasse nada. Me levou no colo para dentro da casa, no escurinho e no ar fresco da sala.
Me deitou no sofá de couro escuro e ficou por cima de mim. O contraste do jeito dele, todo maduro e no controle, com a minha entrega total, me deixou louca. Ele me olhava nos olhos enquanto desabotoava a própria camisa sem pressa alguma, mostrando o peitoral bronzeado.
— Tem certeza, Clara? perguntou, tentando segurar a onda. Depois disso não tem como voltar atrás.
— Se você parar agora, Eduardo, eu sumo da sua frente e nunca mais falo com você, puxei ele pela gola.
Ele respondeu me beijando com mais força ainda. As mãos dele foram direto para o laço do meu biquíni, tirando tudo de um jeito rápido e prático.
Ele desceu a boca pelo meu pescoço, deu uma mordidinha leve e foi direto para os meus seios. Eu só sabia arranhar as costas dele e empurrar meu quadril contra o dele. Em poucos segundos, tiramos o resto da roupa e ficamos pelados ali na sala.
O Eduardo me passou a mão por baixo, sentindo o quanto eu já estava ensopada e pronta para ele. Ele soltou um palavrão baixinho, satisfeito, e se encaixou em mim. Quando entrou, devagar e firme, soltei um suspiro alto. A sensação de ter ele inteiro dentro de mim foi surreal.
Ele começou a se mover num ritmo gostoso, fundo, sem pressa. O cara sabia exatamente o que estava fazendo. O couro do sofá estalava fraco a cada investida, misturado com a nossa respiração pesada.
— Você é gostosa demais…
A parada foi ficando cada vez mais forte e rápida. Eu segurei na nuca dele, puxando ele para me beijar, enquanto acompanhava o movimento do quadril dele no mesmo ritmo. O calor na sala era absurdo. Senti aquela pressão boa subindo pela minha barriga, tomando conta de tudo.
— Eduardo… vai, não para.
Ele aumentou a força e a velocidade, me levando direto para o topo. Em três segundos, meu corpo todo travou num orgasmo fortíssimo, me fazendo tremer inteira enquanto me agarrava nele. Vendo minha reação, ele soltou um gemido bem fundo, acelerou mais duas vezes e gozou logo em seguida, se soltando inteirinho sobre mim.
— Caramba… ele soltou, rindo fraco.
— Pois é, olhei para ele, rindo também.
Ele me deu um selinho demorado e me encarou:
— Agora a gente tem um problema sério.
— Qual?
— A Bia volta amanhã. Como é que eu vou olhar para você com cara de pai de família depois disso?
Sentei no sofá, dei uma risada e peguei meu biquíni no chão.
— Olha, Eduardo… falei, me vestindo bem devagar enquanto ele me olhava da cabeça aos pés. O fim de semana tá só começando. E a Bia só chega amanhã de manhã.
Ele deu um sorriso sacana, levantou e me abraçou por trás antes de eu sair da sala.
— Você não vale nada, Clara.
— E você adora, respondi, virando o rosto para dar mais um beijo nele, sabendo que aquele era só o começo do nosso segredo.
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