Três corpos, um segredo antigo
Fui eu que sugeri.
Quero deixar isso claro desde o começo, porque é fácil reescrever a história depois. Mas fui eu que falei o nome dela, foi a minha voz que disse “e se a gente convidasse a Carol?” numa quinta-feira à noite, com o vinho pela metade e o Thiago me olhando como se eu tivesse acabado de virar outra pessoa.
Ele não respondeu de imediato. Ficou me encarando, e eu deixei ele me encarar. Havia anos que a gente falava de fantasias como quem fala de viagem que nunca vai acontecer. Bonito de imaginar, impossível de marcar. Mas desta vez eu não tinha feito uma pergunta. Tinha dado um nome.
Carol.
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Eu a conheço desde antes de existir o Thiago na minha vida. Ela que me levou pra festa onde eu o conheci, aliás, e passou a noite inteira bebendo sozinha enquanto eu não tirava os olhos daquele homem. A gente sempre foi próxima do jeito que mulheres próximas são: sem filtro, sem performance. Ela sabia da minha vida e eu sabia da dela.
Mas eu nunca tinha imaginado ela assim.
Até uma noite em que imaginei.
Não vou entrar em detalhes sobre o que aconteceu na minha cabeça antes de acontecer de verdade. Só digo que quando o pensamento veio, ele não veio sozinho e nunca mais foi embora.
Thiago disse sim.
Carol disse sim depois de uns três dias de mensagens que começaram objetivas e foram ficando menos objetivas, até que ela mandou um áudio curto, a voz um pouco diferente do normal, dizendo que queria. Que tinha pensado muito. Que queria.
Marcamos para uma sexta.
Eu fiz jantar porque precisava fazer alguma coisa com as mãos. Isso é uma coisa que ninguém te conta sobre montar um encontro assim: que você vai precisar ocupar as mãos senão enlouquece. Cortei legumes, temperei, lavei louça que não estava suja. Thiago ficou me olhando da bancada com um sorriso que era carinho puro, e eu disse “para de me olhar assim” e ele disse “não vou parar nunca.”
Quando a campainha tocou, eu respirei fundo duas vezes.
Carol entrou com uma garrafa de vinho e um perfume que eu não reconheci, e que ficou na sala inteira depois que ela passou. Tinha feito o cabelo diferente. Nenhuma de nós mencionou isso. A gente se abraçou no corredor, do jeito de sempre, e o corpo dela estava um pouco mais rígido que o de costume, o que me disse que ela estava exatamente tão nervosa quanto eu.
Isso, por algum motivo, me acalmou.
O jantar foi normal no começo. As conversas que a gente sempre tem: trabalho, notícias, uma história engraçada sobre a vizinha nova. O vinho ajudou. Não no sentido de apagar, mas no sentido de amolecer as arestas do que estava suspenso no ar entre nós três.
Foi durante a segunda taça que a coisa mudou de tom.
Não houve um momento exato. Foi um olhar que durou um segundo a mais, foi a mão dela pousando no meu braço enquanto ria de alguma coisa e não saindo tão rápido quanto seria normal, foi o Thiago ficando quieto de um jeito específico, aquele silêncio que eu conheço porque é o silêncio de quando ele está prestando atenção de verdade.
Eu olhei para ela.
Ela estava me olhando.
“Posso te contar uma coisa?” ela disse.
“Pode.”
“Eu fiquei com medo de me arrepender depois.” Uma pausa. “Agora estou com medo de não fazer.”
Thiago levantou e foi buscar mais vinho sem ninguém pedir.
Fui eu que me aproximei dela primeiro. Achei que seria ele, mas fui eu. Me movi devagar, do jeito que você se move quando não quer assustar nem ser assustada, e a distância foi diminuindo sem que nenhuma das duas se levantasse de verdade, só inclinando, só chegando perto.
Quando eu toquei o rosto dela foi com a ponta dos dedos, levinho. Ela fechou os olhos.
Thiago estava de volta quando a gente se beijou. Ouvi a garrafa pousar na bancada atrás de mim com muito cuidado, como se ele tivesse com medo de quebrar alguma coisa. Não o vidro. Outra coisa.
O beijo dela era diferente. Não melhor nem pior, só diferente de um jeito que eu não sei descrever direito. Mais macio em algum lugar que eu não esperava. As mãos dela foram para a minha cintura e eu senti o calor delas através do tecido.

Não precisou mais de convite.
Fui eu que a levei para o quarto. Pela mão, como quem diz: eu escolhi você, venha.
No quarto as peças foram saindo sem pressa, a lingerie da Carol era linda, combinava com ela. Havia uma espécie de clareza no ar. Passei a mão pelo ombro dela devagar, pela curva do seio, e ela deixou um som escapar que era baixinho mas que preenchia o silêncio inteiro.
Thiago ficou atrás de mim, a boca no meu pescoço, as mãos na minha cintura, me segurando enquanto eu explorava ela. Era uma sensação estranha e completamente boa, a de estar no meio de tudo, de ser ao mesmo tempo a que toca e a que é tocada.
Quando deitamos na cama, ela ficou entre mim e o Thiago por um tempo, e eu fiquei observando ele com ela, aquele homem que eu conheço de cor em situação completamente nova, e foi diferente de qualquer ciúme que eu podia ter esperado. Era quase como ver ele pela primeira vez. Ela sabia o que estava fazendo, as mãos dela tinham uma confiança que eu não esperava, e quando ela gemeu eu senti um calor descer direto pelo meio do corpo.
Então ela se voltou pra mim.
Tinha uma atenção nos olhos dela que me pegou desprevenida. Ela foi descendo devagar, a boca no meu pescoço, no meu peito, na barriga, e eu entendi o que estava prestes a acontecer dois segundos antes de acontecer. Quando a boca dela chegou na minha buceta eu prendi o ar. Ela sabia exatamente o que estava fazendo porque ela sabe, do mesmo jeito que eu sei, do jeito que quem tem aquele mesmo corpo sabe, e a língua dela no meu clitóris tinha uma precisão que me deixou com as mãos apertadas no lençol em menos de um minuto.
Thiago ficou do meu lado, a boca no meu ouvido, a mão percorrendo o meu corpo enquanto ela trabalhava em mim. O calor subiu rápido. Eu não queria chegar rápido mas meu corpo tinha planos diferentes, e quando eu gozei foi com o nome dela na boca, em voz mais alta do que eu pretendia.
Ela subiu sorrindo.
“Eu quero o Thiago”, ela disse, direto, sem cerimônia, e eu gostei demais da honestidade disso.
Fiquei do lado deles. Às vezes com a mão nela, às vezes com a boca no Thiago, fazendo aquele encontro ser de três de verdade, não de dois com uma assistindo. Quando ela veio foi agarrada no meu braço, os dedos dela cravando na minha pele, e o som que ela fez era de entrega total.
Depois o Thiago voltou pra mim.
Já era o melhor sexo que a gente tinha tido em anos, e a gente nem tinha chegado nessa parte ainda. Ele me conhece, mas naquela noite havia uma intensidade a mais, como se tivesse uma câmera ligada que era o olhar da Carol ali do lado, e ele estava no ponto de bala de um jeito que eu senti assim que ele entrou em mim.
Não demorou muito. Não precisava.
Depois, ficamos deitados os três sem falar por um tempo que não soube medir. Thiago adormeceu primeiro, do jeito que ele sempre adormece, de repente, sem avisar. Eu e Carol ficamos acordadas mais um pouco, no escuro, e ela disse “obrigada por ter confiado em mim” e eu disse “obrigada por ter vindo.”
Silêncio.
Depois ela disse, em voz baixa pra não acordar ele: “você sempre soube que eu queria, né?”
Demorei um segundo.
“Eu soube quando eu precisei saber.”
Ela riu baixinho.
Na manhã seguinte fiz café, ela foi embora com o cabelo diferente do jeito que tinha chegado, e a gente se abraçou no corredor de novo. O abraço desta vez não tinha rigidez nenhuma.
Só calor.
Fui eu que sugeri. E faria de novo.
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