Prazer conectado: desejo sem limites
O começo de um relacionamento sério sempre traz aquela avalanche de sentimentos que mexe com tudo por dentro, não é? Para mim, a intensidade era ainda maior. Eu nunca tinha vivido uma paixão de verdade, daquelas recíprocas, onde você deita a cabeça no travesseiro com a certeza absoluta de que é amado de volta. Era a primeira vez que experimentava um amor real, daqueles que te dão colo e te fazem esquecer os preconceitos idiotas que a sociedade tenta enfiar na nossa cabeça a todo custo.
Fugindo completamente daquele clichê exaustivo do meio, de caras que só querem transar, satisfazer o ego em uma noite e sumir na manhã seguinte sem nem dar tchau, o Thiago surgiu na minha vida como um porto seguro. Ele era exatamente tudo o que eu precisava: me trazia paz, uma calmaria que eu achava que não existia e a segurança de um amor tranquilo, maduro e bem resolvido.
O único problema era a rotina dele. Por conta do cargo de gerência na empresa onde trabalha, ele vivia viajando para fechar contratos fora do estado. E aquela era a nossa primeira prova de fogo real: duas semanas inteiras longe um do outro.
Na minha primeira sexta-feira à noite sozinho naquele apartamento enorme, o silêncio da sala começou a me incomodar. Eu andava de um lado para o outro, tentando me distrair com a televisão, mas não conseguia focar em nada. Acabei indo para o quarto, me joguei na cama de casal e, inevitavelmente, comecei a viajar nos meus próprios pensamentos, desenhando o corpo daquele homem na minha mente.
A pele do Thiago tinha o tom perfeito de um moreno dourado, macia como veludo. O cheiro natural dele parecia uma mistura de perfume amadeirado com um toque quente e doce, algo que grudava nos meus lençóis e na minha memória. Fiquei lembrando das curvas dele, dos pelos curtos no peito que eu adorava acariciar com os dedos, e daqueles caminhos que eu trilhava com os lábios, distribuindo beijos sem começo, meio ou fim.
Mas a minha maior perdição era a bunda dele. Redonda, firme, perfeita para eu segurar com as duas mãos enquanto metia com força, ouvindo ele gemer baixinho no meu ouvido. Só de reviver aquela cena na minha cabeça, senti o sangue descer direto. Quando me dei conta, já estava de pau completamente duro, empurrando o tecido da minha cueca box cinza. Comecei a tocar a ponta dele por cima do pano mesmo, fechando os olhos e imaginando o Thiago deitado bem ali do meu ladinho.
“Que saudade absurda de você, meu amor…”, pensei alto, soltando um suspiro pesado no quarto vazio
Não aguentei a carência e peguei o celular na cabeceira da cama. Decidi mandar uma mensagem para ele, torcendo para que ele não estivesse em algum jantar de negócios interminável.

— E aí, minha vida, como estão as coisas por aí? Estou deitado aqui na nossa cama… e não consigo parar de pensar em você.
Fiquei olhando para a tela, vendo o relógio marcar quase dez da noite. Para a minha surpresa, o status mudou para “online” no mesmo segundo e a digitação começou.
— Muita saudade da gente junto, amor. O hotel aqui é confortável, mas essa cama é enorme e fria sem você. Ei, faz um favor para mim? Levanta agora, abre o armário do nosso quarto e dá uma olhada no fundo da última gaveta. Tem uma surpresa lá.
Dei um pulo da cama, o coração acelerando de curiosidade. Fui até o guarda-roupa em passos rápidos, me abaixei e puxei a última gaveta, aquela onde costumamos guardar roupas de inverno e mantas. Bem no fundo, escondida debaixo de um casaco pesado, encontrei uma sacola de papel preta, elegante.
Tirei a sacola de lá e voltei para a cama. Dentro dela, tinha uma caixa preta fosca com um design minimalista e moderno, acompanhada de um bilhete escrito com a letra firme e desenhada do Thiago.
“Para você se deliciar junto comigo, mesmo quando a distância insistir em nos separar. Te amo.”
Fiquei sem entender nada por alguns segundos. Abri a caixa com cuidado e meus olhos se arregalaram. Era um masturbador masculino de última geração, um modelo tecnológico com um acabamento em silicone premium e detalhes metalizados. O nome gravado discretamente no aparelho era Pulse. Ele tinha linhas anatômicas, parecia extremamente sofisticado e moderno. Eu já tinha visto alguns anúncios desse tipo de brinquedo na internet, mas nunca tinha tido a curiosidade de testar nada parecido.
Peguei o manual de instruções rapidamente para entender como aquela máquina funcionava. Descobri que ele tinha várias funções de pulsação, sucção e aquecimento que imitavam a temperatura do corpo humano. O melhor de tudo? Ele vinha com tecnologia de pareamento via aplicativo para celular, permitindo que outra pessoa controlasse todas as funções de qualquer lugar do mundo.
Higienizei o aparelho no banheiro, passei um pano macio e voltei para o quarto, sentindo meu coração martelar no peito. Meu pau já estava estalando de tão duro, latejando só com a expectativa daquela brincadeira nova. Peguei o celular e mandei uma mensagem avisando que já estava tudo pronto.
O celular começou a tocar na mesma hora. Era o Thiago chamando por uma ligação de voz. Atendi rapidamente, colocando no viva-voz e deixando o aparelho no travesseiro, ao lado da minha cabeça.
— Conseguiu conectar o aplicativo, amor? a voz dele saiu pelo alto-falante, mansa, mas com um tom arrastado de puro flerte que me fez arrepiar até os cabelos dos braços.
— Conectei sim, vida. Já dei as permissões aqui. O que você vai fazer comigo? perguntei, a voz já meio trêmula pelo nervosismo e pelo tesão acumulado.
— Deita de barriga para cima e relaxa. Que saudade que eu estou de você fodendo o meu cuzinho, amor… De ver você deslizar bem gostoso em mim enquanto eu empino a bunda e me entrego todinho na sua mão.
Engoli em seco. Minha imaginação foi a milhão. Peguei o tubo de lubrificante à base de água, espalhei uma quantidade generosa dentro da abertura macia do Pulse e passei um pouco na cabeça do meu pau também. Fui encaixando o brinquedo devagar, sentindo o silicone apertado e morno abraçar a minha pele.
— Estou com uma vontade absurda de você, Thiago… Principalmente de quando você olhava para trás e pedia para eu ir mais fundo, sem dó, respondi, soltando um gemido baixo quando terminei de enfiar o pau todo dentro do aparelho.
De repente, sem que eu tocasse em nenhum botão, o brinquedo ganhou vida. As vibrações começaram no fundo, seguidas por uma pressão de sucção que parecia sugar meu pau inteirinho para dentro, imitando perfeitamente o movimento de uma boca ou de um aperto bem íntimo. Era uma sensação completamente nova e intensa. Não era, obviamente, o corpo real do meu namorado, mas a tecnologia era tão perfeita que a textura me fez fechar os olhos e morder o lábio.
— Gosta assim, né, meu safado? o Thiago falou no telefone, e pelo tom de voz dele, percebi que ele também estava se tocando do outro lado da linha, em algum quarto de hotel a quilômetros de distância. — Vou aumentar um pouquinho a intensidade no aplicativo. Me imagina rebolando em cima de você agora, subindo e descendo no seu pau, empinando bem aquela bunda que você ama.
No mesmo instante em que ele falou, o ritmo do brinquedo mudou. O Pulse começou a contrair e a vibrar de forma mais rápida, criando uma onda de calor que subia pela base do meu membro e tomava conta do meu corpo inteiro. Eu não precisava fazer nenhum movimento de vaivém com as mãos, a máquina fazia todo o trabalho sozinha, guiada pelos dedos do Thiago no celular dele. Meu único trabalho era segurar o aparelho firme contra a minha pelve e me deixar levar pelo delírio que a voz dele criava.
— Abre a foto que acabei de te mandar no chat, o Thiago sussurrou, a respiração dele já bem acelerada na ligação. — Olha como o meu cuzinho está com saudade de você, esperando pelo seu retorno.
Com a mão esquerda trêmula, peguei o celular e abri a janela de mensagens. Era uma foto que ele tinha acabado de tirar no espelho do banheiro do hotel. Ele estava de costas, completamente nu, dobrando um pouco os joelhos e puxando as bandas daquela bunda redonda e maravilhosa com as mãos, revelando a intimidade brilhante, implorando para ser tomada.
— Puta que pariu, amor… Desse jeito eu não vou aguentar muito tempo — falei, a voz quase sumindo, o quadril dando leves solavancos involuntários contra o masturbador enquanto meus olhos devoravam aquela imagem.
— Não engole o choro, não, amor. Geme para mim, quero ouvir, ele pediu, a voz carregada de luxúria. — Estou aqui na cama do hotel com os olhos fechados, imaginando o seu pau enorme entrando e saindo de mim, rasgando tudo, e as suas bolas batendo com força contra a minha bunda… Você sabe que é o único dono de tudo isso aqui, né? Você é todo meu… Vai, amor, goza para mim!
A combinação daquela voz no meu ouvido, da foto pornográfica dele na tela do meu celular e dos estímulos elétricos e perfeitos do brinquedo foi o estopim para o meu controle evaporar por completo. Senti uma onda de prazer absurda subir pelo meu peito. Meu corpo arqueou na cama, meus dedos dos pés se contraíram e eu desabei em um orgasmo longo e violento.
Gritei o nome dele bem alto no quarto vazio, enquanto o masturbador continuava a sugar e a massagear meu pau no meio dos jorros quentes de esperma que batiam contra o silicone interno. Do outro lado da linha, ouvi o Thiago soltar um gemido longo, rouco e abafado, seguido por uma respiração pesada, mostrando que ele também tinha chegado ao limite junto comigo.
Como podia um homem ser tão perfeito assim? Mesmo longe, ele tinha encontrado um jeito de me dar o melhor presente que eu poderia receber e de se fazer presente na minha noite. Limpei tudo com calma e voltei para a cama, sabendo que, apesar da distância física, nossa conexão era indestrutível.
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