ilustração para conto erótico de duas mulheres se beijando

Conto erótico: duas vizinhas um desejo em comum

A primeira vez que a Renata olhou pra Lara de verdade foi no elevador do prédio. As duas moravam no mesmo andar fazia quase um ano, mas nunca tinham trocado mais que um “bom dia” apressado. Aquela noite, porém, o elevador parou entre o quarto e o quinto andar. A luz piscou. O silêncio ficou pesado.

Lara estava de vestido preto curto, o cabelo vermelho solto nas costas, o perfume doce e quente enchendo o espaço pequeno. Renata, de jeans e camiseta larga, sentiu o olhar da outra descer pelo seu corpo sem nenhum pudor.

— Trancou de novo? — Lara perguntou, a voz rouca.

— Parece que sim.

Elas ficaram se olhando. Não era um olhar educado. Era daqueles que já sabem o que querem. Quando o elevador voltou a funcionar, nenhuma das duas se mexeu logo. Só no último segundo Lara saiu, mas antes passou tão perto que o braço dela roçou no peito de Renata.

Naquela noite Renata não conseguiu dormir direito. Ficou pensando no cheiro, na boca cheia, no jeito que a outra tinha olhado pra ela como se já estivesse tirando a roupa com os olhos.

Três dias depois, a porta de Renata bateu. Era Lara, de shortinho e regata fina, sem sutiã.

— Acabou a luz no meu apê. Pode me emprestar uma vela? Ou… posso esperar aqui até voltar?

Renata abriu a porta mais. Lara entrou. O apartamento era pequeno, aconchegante. Elas ficaram na cozinha, bebendo vinho barato direto da garrafa. A conversa começou sobre o elevador e terminou com Lara sentada em cima da mesa, as pernas abertas, o short subindo.

— Você fica me olhando assim desde aquele dia — Lara falou, girando a garrafa entre os dedos. — Tá com medo de admitir que quer me comer?

Renata riu, nervosa, mas não negou. Deixou a garrafa de lado, ficou entre as pernas dela e puxou o rosto da outra pra um beijo. Foi molhado, urgente. Línguas se encontrando, dentes roçando. Lara gemeu dentro da boca dela e puxou a camiseta de Renata pra cima.

Os peitos de Renata eram menores, firmes, os mamilos já duros. Lara baixou a cabeça e chupou um, depois o outro, a língua rodando, os dentes beliscando de leve. Renata soltou um gemido baixo e enfiou a mão no cabelo vermelho, apertando.

— Porra… — ela sussurrou.

Lara desceu da mesa, virou Renata de costas contra a parede e ajoelhou. Abriu o jeans, puxou pra baixo junto com a calcinha e lambeu a buceta de uma vez só, de baixo pra cima. Renata jogou a cabeça pra trás, batendo na parede. A língua de Lara era quente, rápida, sabia exatamente onde apertar. Ela chupou o clitóris com força, dois dedos entrando fundo, curvados.

— Assim… não para…

duas mulheres

Lara não parou. Chupou mais forte, os dedos fodendo rápido, o polegar esfregando o cu de Renata. Ela gozou em pouco tempo, as pernas tremendo, a buceta contraindo nos dedos da outra. Lara subiu, beijou a boca dela com o gosto dela mesma ainda na língua.

— Agora é minha vez.

Elas foram pro quarto quase caindo. Roupas pelo chão. Lara tirou o short e a regata. O corpo dela era mais cheio, peitos pesados, a buceta já brilhando de molhada. Renata a empurrou pra cama, abriu as pernas dela e enfiou a cara. Lambeu devagar no começo, sentindo o gosto, depois chupou o clitóris com vontade enquanto dois dedos entravam nela. Lara rebolava contra a boca, a mão no cabelo de Renata, gemendo alto.

— Mais fundo… porra, mais fundo…

Renata enfiou um terceiro dedo e chupou mais forte. Lara gozou gritando, as coxas apertando a cabeça dela, o líquido escorrendo pelo queixo. Antes mesmo de recuperar o fôlego, ela puxou Renata pra cima, virou os corpos e ficou por cima.

As duas se esfregaram, buceta contra buceta, o clitóris de uma batendo no da outra. O movimento era sujo, molhado, o som enchendo o quarto. Lara segurava o rosto de Renata e beijava fundo enquanto rebolava. Renata apertava a bunda dela, puxando mais perto, sentindo o calor, a umidade, o cheiro forte das duas misturado.

— Eu quero te foder de verdade — Lara falou contra a boca dela.

Ela desceu da cama, pegou a bolsa que tinha deixado na sala e voltou com um cintaralho preto, grosso, realista. Renata engoliu em seco, mas abriu as pernas mais. Lara colocou o brinquedo, passou lubrificante e se posicionou entre as coxas dela.

— Respira.

Ela enfiou devagar. O silicone era grosso, preenchia tudo. Renata gemeu alto, as unhas cravando nas costas de Lara. Quando estava todo dentro, Lara começou a meter. Estocadas longas no começo, depois mais rápidas, mais fundas. O som da pele batendo, o gemido das duas, a cama rangendo.

— Mais forte… — Renata pediu.

Lara obedeceu. Segurou uma perna dela no ombro e meteu com tudo, o cintaralho sumindo inteiro a cada estocada. A outra mão desceu e esfregou o clitóris de Renata. Ela gozou de novo, gritando, a buceta apertando o brinquedo. Lara não parou. Continuou fodendo até sentir o corpo da outra tremer de novo.

cintaralho

Depois trocaram. Renata colocou o cintaralho e fodeu Lara de quatro, a mão no cabelo vermelho, puxando pra trás. Cada estocada fazia os peitos de Lara balançarem. Renata deu um tapa na bunda dela, depois outro, mais forte. Lara gemia sem parar, pedindo mais.

— Me fode… porra, me fode direito…

Renata meteu até Lara gozar de novo, o corpo inteiro mole, a cara enterrada no travesseiro. Só então pararam, suadas, ofegantes, o colchão molhado.

Ficaram deitadas uma em cima da outra, o suor esfriando, os dedos ainda explorando devagar. Lara beijou o pescoço de Renata, mordeu de leve.

— Isso não vai ser só uma vez — ela falou.

— Eu sei.

Na semana seguinte Lara apareceu de novo. E na outra. Às vezes era rápido, no sofá, com Renata de joelhos chupando a buceta dela até gozar. Outras vezes era longo: dedos, língua, cintaralho, a boca de uma na buceta da outra ao mesmo tempo, o quarto cheirando a sexo. Uma noite Lara amarrou os pulsos de Renata na cabeceira com a própria gravata e a fodeu devagar, falando putaria baixo no ouvido até ela gozar chorando de tesão.

A atração só aumentava. No elevador agora elas se olhavam e sorriam de canto. Nos corredores do prédio o ar ficava pesado. Uma vez quase se pegaram ali mesmo, mas o elevador abriu no andar de baixo e elas se separaram rindo, o coração disparado.

Numa sexta à noite, Lara chegou com uma mala pequena. Dentro tinha mais dois cintaralhos, um mais grosso, um com vibrador, e um conjunto de algemas macias. Passaram o fim de semana inteiro se comendo. Renata fodeu Lara na banheira, a água suja de lubrificante e gozo. Lara chupou Renata no balcão da cozinha até as pernas dela fraquejarem. Dormiram pouco. Acordavam e já estavam com a mão entre as pernas uma da outra.

No domingo à noite, cansadas, molhadas, marcadas de chupão e unha, elas ficaram abraçadas na cama. Lara desenhava círculos no peito de Renata com o dedo.

— Eu gostei de você antes mesmo de te beijar — ela confessou. — Aquele dia no elevador… eu já queria te jogar contra a parede.

Renata riu baixo, cansada.

— Eu também. Só não sabia se você topava.

— Topo. E mais.

Elas se beijaram devagar, sem pressa. O beijo virou outro, mais fundo. Em poucos minutos as mãos já estavam de novo entre as pernas, os dedos entrando, os gemidos baixos voltando. Dessa vez foi mais lento, quase preguiçoso. Se esfregaram até gozar juntas, o corpo de uma tremendo contra o da outra.

Quando finalmente dormiram, o sol já estava quase nascendo. O apartamento cheirava a sexo, a cama estava destruída, e nenhuma das duas pensava em voltar atrás.

A partir daí, a porta de Renata ficou quase sempre aberta pra Lara. E a de Lara, pra ela. Às vezes era só uma foda rápida antes do trabalho. Outras era a noite inteira, o corpo doendo gostoso no dia seguinte. A atração não diminuiu. Só ficou mais suja, mais íntima, mais viciante.

E toda vez que o elevador parava entre andares, as duas sorriam no escuro, sabendo exatamente o que vinha depois.

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