homem e mulher no escritório para ilustrar um conto erótico

O que acontece depois do expediente

Eu devia ter ido embora às seis.

Todo mundo foi. A sala esvaziou num segundo, como sempre acontece quando o relógio bate na hora certa e as pessoas sentem que têm permissão pra sair. Cadeiras empurradas, notebooks fechados, aquele barulho coletivo de gente que já está mentalmente no carro. Eu fiquei. Ela ficou.

Não foi planejado. Pelo menos eu me digo isso.

A reunião tinha sido longa, daquele jeito que drena tudo e ainda deixa uma lista enorme de pendências pra resolver na mesma tarde. Eu precisava responder um email antes das seis e trinta. Ela estava fechando uma planilha que não podia esperar até amanhã. Razões legítimas, as duas. E ainda assim, quando a sala ficou só nossa, eu senti alguma coisa mudar no ar. Uma pressão diferente. Aquela espécie de silêncio que não é vazio, mas cheio.

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Eu me sentei de volta na minha cadeira sem olhar pra ela.

Mas eu sabia exatamente onde ela estava.

Conheci a Mariana três meses atrás, quando ela entrou no time. Primeira impressão: competente, direta, não desperdiça palavra. O tipo de pessoa que faz você querer subir o nível só pra manter o ritmo. A segunda impressão, que eu guardei só pra mim, foi completamente diferente. Foi a forma como ela segurava a caneta quando pensava. Era a maneira como ela inclinava a cabeça levemente pra direita quando discordava de alguma coisa, antes de falar. O jeito que ela sorria quando achava que ninguém estava olhando.

Eu estava sempre olhando.

Mas eu sou profissional. Eu sei separar. Então eu separei, todo dia, durante três meses, e achei que tava funcionando muito bem.

Até aquela noite.

O escritório vazio tem um som diferente. Sem as vozes sobrepostas, sem o teclado de dez pessoas ao mesmo tempo, você começa a escutar detalhes que normalmente somem no ruído. O ar condicionado. A luz fluorescente que zumbe levemente perto da janela. A própria respiração.

E a dela.

Ela estava do outro lado da mesa de reunião, de volta na cadeira dela, com o notebook aberto e a expressão de quem está concentrada mas também um pouco cansada. Os cabelos, que ela tinha prendido de manhã com aquele tipo de desatenção calculada que fica bonita por acidente, estavam levemente soltos agora. Uma mecha caía do lado do rosto. Ela não corrigiu.

Eu olhei pro meu email e não li uma palavra.

“Você ainda tá naquele relatório?” ela perguntou, sem levantar os olhos.

“Acabei de terminar.” Mentira. “Só revisando.”

Ela fez um som que podia ser “entendi” ou podia ser “sei lá”, daqueles sons que as pessoas fazem quando estão ocupadas mas ainda assim presente. Depois ficou quieta de novo.

Eu mandei o email. Fechei o notebook. E fiquei sentado.

Vou embora daqui a pouco, eu pensei. É só me levantar.

Não me levantei.

Não sei quem se moveu primeiro. Acho que foi ela, quando foi buscar um copo d’água na garrafa que estava na outra ponta da mesa. Quando voltou, sentou mais perto. Não muito. Só uma cadeira de distância em vez de quatro. O tipo de coisa que pode ser interpretada como nada ou pode ser interpretada como tudo.

Eu interpretei como tudo.

“Essa reunião foi pesada,” ela disse.

“Foi.”

“Você concorda com o que o Marcos propôs?”

“Não completamente.”

Ela virou pra mim. Não a cabeça só. O corpo inteiro, uma virada que eu senti como alguma coisa física, como mudança de temperatura. Estava me olhando com aquela expressão de interesse genuíno que ela tem e que é impossível de fingir.

“Eu também não. Por que você não falou nada?”

“Fiz as minhas contas. Preferi esperar.”

“Você sempre espera.”

Não era uma crítica. Era observação. Ela estava me lendo, aquele tipo de leitura que é intimidade disfarçada de análise. E eu percebi, ali, que ela tinha feito isso antes. Que ela me observava também.

Essa percepção me acertou em algum lugar abaixo da garganta.

“Você também,” eu disse. “Você esperou a sala esvaziar pra ficar.”

Ela não desviou o olhar. “Eu precisava terminar a planilha.”

“Terminou?”

Uma pausa. Pequena. Mas eu contei cada segundo.

“Há uns vinte minutos.”

Não sei bem como a distância foi diminuindo. Ela voltou a olhar pro notebook e eu me aproximei pra “ver a planilha” com um pretexto tão fraco que os dois sabíamos o que era. Meu ombro ficou rente ao dela. Eu podia sentir o calor do corpo dela através da manga da camisa. Ela não se afastou.

Ficamos assim. Fingindo olhar pra tela.

E então ela virou o rosto e a distância entre nós era menos de um palmo e os olhos dela estavam nessa zona onde expressão e intenção são a mesma coisa.

Eu não pensei mais.

Beijei ela.

Não com pressa. Não com aquela coisa impulsiva de quem tem medo de perder a janela. Foi um beijo lento, deliberado, com a mão no rosto dela, e ela correspondeu com uma pressão que me disse tudo que eu precisava saber sobre quantos dias ela também estava esperando por isso.

Quando a gente separou, ela estava com os olhos ainda fechados por um segundo.

Depois abriu. Me olhou.

“Gostei hein,” ela disse baixinho.

A sala de reunião tem uma porta com fechadura. Eu a fechei enquanto ela desligava a luz principal, deixando só o reflexo da cidade pela janela. São Paulo lá fora, laranja e cinza, enquanto a gente ficava no escuro relativo, e a única coisa real era ela vindo na minha direção.

Ela me encontrou de frente. As mãos dela foram direto pra minha gravata, soltou o nó com uma atenção de quem não tem pressa mas sabe o que quer. Eu coloquei as mãos na cintura dela e puxei. Ela chegou perto sem resistência, aquele tipo de entrega que não é fraqueza, é decisão.

Beijo mais fundo agora. A língua dela encontrou a minha e eu ouvi um som que ela fez baixinho, quase engolido, que foi a coisa mais honesta que ela tinha dito a noite inteira.

Minha mão subiu pelas costas, sentindo cada vértebra pelo tecido da blusa. Ela arqueou levemente. Eu deslizei os dedos até a nuca e ela ficou quieta nessa posição por um segundo, como quem gosta de ser segurada.

Eu aprendi isso sobre ela em trinta segundos. Memorizei.

A blusa foi. Eu ajudei. Debaixo era um sutiã simples, preto, mas o que me prendeu foi a linha do ombro dela, a curva que descia pro pescoço, a pele que tinha aquele cheiro levemente diferente no final do dia, como verão guardado. Eu passei a boca ali e ela prendeu a respiração.

“Aqui não,” ela disse. Mas não era não. Era instrução.

“Onde então?”

Ela guiou minha mão. Pra baixo, sobre a saia, até o calor dela. E eu entendi o que ela estava dizendo.

A mesa de reunião, que tinha passado o dia inteiro sendo superfície pra laptop e copo de café e papéis cheios de números, virou outra coisa completamente. Ela sentou na borda e puxou minha camisa pra perto enquanto eu afastava a saia dela com cuidado mas sem demora.

mulher em cima de mesa de escritório com pernas abertas e homem a beijando

Quando minha mão chegou entre as pernas dela e eu senti o quanto ela estava molhada, eu tive que parar por um segundo só pra processar. Aquilo não era de agora. Aquilo vinha de antes. Da reunião, talvez. Dos olhares que eu achava que disfarçava. Dos três meses todos.

“Olha que saudade eu tava com você,” eu disse baixinho.

Ela jogou a cabeça pra trás e fez um som que não era resposta mas era confirmação.

Eu trabalhei com os dedos, explorando o ritmo que ela respondia melhor, prestando atenção em cada detalhe. Quando eu encontrei o grelo dela e aumentei a pressão no lugar certo, ela agarrou meu ombro com uma força que ia deixar marca. Eu não me importei. Me importei muito com o oposto.

“Não para,” ela disse. E eu não parei.

Ela veio com os dedos no meu pulso, segurando minha mão no lugar certo, os quadris indo de encontro ao meu toque, e o som que ela fez foi abafado mas completo, real, daqueles que ninguém performa.

Eu fiquei olhando pra ela enquanto isso. Não consigo explicar o que senti exatamente. Tesão, sim. Mas também algo maior. Aquela coisa de ter acesso a alguém de verdade.

Ela desceu da mesa e foi pelas minhas calças com uma objetividade que me deixou sem fala. A neca já estava dura fazia tempo, aquela tensão toda tinha duração, e quando ela fechou a mão ao redor de mim eu ouvi minha própria respiração mudar de tom.

“Você tem alguma coisa?”

Carteira. Bolso de trás. Eu tinha, por hábito de homem que aprende com a própria falta de sorte no passado.

Ela colocou a camisinha na minha neca enquanto me olhava, e aquilo foi provocação calculada e os dois sabíamos.

Voltou pra borda da mesa. Me puxou pela camisa de novo.

Quando eu entrei nela, devagar, sentindo cada milímetro daquele calor fechando em volta de mim, ela jogou a cabeça pra trás e fechou os olhos e ficou quieta por um segundo inteiro. Como quem precisa de um momento só pra sentir.

Eu fiquei parado dentro dela esperando.

Ela abriu os olhos. Me olhou.

“Anda,” ela disse.

Aquilo que aconteceu depois não cabe bem em palavras. Eu me lembro de detalhes isolados. A mão dela na minha nuca. O barulho dos quadris dela batendo na beirada da mesa. O reflexo da cidade na janela atrás dela enquanto eu me inclinava pra frente e ela dobrava os joelhos mais alto. O som que ela fazia quando eu aprofundava. A forma como ela mordia o lábio inferior quando chegava perto.

Eu me lembro que em algum momento ela colocou a mão no meu peito e me empurrou pra trás, sem me soltar, e viramos de posição sem parar. Ela ficou por cima. E então eu entendi o que “comando” significa de verdade, porque ela encontrou o próprio ritmo, o próprio ângulo, e usou o meu corpo com uma autonomia que era absolutamente irresistível.

Eu segurei os quadris dela. Pra sentir mais. Não pra controlar.

Quando ela veio de novo, foi com força. Os braços dela se fecharam ao redor do meu pescoço, ela se aproximou de tal forma que eu sentia o coração dela batendo contra o meu peito, e o som dela perto da minha orelha foi a coisa mais intensa da noite inteira.

Pouco depois eu vim também. Com a mão dela no meu cabelo, os olhos dela no meu rosto, e aquela sensação de que os próximos dias iam ser completamente diferentes dos anteriores.

A gente ficou quieto por um tempo. Ela com a cabeça no meu ombro, eu com os braços em volta dela, os dois ainda meio sem fôlego no escuro parcial daquela sala que era território neutro e agora era outra coisa.

“Amanhã tem reunião de novo às nove,” ela disse.

“Eu sei.”

“Vai ser estranho.”

“Vai ser ótimo,” eu disse.

Ela riu. Aquele riso baixo, de canto de boca, que eu tinha memorizado sem saber.

Ficamos mais um tempo assim. São Paulo continuava lá fora, indiferente e barulhenta como sempre. Aqui dentro tinha algo que eu não sabia que ia encontrar naquela noite, quando fiquei depois das seis por causa de um email que nem era urgente assim.

Às vezes você devia ter ido embora mais cedo.

E ainda bem que não foi.

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