ilustração para conto erótico de um homem e uma mulher presos em um elevador. Eles estão se olhando sedutoramente.

Conto erótico: encontro inesperado no elevador, queda de energia e muito tesão

O inverno atualmente não é para amadores, e a única coisa que eu queria naquela tarde cinzenta de domingo era me manter debaixo das cobertas. Para melhorar a situação, eu tinha decidido estrear a minha mais nova aquisição: um plug anal. Com uma vibração potente, ele me levou à loucura em questão de minutos. O zumbido silencioso e a vibração constante me deixavam ofegante. Meu corpo todo formigava e minha buceta já estava completamente encharcada, implorando por ser tocada também.

Eu estava quase lá, a poucos segundos de um orgasmo delicioso, quando o som do meu celular cortou o silêncio do quarto. Pensei não ser nada, então ignorei. Tinha visto de manhã que a encomenda que esperava chegaria só no dia seguinte, não tinha motivos para me preocupar.

Mulher segurando um brinquedo sexual conhecido como plug anal em uma mão e na outra um tubo de lubrificante.

Menos de dois minutos depois, meu celular voltou a tocar. Gemi de frustração. Tentei ignorar, mas ele tocou mais uma vez. Olhei para o celular sobre a bancada e vi cinco chamadas perdidas de um número desconhecido e resolvi atender para acabar com a encheção e poder me concentrar no meu prazer.

— Boa tarde! Quem fala?

— Estou aqui na portaria do prédio com sua encomenda, respondeu de forma brusca e irritada. — Vai descer ou não?

— Você pode esperar 5 minutinhos? — pedi com uma voz doce, tentando convencê-lo.

— Tenho outras entregas para fazer, não só a sua. Posso vir outro dia.

Entrei em pânico. Eu precisava daqueles produtos. Pulei da cama, ainda sem desligar o telefone e então avisei que estava descendo, não esperei para ouvir a resposta do entregador e joguei o celular em cima dos lençóis bagunçados. Abri o guarda-roupa desesperada, não dava tempo de colocar calça, blusa, sutiã e calcinha. Então, peguei a primeira coisa que vi pela frente: um sobretudo grosso de lã preta que descia até quase os joelhos. Vesti diretamente sobre a pele nua e o abotoei até o pescoço.

Foi só quando estava no meio do corredor que me lembrei: eu não havia tirado o plug. E pior, ele ainda estava ligado em uma vibração média. Cada passo que eu dava rumo ao elevador era uma onda de choque que subia pela minha espinha. Aquele brinquedo pulsando dentro de mim enquanto caminhava sem roupa debaixo de um casaco de inverno era uma sensação absurdamente excitante que estava deixando meu corpo em chamas.

mão apertando botão de elevador

Chamei o elevador, cruzando as pernas para conter os arrepios. A porta metálica se abriu e meu coração quase saiu pela boca. Lá dentro estava ele, Pedro, meu vizinho. Um homem alto, de ombros largos, barba rala muito bem desenhada e um perfume que tomava conta do ambiente. Eu sempre achei ele maravilhoso, do tipo que eu secava discretamente na garagem, mas nunca tivemos nada além de pequenos flertes.

— Boa tarde, ele disse, a voz grave me fazendo tremer ainda mais.

— Boa… tarde — respondi, tentando disfarçar minha respiração ofegante enquanto entrava. Apertei o botão do térreo e me encostei na parede de espelho, com as mãos nos bolsos do sobretudo.

O elevador começou a descer e no exato momento em que passávamos pelo terceiro andar, as luzes piscaram. Um segundo depois, um estouro surdo ecoou pelo poço e o elevador deu um solavanco violento, parando abruptamente. A luz de emergência, fraca e amarelada, acendeu no teto. Meu corpo perdeu completamente o equilíbrio, tentei me apoiar na parede, mas o impacto me lançou para a frente, bati com força contra o peito do meu vizinho, o que derrubou nós dois chão. Com o impacto, os dois botões centrais do meu sobretudo de lã se soltaram. O tecido pesado cedeu, abrindo-se o suficiente para que meus seios nus e arrepiados pelo frio ficassem perfeitamente expostos à meia-luz.

Ele piscou, surpreso, os olhos claros descendo instantaneamente para o meu decote acidental. Senti o olhar dele queimar a minha pele fria.

— Me desculpa! gaguejei, tentando me afastar.

Por reflexo, ele ergueu as mãos para me empurrar delicadamente e me ajudar a recuperar o equilíbrio. Ele agarrou minha cintura, mas, nesse momento o elevador deu outro solavanco, e no susto perdi o equilíbrio novamente, mas, dessa vez, ao cair sobre o Pedro, uma de suas mãos entrou por baixo da aba do casaco aberto. E, os dedos compridos e quentes dele tocaram diretamente na minha intimidade.

Eu não consegui respirar. A mão dele estava ali. Nua. Sem nenhum tecido como barreira. E a ponta dos dedos dele sentiu não apenas o quão incrivelmente molhada eu estava, mas também a vibração contínua e inconfundível da base do brinquedo de silicone no meu cu.

— Meu Deus… você tá nua debaixo desse casaco? — a voz dele saiu rouca e com uma pitada de curiosidade.

Eu não consegui responder, apenas o encarei com os olhos arregalados, o rubor subindo pelo meu rosto.

— E você está ensopada… e tremendo. Tem alguma coisa vibrando aí dentro? — Ele não tirou a mão. Pelo contrário, os dedos dele acariciaram suavemente meus lábios úmidos, espalhando meu desejo, fazendo com que eu deixasse um gemido baixo escapar.

O entregador já devia estar a quilômetros de distância àquela altura, então não tinha nada a perder. Faltou ar nos meus pulmões, mas uma coragem súbita, alimentada pelo tesão acumulado da tarde, tomou conta de mim. Pressionei meu corpo ainda mais contra ele, prensando totalmente sua mão contra a minha buceta.

Homem e mulher em trajes sociais trocam um beijo dentro de um elevador

— Tem. Um plug. Eu desci correndo assim porque o entregador ia embora… mas acho que não importa mais. Nós vamos ficar presos aqui por um bom tempo, não vamos?

O olhar dele escureceu. O choque inicial deu lugar a um desejo predatório e cru. Ele umedeceu os próprios lábios e olhou para os meus seios expostos antes de fixar os olhos nos meus.

— Tem certeza disso? — ele perguntou, os dedos já iniciando um atrito gostoso na minha pele sensível.

— Eu nunca tive tanta certeza — sussurrei.

Ele não precisou de outro convite. As mãos grandes dele abriram o restante do meu sobretudo, deslizando a peça de roupa pelos meus ombros até que caísse no chão. Após isso, me encostou com firmeza contra a parede fria do elevador e atacou a minha boca com um beijo feroz, cheio de fome e calor. Sua língua pediu passagem e eu cedi imediatamente, saboreando o gosto dele.

Ele desceu os beijos pelo meu pescoço, mordiscando minha clavícula até chegar aos meus seios. Quando a boca quente e úmida dele envolveu meu mamilo esquerdo enrijecido pelo frio, fechei os olhos e joguei a cabeça para trás. A vibração incessante no meu ânus combinada com os chupões dele no meu seio era uma sobrecarga sensorial maravilhosa. Eu me contorcia contra a parede.

Com pressa, ele abriu o zíper da própria calça. Vi quando ele enfiou a mão no bolso interno da jaqueta para alcançar sua carteira e puxou um pacotinho metálico de dentro dela. O som da embalagem da camisinha rasgando ecoou no espaço apertado. Ele a vestiu com movimentos ágeis e experientes, assim, liberando seu membro rígido e espesso, e podendo voltar a me dar atenção.

Meu vizinho agarrou minhas coxas e me ergueu com facilidade. Instintivamente, cruzei minhas pernas ao redor de sua cintura. E a base do plug foi pressionada ainda mais contra mim quando Pedro mudou o apoio de suas mãos para minhas nádegas, intensificando a vibração do brinquedo.

— Segura firme em mim — ele rosnou, o hálito quente batendo no meu rosto.

Com um movimento decidido e preciso, ele me invadiu. A entrada foi molhada, macia e incrivelmente barulhenta. Um grito agudo de prazer escapou da minha garganta. A sensação de ter o membro grosso dele esticando minha buceta, enquanto o plug de silicone ocupava e vibrava intensamente no meu canal traseiro, era a coisa mais avassaladora que eu já havia experimentado. O atrito interno duplo me levou às nuvens instantaneamente.

Pedro começou a estocar, prensando cada vez mais minhas costas contra a parede, e a cada investida, a base do plug era pressionada pelos seus dedos. Ele gemia rouco no meu ouvido, como se estivesse perdendo o controle também.

— Isso é bom demais… você é tão apertada e tão molhada… e essa vibração! — ele xingava entre dentes, aumentando a velocidade das estocadas.

Eu não conseguia formular frases, apenas arranhava os ombros dele, ofegando. O orgasmo me atingiu como um raio. Meu corpo inteiro se enrijeceu, contrações violentas apertando a extensão dele, enquanto a vibração do brinquedo me mantinha naquele ápice por longos segundos. Ele me colocou de volta no chão, arfando pesado. Mas ele ainda não havia chegado lá, e pude sentir em seus olhos, um brilho sombrio e pedinte.

— Deixa eu tirar isso de você. Minha vez de preencher esse espaço.

Assenti, virando-me de costas e apoiando as mãos espalmadas na parede. Senti os dedos gentis dele alcançarem a base do plug. Ele puxou devagar, e a peça úmida escorregou para fora, sendo deixada no chão, ainda zumbindo baixinho no carpete do elevador.

Meu vizinho não perdeu tempo e espalhou um pouco da minha própria umidade entre as minhas nádegas. Senti a ponta grossa do membro protegido de camisinha roçar na minha entrada recém-liberada. Então, relaxei o corpo, e ele empurrou devagar, ganhando terreno milímetro por milímetro.

Sapato masculino e sandália de salto feminino no chão enquanto um casal aparece desfocado ao fundo retirando as roupas durante um momento de intimidade

Soltei um gemido longo quando ele me preencheu completamente por trás. Suas mãos agarraram firmemente meus quadris, puxando-me para o impacto, e ele recomeçou a estocar. Agora, a força era maior, os impactos mais potentes, o som de nossos corpos se chocando preenchia a cabine escura. O ritmo foi se tornando frenético, desesperado. Ele afundava o rosto no meu pescoço, mordendo minha pele, respirando forte, até que seu corpo ficou rígido contra mim. Meu vizinho deu mais três estocadas fundas, cravando os dedos nos meus quadris e soltou um gemido baixo enquanto atingia seu ápice.

Ficamos ali por mais alguns minutos e de repente, um zumbido elétrico cortou o ar e a luz branca do elevador piscou,acendendo com força total. O motor roncou e a cabine voltou a descer. Nós nos separamos em um pulo. Pedro arrumou a calça apressadamente enquanto eu fechava os botões do meu sobretudo com dedos trêmulos e colocava o brinquedo dentro do bolso do casaco.

Quando a porta se abriu no térreo, ajeitamos a postura, como se nada tivesse acontecido. O frio cortante do hall de entrada me fez respirar fundo. Olhei para meu vizinho antes de sair do elevador e ele me devolveu um sorriso torto, ainda com os olhos cheios daquela malícia compartilhada no escuro.

— Até a próxima queda de energia — ele murmurou, piscando.

Sorri, apertando o sobretudo contra o corpo, e cliquei para subir para meu andar novamente. O entregador obviamente já tinha ido embora, mas, sinceramente, depois de toda aquela aventura, a minha encomenda podia esperar até amanhã.

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