Dupla tentação: o acordo que incendiou a noite
A atmosfera daquela festa privativa no topo de um prédio no centro da cidade estava carregada. Entre as luzes neon azuladas e o som que fazia o chão vibrar, meus olhos sempre acabavam voltando para o mesmo lugar do camarote.
Lá estava a Roberta. Alta, dona de um corpo forte, malhado, daqueles que deixam claro que ela se cuida e tem total domínio de si. O rosto tinha aquele ar marrento de quem não abaixa a cabeça para ninguém, mas que se transformava completamente quando ela abria um sorriso de canto, desses de tirar o fôlego.
Naquela noite, ela vestia um blazer preto e calça social de alfaiataria, uma produção que exalava uma seriedade elegante. No entanto, o contraste vinha quando ela ia para a área externa: segurando um copo de vodca, rindo alto e relaxada com os amigos, parecia a pessoa mais livre e magnética do mundo.
Nós já tínhamos ficado uma vez, semanas atrás, e a química tinha sido absurda. Não tínhamos combinado nada para aquela noite, mas o destino, ou o desejo, deu um jeito. Logo na primeira hora de festa, caminhei em direção aos banheiros para retocar o batom. No corredor de concreto aparente, quase sem iluminação, senti uma mão firme segurar meu pulso com delicadeza e me guiar até as costas toparem na parede lisa.
Era ela. Roberta me encurralou ali, aproximando o corpo do meu, o perfume amadeirado dela invadindo todos os meus sentidos.
— Sozinha hoje, gatinha? ela sussurrou perto do meu ouvido, a voz grave competindo com o som abafado da pista. — Queria tanto aproveitar o tempo contigo de novo… Já que você está aqui, não faz sentido a gente perder tempo.
Meu coração disparou no mesmo segundo e senti aquela fisgada quente, um sobressalto na ppk que denunciava o quanto aquela atitude e a firmeza dela mexiam comigo. A segurança que a Roberta exalava era um convite impossível de recusar. Olhei nos olhos dela, mordi o lábio inferior e apenas concordei com a cabeça.
Algum tempo depois, inventamos uma desculpa qualquer para os nossos respectivos grupos de amigos e nos isolamos em um canto mais reservado do lounge. Entre um drink e outro, a música alta virou apenas o pano de fundo para uma conversa cheia de segundas intenções, olhares profundos e flertes que deixavam claro onde aquela noite iria terminar.
A noite corria perfeita, o calor do álcool e da proximidade nos deixando cada vez mais elétricas. Em certo momento, precisei ir novamente ao banheiro. Quando dobrei o corredor de volta para o lounge, procurando pela silhueta da Roberta de blazer, parei a poucos metros ao notar uma cena diferente.
Outra mulher estava conversando com ela. E não era uma conversa qualquer, ela estava definitivamente mais próxima do que o bom senso indicaria, quase colada na Roberta. A desconhecida era lindíssima: cabelos escuros batendo nos ombros, a pele com aquele bronzeado dourado de quem passa os dias no sol, e várias tatuagens bem desenhadas espalhadas pelos braços e colo, que ficavam à mostra num top decotado.
Eu conhecia a Roberta o suficiente para saber que ela não ia dispensar uma mulher daquelas tão fácil. Em vez de dar meia-volta ou demonstrar ciúmes, decidi me aproximar devagar, com passos calmos. Assim que notei minha presença, as duas pararam de falar e me olharam. A Roberta, com a maior naturalidade do mundo e sem demonstrar um pingo de desconforto, deu um passo na minha direção para me incluir na roda, enquanto a outra mulher deu um sorriso enigmático, pediu licença e disse que ia dar uma volta para pegar uma bebida.
Assim que ficamos a sós, a Roberta colou o quadril no meu, passou o braço pela minha cintura e falou bem perto da minha boca, com um brilho de pura safadeza nos olhos:
— E se ela viesse com a gente? O que você acha?
Dei uma risada curta, surpresa com a audácia, e olhei para onde a morena tinha ido.
— Nossa, está fácil assim para o seu lado? Você é uma safada de primeira, Roberta… Mas quer saber? Está bom. Vamos nessa.
Não era nem de longe um hábito meu, eu nunca tinha quebrado essa rotina, mas a ideia de estar na cama com duas mulheres daquelas, gostosas, intensas e cheias de atitude de uma vez só, fez meu estômago dar voltas de puro tesão. A curiosidade venceu qualquer hesitação.
Não demorou muito para sairmos da festa. Pegamos um carro e fomos direto para o motel mais próximo. Chegamos ao quarto com aquela tontura gostosa da bebida, mas o álcool não diminuía em nada o foco principal: estávamos todas com a libido no limite.
Assim que a porta pesada do quarto se fechou, a Roberta deu um sorriso cúmplice e avisou que ia usar o banheiro rápido para tirar o blazer e lavar o rosto. Fiquei a sós com a mulher que tínhamos conhecido no bar, que agora eu já sabia que se chamava Camila.
O silêncio durou apenas dois segundos. Camila deu um passo à frente, segurou minha cintura e me puxou para um beijo urgente. Nós nos enroscamos na parede ao lado da cama. Ela ficou com as costas apoiadas na parede e eu me joguei contra ela, prensando nossos corpos. Nossas línguas se encontraram em um ritmo rápido, faminto. Espalhei minhas mãos pela pele bronzeada dela, sentindo a textura das tatuagens.

Parei o beijo por um instante, segurei o pescoço da Camila com uma das mãos, apertando de leve, e sussurrei bem baixinho contra os lábios dela, ditando um pouco de posse:
— Você vai se comportar direitinho com a gente, não vai? Eu nem liguei de dividir a Roberta com você hoje… então aproveita.
Camila soltou um riso abafado, os olhos brilhando de excitação com a minha provocação.
— Fica tranquila, gata. Eu não quero roubar ninguém. Só quero curtir o momento com vocês duas.
Voltamos a nos beijar com ainda mais vontade. Nossas pernas se entrelaçaram de um jeito que a minha bu
ceta começou a se esfregar na coxa dela por cima do tecido fino da minha roupa. Sentir o calor dela, os seios pressionados contra os meus e os suspiros pesados de desejo ecoando no quarto estava me deixando louca.
Foi nesse momento que ouvimos o barulho da porta do banheiro abrindo. A Roberta apareceu apenas de calça e com o top preto, os cabelos levemente desalinhados. Ela parou, cruzou os braços e ficou assistindo à nossa cena por alguns segundos, com um olhar de pura aprovação.
— Minhas meninas… a Roberta disse, aproximando-se devagar com passos predatórios. — Que delícia ver que vocês já estão se divertindo e se entrosando tão bem. Mas eu também quero a minha parte, né?
O comando dela nos levou direto para a cama de casal enorme, sob as luzes vermelhas do teto. A Camila deitou de costas no colchão, tirando o top rapidamente e revelando os seios firmes, com os mamilos já rígidos. Eu me movi logo em seguida, ficando de quatro por cima dela, alinhando nossos corpos.
Comecei a descer meus lábios pelo pescoço da Camila, chupando e massageando os seios dela com as mãos, ouvindo os primeiros gemidos manhosos que ela soltava. Fui descendo os beijos pela barriga dela, sentindo o abdômen contrair a cada toque da minha língua, até chegar no meio das pernas dela, que se abriram sem qualquer timidez.
A buceta da Camila estava quente, muito molhada. Comecei a estimular o clítoris dela com movimentos rápidos da língua, enquanto enfiava dois dedos dentro dela, sentindo ela me e apertar. Ela jogou a cabeça para trás, cravando as unhas no lençol.
Enquanto eu estava totalmente concentrada no prazer da Camila, senti a presença da Roberta se acomodar logo atrás de mim. As mãos fortes dela se espalharam pelas minhas nádegas, apertando com vontade antes de desferir alguns tapas firmes na minha bunda.
O som ecoou no quarto e a ardência fez meu tesão explodir. Empinei a bunda ainda mais na direção dela, arqueando as costas enquanto continuava a lamber a Camila. Olhei para trás por cima do ombro e vi que a Roberta já tinha colocado um cintaralho, um strap-on realista e imponente que brilhava sob a luz vermelha.
— Pronta para receber o que você estava pedindo desde o corredor da festa? a Roberta perguntou, a voz rouca cheia de autoridade.
Eu mal consegui responder, apenas soltei um gemido de concordância. Sem perder tempo, a Roberta segurou meu quadril com as duas mãos e empurrou o brinquedo de uma vez só para dentro de mim.
— Ah, meu Deus… Roberta! dei um grito agudo, sentindo aquela espessura me preencher por completo por trás, mudando totalmente o meu ritmo.
A sensação era deliciosa, um preenchimento absurdo. A Roberta começou a meter com força e velocidade, um vaivém implacável que fazia meu corpo balançar por cima da Camila. Eu tentava manter o foco na buceta da Camila, que continuava a rebolar contra o meu rosto, mas a força das estocadas da Roberta por trás estava me deixando sem forças. Era impossível dar conta daquelas duas mulheres juntas de uma forma calma.
— Isso… continua, não para, Roberta! eu implorava, a voz saindo entrecortada, os gemidos se misturando com os da Camila logo abaixo de mim.
A Roberta acelerou ainda mais o ritmo, batendo firme contra as minhas nádegas a cada estocada profunda. Naquela altura, o quarto era um emaranhado de pernas, corpos suados, cheiro de sexo e gemidos intercalados que preenchiam todo o espaço. Sentindo o brinquedo rasgar o meu fundo com tanta velocidade e a Camila apertar as coxas contra a minha cabeça, no auge do prazer dela, meu próprio corpo entrou em colapso.
Minha musculatura contraiu com força total. Um orgasmo avassalador me tomou, me fazendo tremer inteira e desabar com o peito sobre o corpo da Camila. No mesmo segundo, a Camila deu um grito agudo, atingindo o ápice junto comigo, enquanto a Roberta dava as últimas metidas rápidas e intensas, segurando nós duas juntas naquele abraço apertado e molhado de suor.
A noite mal tinha começado, e eu já tinha certeza de que mudar a rotina com aquelas duas tinha sido a melhor decisão da minha vida.
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