ilustração para conto erótico de duas mulheres se beijando no sofá

Duas mulheres, um sofá e uma vontade guardada há semanas

Tenho vinte e cinco anos, trabalho numa loja de roupas no centro da cidade e nunca fui de complicar a vida. Quando gosto de uma pessoa, gosto e pronto. Não fico inventando historinha, filosofando ou procurando explicação onde não tem. E o meu problema atual, um problema maravilhoso, diga-se de passagem, tinha nome: Camila.

A gente se conheceu num churrasco de amigos em comum num domingo qualquer. Ela chegou meio tímida, de short jeans, regata preta e um sorriso meio de canto que me ganhou na hora. A Camila tem vinte e sete, trabalha com design e tem aquele estilo meio largado, mas que fica lindo sem fazer esforço nenhum. Ela tem cabelos cacheados compridos, uma pele morena macia e um olhar que parece devorar a gente bem devagar.

Naquele domingo, a gente conversou por horas no quintal, tomou cerveja e deu risada de um monte de besteira. Ficou claro no mesmo dia que rolava uma química absurda entre nós duas. Daqueles olhares que travam, sabe? Daqueles toques “sem querer” no braço que fazem a pele arrepiar inteira. A gente trocou número e, a partir dali, não se largou mais por mensagem.

Ficamos conversando durante duas semanas seguidas. Todo santo dia a gente trocava ideia de manhã até de noite. Só que o trabalho de ambas estava uma correria e a gente não conseguia se encontrar de jeito nenhum. A tensão só foi acumulando, acumulando, até que finalmente surgiu a oportunidade no sábado.

A Camila me chamou para ir ao apartamento dela tomar uma cerveja e ouvir música. Eu sabia muito bem onde aquilo ia dar, e ela também. Passei o dia ansiosa no trabalho, contando os minutos para dar a minha hora. Tomei um banho caprichado, passei meu perfume favorito, botei um vestidinho preto simples e fui direto para lá.

Quando ela abriu a porta, meu coração deu uma acelerada forte. Ela estava descalça, com uma blusa larga cinza caindo de um lado do ombro e um short curto. O cabelo cacheado estava volumoso e cheiroso demais.

— Oi, ela disse, dando aquele sorriso de canto que me deixava bamba.

— Oi, respondi, dando um passo para dentro.

A gente se abraçou para se cumprimentar. Foi um abraço demorado, com ela apertando a minha cintura e encostando o rosto no meu pescoço. Pude sentir a respiração dela quente na minha pele, e o cheiro doce de sabonete com baunilha que ela tinha me deixou tonta na hora.

— Você tá muito cheirosa, ela murmurou no meu ouvido antes de se afastar um pouco.

— Você também, falei, olhando direto para a boca dela.

O apartamento dela era aconchegante, meio escurinho, com um abajur amarelado aceso no canto da sala. Ela pegou duas garrafas de cerveja gelada na cozinha, me entregou uma e a gente sentou no sofá de canto.

No começo, a gente tentou fingir costume. Falamos sobre como a semana tinha sido cansativa, sobre as pessoas do churrasco, dando um gole na cerveja de vez em quando. Mas a verdade é que nenhuma das duas estava prestando atenção na conversa. A gente estava se encarando demais. Cada vez que a Camila ria, ela encostava a mão na minha coxa e deixava os dedos ali por alguns segundos a mais do que o necessário.

Minha coxa parecia pegar fogo toda vez que ela fazia isso.

— Quer saber de uma coisa?, ela falou de repente, colocando a garrafa dela na mesa de centro.

— O quê?, perguntei, deixando a minha garrafa do lado da dela.

— Cansei de fingir que eu tô prestando atenção no que você tá falando, ela disse, bem direta, virando o corpo de frente para mim no sofá.

Dei uma risada fraca, sentindo minha barriga dar um nó gostoso.

— É? E você tá prestando atenção em quê, então?

— Na sua boca. Faz duas semanas que eu só penso em como deve ser beijar você.

Não esperei ela falar mais nada. Encurtei a pouca distância que tinha entre a gente e segurei no pescoço dela.

Quando nossas bocas se encostaram, foi uma explosão. O beijo começou ansioso, com fome, daquele jeito que junta a vontade acumulada de dias. A língua da Camila era macia, quente, e ela sabia exatamente como me puxar para perto. Ela passou os braços ao redor da minha cintura e me puxou para cima do colo dela.

duas mulheres se beijando

A mão dela subiu pelas minhas costas por baixo do vestido, arranhando levemente minha pele e me fazendo arrepiarem os braços inteiros.

— A gente demorou demais para fazer isso, ela sussurrou entre um beijo e outro, mordiscando meu lábio inferior com cuidado.

— Então não vamos perder mais tempo, respondi, puxando a blusa larga dela para cima e tirando pela cabeça.

A Camila estava sem sutiã por baixo. A iluminação fraca da sala deixava a pele morena dela ainda mais bonita. Passei as mãos pelos ombros dela, descendo pelos seios firmes e apertando a cintura fininha. Ela soltou um suspiro alto…

Ela me deitou no sofá devagar, ficando por cima de mim. O olhar dela estava pesado de tesão, os cabelos caindo ao redor do meu rosto. Com uma rapidez prática, ela puxou meu vestido para cima e tirou de uma vez, jogando no chão.

Ficamos só de calcinha ali no meio da sala. Ver o corpo da Camila assim, tão perto, tão real, me deixou completamente sem ar. Ela era linda demais.

— Você é maravilhosa, ela falou, olhando para mim de cima a baixo, antes de voltar a me beijar com força.

As mãos dela começaram a explorar meu corpo sem pressa. Ela desceu a boca pelos meus seios, dando chupões leves e passando a língua pelos meus bicos, que já estavam totalmente duros de tanto desejo. Puxei o cabelo dela com força, me contorcendo embaixo dela.

— Isso… assim, murmurei, sem conseguir segurar o som.

A Camila desceu mais, beijando minha barriga, minha cintura, até chegar na borda da minha calcinha. Ela olhou para mim por um segundo, pedindo licença com os olhos, e eu só fiz um sinal com a cabeça para ela continuar.

Ela enganchou os dedos na lateral da minha calcinha e puxou para baixo, tirando pelas minhas pernas. Em seguida, ela tirou a dela também. Ficamos peladas, pele com pele, sentindo o calor e o suor fraco começando a grudar a gente.

A Camila se encaixou entre as minhas pernas. O contato do corpo dela com o meu era quente demais. Ela começou a roçar a virilha dela na minha, num movimento lento e ritmado que fez meu quadril subir sozinho na direção do dela. O roçar do corpo macio dela no meu fez uma descarga elétrica subir direto para a minha barriga.

— Meu Deus, Camila… falei, agarrando os ombros dela com força.

Ela começou a me beijar de novo, mais rápido, enquanto continuava esfregando o corpo no meu. A sensação de sentir ela toda molhada se encostando em mim me deixou completamente louca. A gente se mexia juntas, criando um balanço gostoso e desesperado.

Ela foi descendo o corpo pelo meu de novo, só que dessa vez foi até lá embaixo. A Camila se ajoelhou no chão, em frente ao sofá, e abriu minhas pernas com delicadeza, apoiando minhas coxas nos ombros dela.

Quando a língua dela me tocou pela primeira vez ali, foi uma sensação surreal. Ela começou com lâmbidas lentas, suaves, explorando cada cantinho, sentindo o quanto eu já estava ensopada. Depois, foi aumentando a pressão, usando a língua de um jeito firme, concentrado, que me fez perder a cabeça totalmente.

— Camila… vai… eu pedia, sem conseguir formar uma frase inteira.

Ela segurava minhas coxas com firmeza, sem me deixar fugir do toque. O som da língua dela trabalhando no meu corpo misturado com a minha respiração descontrolada era a única coisa que dava para ouvir na sala. Ela sabia exatamente o que estava fazendo. Mudava o ritmo, alternava entre lambidas compridas e toques mais diretos na minha parte mais sensível, me levando até o limite.

Para deixar tudo ainda mais intenso, ela colocou lubrificante em dois dedos e enfiou dentro de mim, devagar, acompanhando o movimento da boca.

A sensação de ter os dedos dela me preenchendo por dentro enquanto a boca dela fazia milagre por fora foi demais para mim. Meu quadril começou a tremer. Eu não conseguia ficar parada. Arranhei a madeira do sofá, joguei a cabeça para trás e fechei os olhos, me entregando totalmente àquela onda que estava crescendo no meu ventre.

— Eu vou… eu vou gozar, Cami… avisei, quase chorando de tanto tesão.

Ela não parou. Pelo contrário, acelerou o ritmo da boca e moveu os dedos com mais força e precisão dentro de mim.

Um segundo depois, meu corpo inteiro travou. Uma onda absurda de prazer tomou conta de mim, fazendo minha buceta pulsar forte ao redor dos dedos dela. Eu gemi alto, sem me importar se os vizinhos iam ouvir ou não, me contorcendo inteira enquanto o orgasmo lavava meu corpo. A Camila continuou me lambendo devagar durante toda a onda de prazer, saboreando cada segundo da minha reação.

Quando a tremedeira finalmente passou, eu estava sem forças, com o peito subindo e descendo rápido, completamente acabada de um jeito maravilhoso.

A Camila subiu de volta para o sofá, com um sorriso vitorioso no rosto e os lábios brilhando. Ela se deitou ao meu lado e me puxou para o peito dela. Encostei a cabeça ali, ouvindo o coração dela bater acelerado também.

— Você tá bem? ela perguntou, passando a mão pelos meus cabelos bagunçados.

— Eu tô incrível, respondi, rindo fraco e olhando para ela. — Mas você acha que vai ficar só por isso mesmo?

Ela ergueu uma sobrancelha, surpresa e animada.

— Ah é?

— É claro — falei, rolando para cima dela e ficando por cima do corpo dela.

Olhei para a Camila de cima. Ela estava linda, corada, com a respiração pesada. Comecei a beijar o pescoço dela, descendo devagar pelos seios, ouvindo ela soltar um suspiro alto de satisfação. Passei a mão pela coxa macia dela, subindo até sentir o quanto ela também estava completamente molhada e ansiosa por mim.

Ela segurou minha nuca e me puxou para um beijo profundo, provando o gosto de nós duas na minha própria boca.

— Sua vez, murmurei contra os lábios dela, descendo o corpo para retribuir tudo o que ela tinha acabado de fazer comigo, sabendo que aquela noite no sofá estava muito longe de terminar.

Ajoelhei entre as pernas dela e fui direto ao ponto, abocanhando aquela quentura molhada sem dó. Enquanto minha língua trabalhava num ritmo fundo e provocante, deslizei dois dedos pra dentro de uma vez, a Camila deu um salto no sofá, arranhou minhas costas e começou a rebolar contra a minha boca num desespero gostoso.

Apertei o passo com a mão e forcei a língua até ver o quadril dela tremer todinho. Ela gozou gosto. Subi encarando aquele olhar meio perdido dela, dei um beijo demorado saboreando a gente e caí do lado, rindo sem fôlego.

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