Enquanto ela gemia o nome de outro
Livia e eu estávamos casados há seis anos quando eu finalmente falei. Seis anos de uma relação boa, honesta, cheia de sexo bom e conversas reais. Mas essa parte eu guardei por muito tempo, porque não sabia como colocar em palavras sem soar como um homem quebrado. “Eu quero te ver com outro.” Disse assim, de noite, na cama, com a luz apagada, porque sou covarde o suficiente para precisar do escuro para ser verdadeiro.
Eu nunca soube nomear o que sentia quando imaginava aquilo. Não era doença. Não era fraqueza. Era um fio de tensão que corria da minha nuca até o centro do peito, uma mistura de coisas que não deveriam existir juntas mas existiam, quentes e insistentes, toda vez que a fantasia aparecia. E ela sempre aparecia.
Ela ficou quieta por um tempo. Depois virou para o meu lado. Não consegui ver a expressão dela, mas senti a mão dela no meu rosto. “É sério?” Eu disse que era. Ela ficou quieta de novo. Então disse: “Explica.”
Eu expliquei o que consegui. Que não era sobre não querer ela. Era o contrário. Era sobre querer ela de um jeito que me tirava do eixo, sobre a ideia de ela sendo desejada por outro homem e eu sabendo disso, vendo isso, sendo a testemunha. Ela me ouviu sem interromper. No final, disse: “Vou pensar.”
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Pensamos os dois por três meses. Conversamos mais vezes, em lugares diferentes, em horários diferentes, no café da manhã com a seriedade de adultos que respeitam a própria relação. Estabelecemos as regras. Ela escolheria o homem. Eu estaria presente. Pararia quando quisesse. Ela também.
O nome do homem era Thiago.
Ele tinha uns dois anos a mais que eu, trabalhava com arquitetura, era calmo do jeito que deixa as pessoas à vontade sem esforço. Livia o conheceu numa reunião de trabalho. Ela me contou sobre ele antes de qualquer coisa acontecer, me mostrou as mensagens, me perguntou se eu queria continuar. Cada vez que ela perguntava, meu estômago virava. Cada vez, eu dizia que sim.
Foi numa sexta-feira. Jantamos os três juntos num restaurante onde não conhecíamos ninguém. Eu me senti estranho de um jeito que não era desconforto, era outra coisa. Era como estar do lado de fora de um quarto fechado sabendo que vai entrar. Thiago era exatamente o que eu esperava, que de certa forma era o que eu temia. Seguro, direto, o tipo de homem que olha pra uma mulher com atenção real e ela sente. Eu vi Livia sentindo.
De volta ao apartamento, ela serviu uma dose para cada um. Ficamos na sala por um tempo, a conversa foi ficando mais mole, as risadas foram chegando, e eu percebi o momento em que o clima mudou porque Livia mudou. Ela encostou no Thiago de um jeito diferente. Não foi dramático. Foi quase suave. E ele colocou a mão na cintura dela como quem conhece o peso de uma mulher.
Eu estava sentado na cadeira do canto. Não me levantei.
Livia olhou para mim. Não com culpa. Com uma expressão que eu nunca tinha visto nela antes, uma versão dela que só apareceu naquele momento, que me olhava como se eu fosse o segredo que ela tinha descoberto. Ela disse, com a voz mais baixa do que o normal: “Fica aí.”
Fiquei.
Vi Thiago inclinar o rosto para o pescoço dela. Vi Livia fechar os olhos e soltar o ar devagar, aquele suspiro que eu conheço de anos, só que agora não era para mim. Meu peito ficou apertado de um jeito que era dor e não era. Era uma dor com fome dentro.

Eles foram para o quarto com a porta aberta, porque era assim que tínhamos combinado.
Eu fui até a porta. Não entrei. Fiquei encostado na parede do corredor, de onde via o suficiente.
Livia estava em cima da cama com a blusa aberta, o sutiã ainda no lugar, e Thiago de joelhos na frente dela. Ele tirou o sutiã dela com uma calma que me incomodou de um jeito específico, aquela calma de homem que sabe o que está fazendo e não precisa se apressar. Livia jogou a cabeça para trás quando a boca dele chegou no peito dela. Eu me apoiei na parede porque minhas pernas pediram.
Minha neca estava dura dentro da calça e eu não tinha tocado em nada.
Thiago desceu pela barriga dela devagar, com a boca, com as mãos abertas nas coxas dela, e Livia se abriu para ele num movimento que eu reconheci e que me fez morder o lábio. Quando ele chegou na boceta dela, ela fez aquele som, aquele específico, o que ela faz quando está ficando louca de verdade, e eu segurei o batente da porta porque precisei segurar alguma coisa.
“Thiago.” Ela disse o nome dele. Não o meu.
Eu devia ter sentido humilhação. Senti. Mas veio junto com uma corrente de tesão que subiu do fundo do meu estômago até a garganta e me deixou sem ar de um jeito que eu não consigo descrever sem soar pequeno. Fui pequeno. E fui enorme ao mesmo tempo. Estava no corredor vendo minha mulher gozar na boca de outro homem e minha neca pulsava como se fosse explodir.
Livia levantou a cabeça e me olhou pela primeira vez desde que eles tinham entrado no quarto. Os olhos dela estavam úmidos, a boca aberta, o cabelo espalhado no travesseiro. Ela me olhou com aquela expressão nova e disse, quase sussurrando: “Você está vendo?”
Disse que sim com a cabeça porque minha voz tinha sumido.
“Está gostando?” Ela perguntou isso sorrindo, um sorriso que nunca tinha sido para mim daquele jeito.
Thiago levantou, tirou a camisa, e eu vi o corpo dele com uma atenção que me envergonhou. Era diferente do meu. Mais largo nos ombros, mais definido. Ele abriu a calça com calma e eu vi o tamanho dele e senti aquela mistura que eu não sei nomear direito, ciúme, desejo, inferioridade e uma excitação que me envergonhava e que eu não conseguia controlar.
Livia olhou para a neca dele com uma vontade clara no rosto. Ela mesma a segurou, colocou a camisinha, me olhou de novo, e disse: “Meu Deus.”
Não foi crueldade. Foi verdade. E a verdade naquele momento me fez colocar a mão na própria neca e apertar por cima da calça porque precisei.
Quando Thiago a penetrou, o som que Livia fez foi diferente dos que eu conheço. Mais fundo. Mais cheio. Ela agarrou o lençol e arqueou as costas e ele foi devagar no começo, com umas macetadas longas e pesadas que fizeram ela fechar os olhos e soltar os sons com a boca aberta. Eu tirei minha neca da calça no corredor e me masturbei em silêncio vendo minha mulher ser fodida por outro homem.
Não consigo escrever isso e fingir que me arrependi.
Thiago pegou o ritmo. Livia foi junto, as mãos dele agarrando os quadris dela, ela subindo para encontrar cada empurro, e os sons do quarto eram explícitos e reais e me deixavam sem conseguir respirar direito. Ela gritou uma vez, curto, quando ele mudou o ângulo, e a mão dela foi direto pro grelo dela, esfregando enquanto ele a fodia, e eu vi ela apertar os olhos e aquele gemido crescer e ela veio ali, veio alto, com o nome errado na boca e com o meu nome também, no final, quando o corpo dela tremeu e ela respirou fundo.
Não sei se foi de propósito. Não importou.
Eu gozei no corredor quando ouvi meu nome.
Depois que Thiago saiu, eu entrei no quarto. Livia estava deitada de lado, o corpo relaxado, o olhar diferente do que eu conhecia, mas ela estava lá. Ela me olhou quando eu me sentei na beira da cama. Não disse nada por um tempo. Então colocou a mão no meu braço.
“Você ficou bem?” Ela perguntou.
Pensei no que responder. Fui honesto. “Não sei se ‘bem’ é a palavra certa.”
Ela disse: “Eu sei.”
Ficamos quietos. Depois ela se levantou, foi ao banheiro, voltou, deitou encostada em mim. Não foi um pedido de desculpas. Não tinha nada a pedir desculpa. Foi ela voltando para mim com o corpo que era meu e que tinha sido de outro por uma noite, e os dois sabendo disso, e os dois ficando quietos com isso entre a gente como uma coisa grande demais para caber em palavras.
“Vai acontecer de novo?” Ela perguntou sem me olhar.
Fiquei quieto um tempo. Meu peito ainda estava pesado. Minha cabeça ainda tinha as imagens, o som, o nome que não era o meu.
“Não sei,” eu disse.
“Está bem.” Ela disse.
E estava. Estava bem porque era verdade. Porque a gente tinha feito aquilo com os olhos abertos e com as mãos dadas mesmo quando as mãos dela estavam em outro lugar. Porque eu tinha descoberto um pedaço de mim que não sabia que existia, e esse pedaço era feio e bonito ao mesmo tempo, e me pertencia.
Dormi com a cabeça pesada e o corpo em paz pela primeira vez em meses.
E quando acordei de manhã, Livia estava me olhando com aquele sorriso novo, aquele que apareceu naquela noite e que era dela agora, e ela disse: “Bom dia, Eduardo.”
Eu disse bom dia de volta.
E não falei mais nada. Só puxei ela para perto e segurei o corpo dela com as duas mãos como quem sabe o peso exato do que tem.
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