Sexo com Olhos Vendados: Realizei um Fetiche e Gozei Antes do Esperado
O que vem a seguir vai te deixar com vontade de correr pro quarto, abrir a gaveta e procurar alguma venda que você tenha em casa. Pode ser um lenço. Um pano de prato. Eu não to brincando. melhor ainda se for uma venda em couro bem sexy.
Eu e o Jorge já estávamos saindo fazia um tempo. Sabe aquele tipo de relacionamento que começa gostoso e só fica melhor conforme você vai conhecendo o outro de verdade? Era assim. A gente tinha uma sintonia no vuc-vuco que, juro, eu nunca tinha tido com ninguém. Ele sabia o que eu gostava antes de eu pedir, e eu aprendi a ler o corpo dele num nível que a ciência ainda não conseguiu explicar.
Mas, meus amores… você já teve aquela sensação de que o cardápio do restaurante favorito tá bom, mas você quer experimentar algo que não tá lá? Aquele frio na barriga de “será que posso pedir uma coisa diferente?” Pois é. Foi exatamente isso que eu senti depois de um tempo. O sexo era incrível. Mas eu queria explorar. Eu tenho fetiches, não vou fingir que não. Alguns já realizei, outros estão na minha listinha mental de coisas pra fazer antes de morrer.
E um deles estava esperando o momento certo.
Você é uma mulher que quer ganhar dinheiro extra ou está pensando em começar seu próprio negócio? Então, este guia é para você. “Começando a Revender: O Guia Completo para Iniciantes no Mundo do Empreendedorismo” é um caminho simples e claro para quem quer entrar no mundo das vendas.
A amaurofilia. Isso mesmo, soa como nome de planta exótica, mas é basicamente o fetiche de transar sem poder ver. A privação de um sentido que ativa todos os outros. Eu já tinha lido sobre isso, ficado obcecada com a ideia por semanas, e finalmente comprado uma máscara de dormir bem fechada e uma venda extra só pra garantir. Ficaram na gaveta por um tempão, me esperando. Porque a hora certa importa.
A hora certa foi uma noite de sábado.
Eu e o Jorge estávamos na minha sala, já na segunda garrafa de vinho. A primeira tinha ido sem que a gente percebesse, daquele jeito que acontece quando a conversa tá boa e o ambiente tá gostoso. A música baixinha, a luz da abajur, aquela preguiça confortável de quem não precisa ir a lugar nenhum. Foi ali, com o copo quase vazio na mão, que eu senti o momento chegando.
“Quer uma coisa diferente hoje?”, eu falei, com aquele tom que ele já sabia que não era pergunta inocente.
Ele me olhou com aquele sorriso torto de safado. “Do que você tá falando?”
“Comprei uma máscara e uma venda pra olhos.” Pausa dramática. “Pra você.”

A minha venda estava guardada para outra oportunidade…
A expressão dele foi uma obra de arte. Dois segundos de surpresa genuína, depois um sorriso abrindo devagar, daquele jeito que deixa o coração da gente na meia bomba antes mesmo de começar qualquer coisa. “Tô dentro”, ele disse. Simples assim. Sem questionamento, sem cerimônia. Eu amava isso nele.
Peguei a máscara e a venda, e coloquei nos olhos dele com cuidado. Uma camada. Depois a outra. Ajustei. “Tá te deixando passar luz em algum lugar?” Ele balançou a cabeça que não. Perfeito.

Naquele momento, o Jorge dependia completamente dos meus movimentos. Ele não sabia se eu estava do lado direito ou esquerdo, se estava perto ou longe, se ia tocar primeiro o rosto ou o corpo. E essa incerteza, meus amores, transforma qualquer toque em uma coisa absurda. Literalmente qualquer coisa.
Fiz silêncio por uns segundos. Só pra ele sentir o silêncio. Só pra ele ficar um pouquinho louco com a espera.
Então me agachei e tirei a cueca dele com delicadeza. Sem pressa. Deixei o elástico deslizar devagar pelas coxas, deixei ele sentir o tecido saindo, sentir o ar do quarto. Quando a neca dele ficou exposta, já estava semi-dura só pela antecipação. O corpo já sabia o que a cabeça ainda não tinha certeza.
Eu não disse nada. Só fui.
Tomei ele na boca devagar, do jeito que ele mais gosta, com aquela pressão na ponta que faz ele fechar os olhos mesmo quando os olhos já estão vendados. O corpo inteiro dele arrepiou numa fração de segundo. Juro que nunca tinha visto ele assim. Era como se cada terminação nervosa tivesse acordado ao mesmo tempo, sem o atalho da visão pra distrair.
Ele gemeu baixinho. Apertou o lençol com os dedos.
Eu continuei, mas aos poucos fui mudando. Uma mordidinha leve no saco. Uma lambida longa na ponta da neca. A mão espalmada subindo pelo abdômen enquanto eu ia alternando os ritmos. Rápido, devagar, pausa, de novo. Tudo calculado. Tudo cruel, no melhor sentido dessa palavra.
“Brunna…” ele disse, e o tom era de súplica mais do que de qualquer coisa.
Eu adorei.
Ele estava duro que parecia que ia explodir a qualquer momento. Eu sentia que ele queria gozar na minha boca, que o corpo dele tava pedindo isso com tudo. Mas não era hora. Eu tinha outros planos e eles eram muito melhores do que um final rápido.
Parei.
Ele ficou suspenso no ar por um segundo, esperando o próximo toque que não veio. “Não para…” Voz rouca, respiração curta. Lindo.
Eu tirei a calcinha sem fazer barulho. Fiz isso enquanto ele ficava ali, na cama, vendado, sem saber exatamente onde eu estava. Senti a minha pepeca molhada com uma clareza que me surpreendeu, porque é isso que o fetiche faz com os dois lados, meus amores. Ele não era só pra ele. Era pra mim também.
Então subi na cama e, sem nenhum aviso, montei nele.
Estava com tanto tesão e tão molhadinha que fiz em um movimento só.
A reação do Jorge foi instantânea. Um gemido alto, uma mão que veio parar no meu quadril sem que ele soubesse direito como, os dedos apertando com força de quem finalmente achou o chão depois de flutuar. “Nossa”, foi tudo que ele conseguiu dizer.
Comecei a cavalgar. Pra frente e pra trás primeiro, aquele movimento que vai sentindo o formato dele lá dentro e vai ajustando o ângulo até achar o que faz a cabeça girar. Depois comecei a sentar mais fundo, abrindo as pernas pra sentir ele por completo, aquela sensação de preenchimento que nenhum vocabulário do mundo consegue descrever direito mas que qualquer mulher que já sentiu sabe exatamente do que eu tô falando.
Por cima, eu ia me inclinando pra dar mordidinhas em lugares que ele não esperava. No pescoço. No lóbulo da orelha. No ombro. Ele não sabia o que vinha a seguir, então cada toque chegava com uma intensidade dobrada. Eu ouvia ele respirar pesado, sentia o quadril dele tentando responder ao meu ritmo, tentando puxar eu mais pra baixo, mais pra dentro.
“Você tá me matando”, ele disse, com voz de quem tá muito, mas muito longe de querer morrer.
Mas eu ainda não tinha terminado de realizar o meu fetiche de verdade.
Parei de cavalgar. Sai de cima dele devagar, deixei aquela pausa enorme no ar. Fui até a ponta da cama e tirei a venda dele.
Ele piscou algumas vezes, os olhos se ajustando à luz baixa do quarto. Me encarou com uma cara de tesão tão honesta que quase me fez pular nele de volta. Mas eu me segurei porque eu tinha uma fala pra dar.
“Agora vem me comer de quatro”, eu disse, olhando direto pra ele. “E eu quero te ver gozar.”
O Jorge saiu da cama que nem um bicho. Sem exagero: levantou rápido, a neca apontada pra mim, os olhos escuros de tanto tesão acumulado. Ele não caminhou até mim, ele chegou. Com aquela pressa de quem ficou segurando fôlego embaixo d’água por tempo demais.
Me virei, apoiei as mãos no colchão, as pernas abertas no ângulo certo. Ele segurou meu quadril com as duas mãos e entrou.
Forte.
Do jeito que quando você pensa que sabe o que tá vindo, não sabe.
Gozei antes de querer. Antes de planejar. Antes de dar o aviso de que tava chegando, porque não deu tempo. A combinação de tudo que tinha vindo antes, de estar me segurando enquanto controlava ele, de finalmente sentir o peso e o ritmo dele sem nenhuma mediação, me levou de um jeito que eu ainda tô processando. O orgasmo veio como um solavanco, alto, incontrolável, com aquela vontade ridícula de rir e chorar ao mesmo tempo que só acontece quando é de verdade.
Ele continuou.
E logo depois foi a vez dele, com um gemido que saiu do peito e foi parar em todo o quarto, as mãos apertando meu quadril com força antes de soltar. Caímos no colchão lado a lado, os dois respirando fundo como quem acabou de fazer algo que não tava bem na lista de habilidades e descobriu que tava, sim.
Ficamos quietos por um minuto. Dois. O tipo de silêncio gostoso que não precisa de nada.
Então ele pegou a máscara que tinha ficado do lado da cama, colocou de volta nos olhos dele e falou, com a maior cara de pau do mundo: “Caralho, isso foi bom demais. Nem sabia que eu tinha esse fetiche também.”
Eu gargalhei. Do fundo do estômago. Daquele jeito que aparece quando você tá completamente relaxada e completamente feliz ao mesmo tempo.
“Posso pedir uma pizza?” ele perguntou, ainda com a máscara.
“Pode.”
E foi o que aconteceu. Sexo com venda, gozada antes do esperado e pizza no final. Alguém tem alguma coisa a reclamar?
Meus amores, a amaurofilia entrou pra lista de coisas que eu faço de novo. Com convicção. Com premeditação. E talvez com uma terceira garrafa de vinho. Talvez na quarta já consiga usar minhas algemas que comprei e ainda não tive coragem de usar.







