Escada de emergência: entre o desejo e o silêncio
Eu não fui pra festa pra conhecer ninguém.
Fui porque a Cris insistiu por três semanas, porque meu moletom favorito ainda estava na lavanderia e porque, no fundo, eu precisava sair do meu próprio apartamento antes de virar parede. Fui sem expectativa. Sem aquele esforço chato de quem quer impressionar.
E foi exatamente por isso que eu o vi.
Ele estava do outro lado da sala, copo na mão, rindo de algo que o amigo tinha falado. Mandíbula forte, camisa aberta no primeiro botão, esse tipo de presença que não grita mas pesa. E quando ele levantou os olhos do nada e me pegou olhando, não desviou.
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Ficou.
Eu fiquei também.
Foram três segundos. Talvez quatro. O tipo de olhar que não precisa de legenda.
A Cris falou alguma coisa no meu ouvido. Eu respondi qualquer coisa. Meus olhos voltaram pra ele antes que eu terminasse a frase. Ele ainda estava me olhando.
Passou meia hora assim: ele de um lado, eu do outro, a festa inteira sem saber que estava sendo usada como palco. Toda vez que eu ria de algo, eu sabia que ele estava vendo. Toda vez que eu virava de costas pra pegar algo na mesa, eu sentia.
Quando ele cruzou a sala na minha direção, meu estômago não deu borboleta. Deu choque.
“Você está evitando alguma coisa ou só gosta de ficar na beirada da festa?”
Voz grave. Aquela voz que você sente mais do que ouve.
“As duas coisas”, eu disse. “E você?”
Ele sorriu, e foi um sorriso que não era inocente em nada. “Estava esperando um bom motivo pra me mover.”
A conversa durou quinze minutos. Não foi profunda. Foi direta. Tinha uma corrente elétrica no meio de cada frase, e a gente sabia disso, e continuou falando assim mesmo porque esse é o jogo mais gostoso do mundo: fingir que você está só conversando enquanto o desejo vai enchendo o espaço entre vocês dois.
Até que ele disse, baixo demais pra mais alguém ouvir: “Tem uma escada de emergência nesse prédio.”
Eu olhei pra ele. Ele olhou pra mim.
Eu disse: “Sei.”
E saímos juntos sem despedir de ninguém.
A porta da escada bateu atrás da gente e o barulho da festa virou surdo de uma vez. Cimento frio, luz amarela, aquele silêncio espesso que só existe quando duas pessoas estão sozinhas e as duas sabem o que veio fazer ali.
Ele me encostou na parede antes que eu terminasse de me virar.
Não foi violento. Foi inevitável.
As mãos dele foram direto pra minha cintura, firmes, como se ele soubesse exatamente onde me segurar. Minha boca encontrou a dele antes que qualquer palavra fosse dita, e foi um beijo que não tinha apresentação: tinha fome. Tinha pressa. Tinha aquele gosto de coisa que não devia mas vai acontecer de qualquer jeito.

Eu enrolei os dedos na camisa dele e puxei.
Ele gemeu baixo contra minha boca.
A mão dele foi subindo, pelo quadril, pela lateral do corpo, parando na borda da minha blusa. Pergunta sem palavras. Eu levantei o braço em resposta, e ele deslizou a mão pra dentro do tecido, palma quente direto na minha costela, subindo devagar como se quisesse me deixar louca antes de chegar em qualquer lugar bom.
Chegou. Quando os dedos dele encontraram meu seio, eu mordi o lábio dele sem querer.
“Isso.” Ele disse só isso, encostado na minha boca. Só isso.
Eu estava com saia. Ele percebeu. A mão que estava na minha cintura desceu, pegou a barra do tecido, subiu pela minha coxa de um jeito que fez minha respiração falhar. Quando os dedos chegaram na calcinha, ele pausou um segundo.
Sentiu que estava molhada. “Desde quando?” ele perguntou, voz rouca.
“Desde o outro lado da sala”, eu admiti.
Ele afastou o tecido de lado e tocou na minha buceta com dois dedos, direto, sem enrolação, e eu tive que morder meu próprio punho pra não fazer barulho. Ele trabalhou ali com uma paciência que não combinava com a urgência de tudo antes, deslizando no meu grelo com aquela pressão exata que faz a gente perder o fio do raciocínio. Eu estava com a cabeça jogada pra trás, ombro na parede gelada, esquecendo completamente que tinha uma festa a quarenta metros dali.
“Olha pra mim”, ele disse. Eu olhei. Ele me olhou fazer.
E foi isso que me acabou: ser vista assim, completamente aberta, pelos olhos dele fixos nos meus enquanto os dedos não paravam.
Eu vim com os dentes fechados e os joelhos bambos, com a mão dele me segurando pela cintura porque meu corpo quis dobrar.
Ele esperou eu respirar de volta.
Aí encostou a testa na minha e disse, quase rindo: “Eu nem coloquei a camisinha ainda.”
Tirou da carteira. Abriu com os dentes enquanto eu desabotoava a calça dele. Quando a neca apareceu na minha mão eu entendi por que ele estava tão confiante a noite toda: tinha motivo.
Ele me virou de frente pra parede com uma calma que era o oposto de calma.
Entrou devagar, primeiro, só pra sentir, só pra eu sentir, e eu ouvi meu próprio gemido ecoar no cimento e não me importei nem um pouco. Depois ele parou de ter paciência.
As macetadas vieram num ritmo que não deixava espaço pra pensamento. Mãos dele na minha bunda, quadril batendo no meu, aquele som úmido e pesado que é a trilha sonora mais honesta do mundo. Eu estava com a palma aberta na parede, empurrando de volta, porque aquilo estava bom demais pra ficar quieta.
“Você é incrível”, ele disse, mais pra ele mesmo do que pra mim.
Eu não respondi. Estava ocupada demais chegando de novo.
Quando ele veio, foi com um gemido sufocado no meu pescoço e os dedos deixando marca no meu quadril. A gente ficou parado um segundo, respirando junto, suados, amassados, completamente fora de lugar num hall de emergência de prédio residencial.
E então ele riu. Um riso baixo, genuíno, aliviado.
Eu ri também.
“Nem sei seu nome”, eu disse.
“Rafael.”
“Fernanda.”
Aperto de mão não rolou. Ele me beijou de novo, mais devagar dessa vez, com aquela calma que a urgência não tinha dado espaço antes.
Quando a gente voltou pra festa, a Cris me olhou de um jeito que só uma amiga entende.
Eu não disse nada.
Não precisei.
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