ilustração de mulher na cama de camisola de lado

Conto erótico: devagar, fundo e molhado

Lara sempre tinha sido curiosa, mas nunca tinha tido coragem de falar. Vinte e nove anos, um namoro estável de três anos com o Rafael e uma vida que, de fora, parecia bem resolvida. Sexo bom, orgasmos frequentes, confiança. Ainda assim, tinha uma coisa que ficava martelando na cabeça dela há meses: sexo anal.

Não era obsessão. Era mais uma vontade quieta que aparecia quando ela se masturbava, quando via alguma cena, quando o Rafael brincava com o dedo perto dali e ela sentia o corpo reagir de um jeito diferente. Uma mistura de medo e desejo.

Numa sexta à noite, depois de uma taça de vinho a mais, ela falou.

— Eu quero tentar. Anal.

Rafael parou de mexer no celular e olhou pra ela. Não riu. Não fez piada. Só perguntou, com a voz calma:

— Tem certeza?

— Tenho. Mas quero fazer direito. Sem pressa. Sem dor.

No dia seguinte eles foram juntos numa sex shop discreta, daquelas que ficam em cima de uma loja de roupa. Escolheram com calma. Saíram com uma sacola preta contendo lubrificante anal, um plug anal pequeno de silicone com base alargada e um vibrador de casal com ponta arredondada. Nada exagerado. Só o necessário pra começar com segurança.

plug anal de silicone vermelho

Em casa, Lara tomou banho demorado. Quando saiu do banheiro, Rafael já tinha arrumado a cama, baixado a luz e colocado uma toalha macia por cima do lençol. O clima estava leve, sem pressão.

Eles se beijaram primeiro, daquele jeito lento que sempre funcionava com ela. A boca dele desceu pelo pescoço, chupou o lóbulo da orelha, mordeu de leve a clavícula. As mãos dele abriram o roupão dela e encontraram os seios. Os polegares roçaram os mamilos até eles ficarem duros. Lara soltou um suspiro e puxou a camiseta dele pra cima.

Ficaram pelados em pouco tempo. Rafael deitou ela de costas e abriu as pernas com as mãos. A língua dele desceu direto pra buceta, lambendo devagar, chupando o clitóris com pressão constante. Dois dedos entraram nela, curvados, enquanto a boca trabalhava. Lara já estava molhada. Gemia baixo, uma mão no cabelo dele, o quadril se mexendo sozinho.

— Continua assim… — pediu.

Ele continuou até ela gozar a primeira vez, as coxas tremendo, o gemido abafado no travesseiro. Quando o corpo dela ainda estava pulsando, Rafael pegou o lubrificante anal e esquentou um pouco na mão. Passou os dedos molhados entre as nádegas dela, desenhando círculos na entrada. Lara respirou fundo. O toque era estranho e bom ao mesmo tempo.

Ele colocou só a ponta do dedo indicador, bem devagar, girando. O lubrificante ajudava a deslizar. Lara sentiu a pressão, mas não doeu. Só uma sensação de invasão controlada. Rafael esperou ela relaxar, beijou a parte interna da coxa, chupou o clitóris de novo enquanto o dedo entrava mais um pouco. Entrava e saía, sempre com bastante lubrificante.

— Tá bom? — perguntou ele.

— Tá. Pode colocar mais.

Ele tirou o dedo, passou mais lubrificante e colocou dois. A abertura cedeu devagar. Lara fechou os olhos e se concentrou na respiração. O prazer vinha misturado com a estranheza. Rafael usou a outra mão pra masturbar o clitóris dela em círculos lentos. O corpo de Lara começou a pedir mais.

Depois de vários minutos, ele tirou os dedos e pegou o plug anal. Passou uma camada generosa de lubrificante nele e encostou a ponta na entrada dela.

— Respira fundo e solta o ar quando eu empurrar.

Lara obedeceu. O plug entrou centímetro por centímetro. A sensação de ser preenchida daquele jeito era nova, intensa. Quando a base larga se acomodou do lado de fora, ela soltou um gemido longo. Rafael ligou a vibração baixa do plug e voltou a chupar a buceta dela. A combinação era absurda. O clitóris sendo chupado e o plug vibrando lá dentro faziam o prazer subir rápido demais.

Lara gozou de novo, mais forte que da primeira vez. O corpo inteiro se contraiu, o plug parecia ainda maior enquanto ela apertava. Rafael esperou ela voltar, beijou a boca dela e perguntou:

— Quer tentar comigo agora?

Ela assentiu, ainda sem fôlego.

Ele tirou o plug com cuidado, passou mais lubrificante nela e nele mesmo. Lara virou de quatro, a bunda pra cima, a cabeça apoiada nos antebraços. Rafael se posicionou atrás, segurou o quadril dela e encostou a cabeça do pau na entrada. Empurrando devagar, quase sem força. A cabeça entrou. Lara soltou um som baixo, entre gemido e suspiro.

mulher de quatro na cama de calicinha branca

— Para um segundo… — pediu.

Ele parou. Esperou. Beijou a coluna dela, passou a mão por baixo e tocou o clitóris. Quando ela balançou o quadril pra trás, ele entrou mais um pouco. Devagar. Centímetro por centímetro. O lubrificante fazia o caminho mais fácil, mas ainda assim era apertado, quente, diferente de qualquer coisa que ela já tinha sentido.

Quando ele estava quase todo dentro, parou de novo.

— Me fala se doer.

— Não tá doendo. Tá… cheio. Continua.

Rafael começou a se mexer. Movimentos curtos, lentos, saindo quase por completo e entrando de novo. Uma das mãos dele ficou no clitóris dela, esfregando no mesmo ritmo. A outra segurava o quadril, controlando a profundidade. Lara sentia cada centímetro. O prazer era diferente. Mais fundo, mais visceral. Vinha das costas, das pernas, do baixo ventre.

Ela começou a empurrar pra trás, pedindo mais. Rafael aumentou um pouco a velocidade, ainda com cuidado. O som molhado do lubrificante e da pele se encontrando enchia o quarto. Lara gemia aberto agora, sem se preocupar com o volume. O clitóris sendo estimulado enquanto o pau entrava e saía do cu dela criava uma sobrecarga gostosa.

— Porra, Lara… você tá tão apertada.

Ela só conseguiu responder com um gemido. O orgasmo veio de um jeito novo. Não explodiu de uma vez. Foi construindo, apertando, até o corpo todo tremer. Ela gozou com o pau dele ainda dentro, o cú contraindo em volta, as pernas fraquejando. Rafael segurou ela, esperou a onda passar e só então começou a foder um pouco mais firme, ainda respeitando o limite.

Ele gozou pouco depois, saindo no último segundo e gozando nas nádegas dela. Os dois caíram de lado, ofegantes, suados. Rafael puxou ela pra perto, beijou a testa, a boca, o ombro.

— Como foi?

Lara riu, ainda sem fôlego.

— Estranho. Bom pra caralho. Quero de novo. Mas daqui a pouco.

Eles ficaram abraçados um tempo. Depois Rafael foi no banheiro, voltou com uma toalha úmida e limpou ela com cuidado. Passou mais um pouco de lubrificante só pra aliviar qualquer ardor e deitou de novo.

Meia hora depois, Lara ainda estava com o corpo sensível quando sentiu a mão dele descer de novo. Dessa vez ela ficou de lado, uma perna levantada. Rafael colocou o vibrador de casal na buceta dela, ligado no modo médio, e voltou a entrar no cu com calma. A vibração interna junto com a penetração anal fez Lara gozar rápido, quase sem aviso. O corpo dela se sacudiu, um gemido alto escapou. Rafael segurou firme e fodeu devagar até ela pedir pra parar, sensível demais.

Mais tarde, já deitados de verdade, Lara passou o dedo no peito dele e falou:

— Amanhã a gente usa o plug de novo. Quero sentir ele o dia inteiro.

Rafael sorriu no escuro.

— Combinado.

Ela fechou os olhos, o corpo ainda latejando de um jeito novo. A primeira vez tinha doído menos do que o medo. E o prazer… o prazer tinha sido maior do que ela imaginava.

No dia seguinte, enquanto tomava café, Lara ainda sentia um leve ardor gostoso. Olhou pra sacola preta em cima da cômoda e pensou que talvez precisassem voltar na loja. Tinha espaço pra mais umas coisas. Mas isso ficava pra depois. Agora ela só queria lembrar da noite anterior: o lubrificante escorrendo, o plug vibrando, o pau do Rafael entrando devagar e o orgasmo que veio de um lugar que ela nunca tinha usado daquele jeito.

Foi só o começo.

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